O LEITOR ESCREVE
Senadores
Os senadores paranaenses Alvaro e Osmar Dias não deveriam esperar para serem expulsos do PSDB. Acho que eles mesmo poderiam tomar a iniciativa de mudar de partido a partir do momento que o PSDB demonstrou ir contra os anseios do povo. Ser contra a CPI da Corrupção que investigaria o governo de FHC é ser conivente com o prosseguimento da roubalheira que é a maior escória deste País. E por falar em CPI, parece que o apagão do FHC está dando certo: está apagando da memória do povo e da imprensa a tentativa da criação da comissão que iria mostrar quem é realmente FHC, que lutou com unhas e dentes para sepultar a CPI da Corrupção. Quem não deve, não teme.
- SÉRGIO TORETO, escriturário, Goioerê
Manifestação
Indignação. Esse era o sentimento da maioria das pessoas que deixaram o anfiteatro maior do CCH, na manhã do dia 5, quando o diretor cinematográfico Daniel Filho e a atriz Paloma Duarte participariam de um debate sobre o filme A Partilha, do mesmo diretor. Eles chegaram em Londrina para a pré-estréia do filme, na segunda-feira à noite, promovido pelo Projeto Sessão Brasil. Na terça de manhã, haveria o debate na UEL, como programação do evento. Isto se a palhaçada não tivesse acontecido.
Alguns alunos do período matutino do curso de Ciências Sociais, fora das salas de aula, resolveram protestar contra as denúncias de corrupção e os abusos cometidos na universidade, justamente na hora em que o debate estava marcado, para chamar a atenção da imprensa presente. A confusão era geral.
Daniel Filho, muito educado, mostrou seu apoio a atitudes como esta, e cedeu o microfone a um dos integrantes da organização (se é que existia alguma), que explicou o porquê da implantação do Dia do Caos, no qual os alunos fariam o que quisessem. Eles defenderam o livre manifestar e a busca por uma visão crítica dos problemas da universidade. Mas não souberam respeitar a liberdade de escolha das outras pessoas, interessadas em acompanhar o debate.
O evento, marcado para as 9h30, começaria às 10 horas devido a um atraso. Os debatedores teriam que encerrá-lo antes das 11, para pegar um avião para Curitiba, onde fariam a mesma programação. Às 10h25, vencidos pelo barulho e pelo cansaço, decidiram ir embora, sem que tivessem tido a oportunidade de falar sobre o filme. Saíram daqui escorraçados pelos alunos de Ciências Sociais, que tanto pregam a liberdade de expressão e a democracia. Mas que, na ocasião, mostraram-se autoritários e, por que não dizer, infantis e mal- educados. Além de tudo, a UEL vai perder novas oportunidades de se envolver na realização de eventos culturais tão importantes como este. Só por causa dos alunos que faziam baderna e jogavam pingue-pongue com a desculpa de lutar pelos interesses da universidade pública, gratuita e de qualidade.
- KÁTIA GRADELA, universitária, Londrina
Meio ambiente
Falta de água potável, crise de energia, lixo, poluição das indústrias, efeito estufa, fome e tantos outros assuntos ambientais estão se tornando constantes em nossas conversas. Cresce o envolvimento da sociedade que tem com as organizações não-governamentais (ONGs), uma maneira de influir, mobilizar e melhorar nossa relação com o meio ambiente. Os ambientalistas começam a ser aceitos e não podem mais ser totalmente ignorados pelos nossos dirigentes. Estamos engatinhando na questão ambiental.
Melhoram os discursos e ações ambientais dos governantes, as escolas não se limitam a comemorar apenas mais um Dia do Meio Ambiente e a população faz a sua parte, como agora, poupando energia elétrica para evitar um possível apagão. Entretanto, podemos dar um grande salto na melhoria ambiental se os políticos, as crianças, todo cidadão redescobrir o seu ambiente a maravilha de uma lua cheia se pondo, estrelas, a energia do sol, dos ventos, flores que nascem do lixo. Podemos nos encantar e encantar outros. Podemos reconhecer tantos seres irmãos e voltar a ser uma grande família feliz. Vamos aproveitar hoje, agora, o dia, belo dia (ou noite) no Planeta Terra e pôr em prática um novo olhar.
- DANIEL STEIDLE, agricultor e ambientalista, Rolândia
Apagão (1)
Estamos no ano de 2015, produzimos muitos carros, veículos movidos a diesel e a gasolina, as ruas e estradas estão abarrotadas. O País está crescendo e o povo é feliz. Chove com abundância e os reservatórios estão cheios. Em maio do ano seguinte, jornais, rádio e televisão comunicam que as reservas petrolíferas estão no limite. Estatísticas esboçam as suas comparações, mostrando que em 2001, tínhamos apenas 10% da frota existente, cujo consumo era irrisório comparado aos dias atuais. Será que o nosso álcool, combustível renovável, seria capaz de substituir o petróleo?
Hoje, em relação a energia elétrica temos o apagão. No caso de uma imensa frota movimentada pelo petróleo tendo que parar, teríamos o quê? O Ministério do Paradão? Sim, porque se nada for previsto, e considerando que as jazidas petrolíferas são finitas, certamente esses motores movidos a petróleo terão um dia que parar. Qual seria o Fernando de plantão a ser responsbilizado por mais essa possível desventura?
Com os Fernandos ou sem eles, o Brasil haverá de caminhar, sendo que a responsabilidade cabe a cada um de nós, que amamos esse País, nossa pátria, terra bendita que em se plantando tudo dá.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Apagão (2)
Com o advento do apagão em nossos calcanhares, o governo tenta também escurecer nossa memória e ofuscar nossa capacidade de raciocínio e crítica. Faz-nos crer réus num processo em que visivelmente somos vítimas. Empurra o ônus de sua incompetência uma vez mais para cima de nós e com isso desvia o foco das atenções de seu núcleo.
É sabido que nosso governo já havia sido alertado do problema energético há alguns anos e duvido que grande parte de nossos representantes políticos também não o soubesse. Mesmo assim, como quase tudo nesse País, foi-se empurrando com a barriga, esquivando-se do problema como o inadimplente foge do credor, num ato vergonhoso de covardia.
E agora somos brindados com imagens dignas de compaixão, vendo pessoas de idade ensinando aos mais jovens como tomar corretamente um banho, campainhas sendo desligadas, senhoras andando de lampião aceso pela casa apagada, além de outras cenas constrangedoras, e mais uma vez tenho a nítida impressão de estarmos sendo usados.
Não seria também divertido mostrar nossos políticos totalmente ensaboados antes do enxágue? Ou nosso presidente andando de lampião aceso? Ou será que acham que só os menos favorecidos têm tendência ao ridículo?
- LUIS CARLOS SEGURA, empresário, Cambé
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





