Transparência
Em votação polêmica na Câmara de Vereadores de Londrina, na sessão do dia 31 de maio, foi aprovado em primeira discussão, com 19 votos a favor, o projeto do vereador Félix Ribeiro, que determina o fim do voto secreto. Como cidadão londrinense, acompanhei o debate acerca do projeto por acreditar que isso significa um avanço na ampliação dos mecanismos de participação popular, e fortalecimento democrático do Legislativo. Todos os representantes do povo não devem se esconder de seu eleitorado apresentando-se de forma diferente de sua verdadeira personalidade.
Muitos, depois de eleitos, passam a votar secretamente contra os interesses e necessidades da população, contribuindo assim, cada vez mais para o aumento da exclusão social, com falcatruas, negociatas, corrupção e coisas pelas quais não estamos mais suportando na política brasileira.
Exemplo estarrecedor disso tudo foi o caso ACM sobre a violação do painel do Senado. Se houvesse transparência pode ser que isso não tivesse acontecido. Mas, a realidade da política atual no Brasil está passando por uma transformação decorrente da aquisição de um pouco mais de consciência política de nosso povo, na qual, não se pode mais subestimar sua capacidade. Portanto, o político que não mudar sua postura poderá perder esse trem da história e ser atropelado por uma realidade evidente.
A aprovação do voto aberto já se tornou realidade em várias cidades de nosso País e graças ao projeto do vereador Félix Ribeiro, está para ser totalmente aprovado aqui também em nossa cidade. O voto aberto pode significar uma alavanca para essa nova realidade política, e quem sabe para a construção de uma sociedade democrática onde possa existir justiça social e fraternidade.
- JOÃO VITORINO DA COSTA, Londrina
Agricultura
O editorial da Folha do dia 2, ‘‘Safra Recorde’’, descreve com bastante propriedade o cenário agrícola do Paraná. Estado de terras férteis, o Paraná brinda o País com uma produtividade média superior à registrada nos EUA, que era a mais elevada do mundo. Mesmo enfrentando condições climáticas por muitas vezes adversas e a falta de uma política agrícola, os produtores rurais paranaenses vêm dando preciosa contribuição para ‘‘empurrar esse País para frente’’, como bem atestou o editorial.
Não poderíamos deixar de parabenizar este jornal pela justiça que faz à agricultura paranaense, mas ao mesmo tempo é preciso fazer um alerta. Um Estado produtivo como o Paraná, não pode ficar a mercê de invasões. Jamais concordaremos com essa prática que em vez de semear trabalho, deixa um rastro de destruição, desordem e atraso.
- FRANCISCO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Camelódromo
Parece que tudo o que se põe em prática em Londrina, pelas pessoas que se dizem competentes é feito pela metade, como a decisão de fechar a Avenida São Paulo entre a Avenida Leste-Oeste e a Rua Benjamin Constant em prol dos comerciantes informais. Não é fechando somente esta pequena parte da rua, praticamente amontoando os trabalhadores informais, dispondo a eles minúsculos espaços para desenvolverem seus negócios, tentando fazer caber naquele espaço limitado mais e mais barracas, sem uma infra-estrutura adequada e aglomerando os seus clientes, que se resolverá o problema, mesmo provisoriamente.
Todas as pessoas têm direito à qualidade de vida, tanto os consumidores ao fazerem suas compras no comércio de rua, como os comerciantes informais no exercício do seu trabalho e também os transeuntes e as famílias que por ali passam.
Afinal de contas, o centro de nossa cidade é ou não é um ‘‘shopping a céu aberto’’? Por isso não podemos abrir mão da qualidade de vida que Londrina ainda nos oferecer e concentrar, amontoar os comerciantes informais em um pedaço de rua. Portanto, dando vez à qualidade de vida, o que deveria ser feito é fechar a Avenida São Paulo em toda a extensão que vai da Avenida Leste-Oeste até o Calçadão, deixando livre as ruas que a cruzam ao longo do trecho, entre as ruas Benjamin Constant e Sergipe, para que assim todos possam trabalhar na rua e passear com a família sem aglomeração e atropelos.
E o Calçadão da Rua Sergipe? Quando é que vão nos presentear com essa obra tão importante para revitalizar o centro e melhorar nossa qualidade de vida em Londrina?
- ALEXANDRE SERRANO LUPPI, desenhista industrial, Londrina
Reconhecimento (1)
No dia 30 de maio, foi publicado uma reportagem nesse respeitável jornal, no caderno Folha Cidades, sobre a Universidade Estadual de Maringá (UEM). São feitos, merecidamente, elogios para o curso de Direito nela ministrado, pois a UEM havia recebido o Selo de Qualidade da Ordem dos Advogados do Brasil - ‘‘OAB Recomenda’’. É citada, ainda a Universidade Federal do Paraná (UFPR), pela mesma razão. Reportagens nesse sentido são de grande valor, uma vez que orientam a população estudantil, dando-lhes a oportunidade de escolherem cursos conceituados e capazes de fornecer um preparo profissional qualificado.
No entanto, houve nessa reportagem, um erro de relevante importância, não sendo citado entre os tais cursos, a Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro, de Jacarezinho, também portadora do selo de qualidade ‘‘OAB Recomenda’’, sendo ainda que essa faturou por sua notável qualificação por cinco vezes consecutivas, nota A na avaliação do MEC (Provão). Diante disso, mostramo-nos indignados pela nossa exclusão no rol dos cursos de Direito apresentados na referida reportagem.
- MARGARETH CORDER PETRICA, universitária, Andirá
Reconhecimento (2)
Na reportagem ‘‘Curso de Direito ganha selo da OAB’’, a Folha falou das faculdades de Direito que receberam o selo da OAB e esqueceu da Faculdade de Direito de Jacarezinho, que além de ter recebido o selo, tem mais gabarito (no curso de Direito) do que a UEM. Há estudantes que preferem fazer Direito em Jacarezinho do que em Maringá.
- RONALDI CERVI NETO, analista de sistemas, Londrina
N.R. A informação de que o curso de Direito da UEM recebeu o selo de qualidade da OAB chegou até a Sucursal da Redação da Folha, em Maringá, por uma carta da Assessoria de Imprensa da UEM. Se a Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro, de Jacarezinho, também tivesse informado sobre a conquista, certamente ela seria divulgada.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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