Meio ambiente
Ontem foi o Dia da Criança Vítima de Agressão e hoje se comemora o Dia Internacional do Meio Ambiente e Ecologia. Quando moleque, tive uma infância ‘‘milionária’’, em comparação com esses filhotes infelizes, confinados que estão nesses contêineres empilhados, chamados apartamentos.
Comemorar? Não, apenas registrar uma sucessão inacreditável de fatores desfavoráveis, tudo magicamente regido pela energia inesgotável de evoluírmos sabe lá Deus pra onde, riquezas que simulávamos possuir construindo microbarragens na enxurrada formada no meio-fio logo após as chuvas, lagoas artificiais do tamanho de um carro, que nos enchiam de orgulho.
De passagem, vislumbro o Igapó (em Londrina) de dentro do carro, e, como fui no máximo um reles construtor de barragens de enxurrada, sinto-me tolhido em opinar em águas alheias, mas várias perguntas me perturbam, e muito: 1) Não seria possível represar metade da ponte em dique seco, operar, e depois desviar a água para a outra metade? 2) ‘‘Pá-de-cal’’ é uma expressão idiomática que utilizamos para pôr fim definitivo a um processo. Polvilharmos cal nos flancos agora expostos do lago é mesmo a melhor opção? E como resolveremos a turbidez da água de tempos em tempos? Azulejando o fundo e jogando um navio de cloro? 3) Dragas não realizariam melhor esse tipo de trabalho? 4) Todo o ‘‘sistema’’ Igapó é uma criança artificial, delicada, frágil, pequena, indefesa, presumidamente equilibrada no fim à que se destina. Não estaríamos serrando um pé de nossas próprias cadeiras? E o aterro criminoso de 100 mil caminhões?
- CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ, arquiteto, Londrina
Senado
Nós, povo brasileiro, não podemos ficar reféns de políticos que não têm o menor escrúpulo como esses, que já vão tarde, ex-senadores ACM e Arruda. Os dois não passam de dois mentirosos que usaram e abusaram das suas prerrogativas de senadores para poderem violar, como diz o dito popular, o ‘‘sagrado’’ voto de seus pares na cassação do também ex-senador Luiz Estevão.
Acreditavam que por serem à época, respectivamente, presidente do Senado e lídero do governo na Casa, eles poderiam conhecer o voto dos outros senadores para talvez amanhã pedir algo em troca para não revelar as suas posições. Mas o pior mesmo ocorreu quando perceberam que iriam ser cassados e colocaram os rabinhos entre as pernas e saíram pelo fundos, ou seja, renunciaram aos seus cargos para que não tivessem os seus direitos políticos cassados e pudessem, quem sabe, voltar à mesma Casa em 2003, quando esta será renovada em 2/3.
O que precisamos agora, nós povo brasileiro, mais precisamente o do Distrito Federal e principalmente o da Bahia, é extirpar esses covardes da nossa política, pois pessoas com essas máculas em suas carreiras públicas não poderiam e não deveriam nos representar no cenário político, pois se já fizeram algo tão vil uma vez, quem nos garante que isso não irá se repetir num futuro, que pode ser, infelizmente, mais próximo do que imaginamos?
Por isso, temos que pensar muito bem em quem votaremos nas eleições do próximo ano, para que possamos dizer um ‘‘não’’ para esses políticos sem ética e sem decoro.
- RODRIGO FABIANO DE OLIVEIRA FERREIRA, auxiliar administrativo, Ibiporã
Incentivo
Desde que Gustavo Kurten começou a brilhar nas quadras, as crianças classe média e alta começaram a se dedicar mais aos esportes: tênis, futebol, vôlei, natação etc. Os pequenos estão sendo incentivados pelos grandes atletas de hoje. Isto é um ótimo sinal contra as drogas e violência nas escolas, com o esporte, as crianças estão ocupadas, não com as drogas e a violência como vemos nos jornais, televisão e revistas.
