Crise energética
A crise de energia que nos ameaça com racionamentos e apagões nos leva a reflexões que trarão muita luz ao nosso futuro. Um dos pontos que ficaram claros é que energia não se improvisa. Planeja-se com um horizonte de no mínimo dez anos. Outra conclusão é a de que embora nosso potencial de recursos seja imenso, ele não é infinito. Temos que repensar nossos hábitos, pois faz parte de nossa cultura pensar que desde que tenhamos dinheiro para pagar, podemos gastar à vontade. Existe até quem pense que desperdício é sinal de status. Não só eletricidade, mas também água, alimentos, petróleo e outros insumos precisam ser usados de forma mais racional, pois o desperdício não é bom para ninguém.
Temos que racionalizar o uso de energia elétrica, pois cada quilowatt poupado diminui a necessidade da construção de novas usinas, que irão alterar o curso dos rios, roubar terras da agricultura e alterar o equilíbiro ecológico. Temos que economizar, pois menos demanda de energia significa mais dinheiro livre que pode ser gasto em saúde e educação no setor público e mais recursos para serem investidos na criação de empregos no setor privado.
Somos um país privilegiado em potencial hidráulico, como somos também um país com imensa capacidade de utilizar fontes energéticas renováveis e limpas como álcool, bagaço da cana e tantos outros vegetais energéticos como mamona, babaçu e outras plantas. Temos também a energia eólica e dos mares, e sobretudo a energia solar.
Estamos com tudo. Temos água em abundância, condições de produzir alimentos e energia para uma população no mínimo três vezes maior, sem lançar mão de opções poluentes ou perigosas como petróleo, carvão mineral e usina atômica. Basta um pouco de competência no planejamento e na execução de uma política a curto, médio e longo prazo que contemple pesquisas e o desenvolvimento integrado de todas as alternativas.
- SILVÉRIO DA SILVA, comerciante, Londrina
Administração pública
Venho por intermédio desta perguntar ao governador: o que está acontecendo no nosso Paraná? Governador: os governos anteriores nunca precisaram vender o patrimônio do Estado. O senhor já está vendendo todo o patrimônio do nosso Estado e nunca tem dinheiro. Governador: faz seis anos que o funcionalismo não recebe aumento de salário. O funcionalismo continua passando fome, e o senhor ainda tem coragem de dizer que vai sair candidato outra vez! Os outros governos não tinham pedágio nas estradas, e cumpriram todas as coisas certinhas, com os seus deveres.
- PEDRO MARTINS, Londrina
Indústria da multa
O novo governo municipal de Londrina ainda não conseguiu se livrar das denúncias de indústria da multa envolvendo a antiga Comurb, hoje CMTU. Apenas mudaram o nome da autarquia, mas os problemas continuam os mesmos e, pelo jeito, não acabarão tão cedo. Também fui ‘‘agraciado’’ com uma multa por transitar sobre calçada e passeio, no dia 26 de dezembro de 2000. Acontece que a citada calçada é uma canaleta que dá acesso ao Cine-Teatro Ouro Verde, na esquina das ruas Maranhão e Minas Gerais.
Recebi a notificação pelo Correio e, inconformado, recorri em defesa prévia à Junta Administrativa de Recursos de Infração (Jari, da CMTU), que indeferiu meu recurso. Aleguei que a canaleta foi construída exatamente para o acesso de veículos para embarcar pessoas, que vão ao cine-teatro ou a lanchonetes, bem como descarregar produtos. No meu caso, a manobra não demorou mais que 30 segundos, tempo suficiente para apanhar quatro pessoas que vieram de outra cidade para fazer compras.
Entendendo que aquela canaleta é justamente para estes tipos de serviços, recorri novamente à Jari e estou aguardando o pronunciamento. A esperança é a última que morre. Se é proibido adentrar aquele local, não deveria haver placas ali? Acho que também fui vítima da indústria da multa em Londrina.
- WANDERLEY POLLI, agente universitário, Londrina
Não basta ser pai
Quem é responsável pela educação cristã de nossos filhos? Segundo os exemplos das Escrituras, somos nós mesmos, os pais. Abraão orientou seus filhos a guardarem o caminho do Senhor e praticarem a justiça e o juízo. Os israelitas contavam a seus filhos tudo o que Deus havia feito e ensinavam às crianças tudo o que Ele lhes ordenara. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo exorta os pais a criarem os filhos ‘‘na disciplina e na admoestação do Senhor’’. O papel da igreja nesse processo é apoiar a família e contribuir para o desenvolvimento espiritual da criança, mas os pais não podem transferir essa tarefa a pastores ou professores do departamento infantil.
Premila Pavamani, do Emmanuel Ministries de Calcutá, dá aos pais que têm dificuldades em ensinar a Bíblia aos filhos, os seguintes conselhos: ‘‘Seu filho é um presente especial de Deus e você é responsável diante d’Ele por essa vida; fale para seu filho todos os dias que você o ama, pois ele precisa ouvir isso de você sempre; elogie seu filho sempre que ele fizer uma coisa boa; corrija seu filho com firmeza, mas sem palavras ou atos violentos; separe parte do seu tempo só para ouvir o que seu filho tem a dizer; ore com seu filho, agradecendo a Deus pelo alimento, pela saúde, pela família etc.’’
Na verdade, a criança aprenderá com os pais muito mais sobre Deus e sobre a vida do que com o púlpito ou com a lousa. Quem inventou aquela propaganda na TV – que não passa mais – tinha razão: não basta levar ou trazer o filho daqui pra lá, não basta dar ou comprar isto ou aquilo, não basta mandar fazer sem antes dar o exemplo, não basta apontar as falhas da igreja ou da escola. Não basta ser pai, tem que participar.
- OSLEI NASCIMENTO, reverendo, Londrina
Religiões
Nosso planetinha Terra tem, segundo conhecimentos científicos, 4,45 bilhões de anos. As milhares de religiões existentes tiveram sua origem há menos de 3 mil anos. Apregoam historinhas pueris ao povo néscio. Há quem diga que é importante que haja religiões para que elas sirvam de ‘‘freio’’ ao povo. Ora, ora. Ao povo deve ser ensinada a verdade; a realidade dos fenômenos embasada nos estudos, profundos, dos cientistas – homens que usam da razão e da lógica, com ética. Afinal, a humanidade é ‘‘civilizada’’. Não. Não é civilizada. A grande massa humana vive, ainda, nas trevas da ignorância. A culpa da incivilização é dos líderes incompetentes e dos hipócritas que, por maldade humana, têm interesses de manter o povo escravizado de farsas, ex vi: vida da alma; ressurreição; castigo ou recompensa após a morte; e tantas outras bobagens. Portanto, é dever do homam que pensa propagar conhecimentos à massa ignorante.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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