Como tenista, eu já presenciei nas quadras a diferença social de nosso País. O pegador de bola que vive nas favelas é criança e recebe esmolas pelo seu trabalho. Seus pais ficam em casa fazendo costuras, ímãs de geladeira, para vender na rua, enquanto seus filhos ficam no sol trabalhando. As crianças deveriam estar nas escolas com merenda. Eu já vi pegadores desnutridos e desmaiando na quadra porque não recebem refeição. O governo devia investir mais em educação e esportes com alimentação. O destino dos pegadores é na rua, sem moradia, sem roupas e fazendo bicos.
Vi um casal de irmãos, um menino de 5 anos e uma menina de 8 anos pedindo esmolas, descalços e sujos. Contaram-me que não iam à escola, para ajudar a mãe que fazia bonecos de pano para vender na rua. O pai abandonou a mulher e os dois filhos. As crianças pegam ônibus e me disseram que o transporte é ótimo pois são amigos do motorista e não pagam.
Gustavo Kurten, meu ídolo, é um exemplo para nosso País violento. Na França é o ídolo da criançada, mas lá elas têm escolas, e vivem em boas condições. Esse exemplo vitorioso serve para o governo ver a importância do esporte no desenvolvimento das crianças no Brasil. O que acham do esporte na escola? Nos parques públicos para todos?
- JOSÉ EDUARDO GALVÃO BUENO FERREIRA, estudante da 6ª série do ensino fundamental, São Paulo
Voto aberto
Diante de tantos absurdos cometidos pelos nossos políticos, não poderíamos deixar de reconhecer a atitude da maioria dos nossos vereadores de Londrina ao estabelecerem o voto aberto como prova de lisura e transparência dentro da política londrinense. De conchavos, votos velados e pareceres encomendados estamos cansados. Basta a malfadada novela do voto aberto/fechado que outrora presenciamos. A quem interessa esconder o voto? Com certeza alguns tiveram suas razões. É só conferir. Aos demais, parabéns, especialmente aos mentores do projeto, que esperamos seja definitivamente aprovado a fim de resgatar a ética e a transparência que tanto clamamos.
- JOÃO MANELLA CORDEIRO, advogado, Londrina
Voluntariado
Sou diretora voluntária do Centro de Educação Infantil Alegria, em Londrina. Para atender à necessidade da escola e da comunidade, estamos montando uma sala de computadores com as sobras de equipamentos que foram substituídos nas empresas e estão ocupando espaço nos almoxarifados. Onde estão esses empresários colaboradores de que trata a notícia publicada em Folha Economia no dia 31 de maio, intitulada ‘‘Empresários investem em causas sociais’’? Nosso endereço é Rua Paula Gomes nº 19, Jardim Progresso, fones (43) 337-2844 (Dolores) ou 234-0002 (Iara). Buscaremos as doações.
- IARA COUTINHO COSTA, Londrina
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Correção
- No título da reportagem ‘‘Miséria atinge 160 mil londrinenses’’, publicada anteontem no caderno Folha Reportagem, há uma incorreção. Conforme dados da Secretaria Municipal de Ação Social e reproduzidos no texto, existem no município 160 mil pessoas em situação de risco pessoal e social, vivendo na linha da pobreza, com renda de até dois salários mínimos. A pesquisa de campo intitulada ‘‘Resgate da Cidadania, uma questão de Direito’’, está sendo feita em bairros carentes da cidade pela Unopar e coordenada pelo professor-doutor e PhD em sociologia João Batista Filho.
- O nome correto do chefe do Departamento de Genética da Universidade Federal do Paraná (UFPR) é João Carlos Marques Magalhães. Ele foi entrevistado para a reportagem ‘‘Pesquisa genética é desafio na UFPR’’ publicada anteontem no caderno Folha Reportagem. O nome errado do chefe do Departamento consta de material com organograma feito pela própria UFPR, e mais conhecido como ‘‘Guia de Fontes’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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