O LEITOR ESCREVE
Apagão
Há tempo venho acompanhando nesta coluna, as diversas opiniões relativas ao apagão. Desnecessário dizer que em quase sua totalidade as opiniões vêm no sentido de malhar o governo perpetuando um vício cultural de impor a culpa nos outros tirando de nossos ombros toda e qualquer cota de responsabilidade.
Ora, seria o presidente Fernando Henrique ingênuo em propor medidas que tanto desagradam ou contrariam a legislação? Calamidade pública respeita direitos constitucionais? Penso que ouve uma cota de irresponsabilidade nesse processo, mas se deve lembrar que houve muita cota de responsabilidade social de FHC. Uma delas foi em permitir a uma grande parcela excluída a consumir, aquecendo a indústria e aumentando sua demanda doméstica.
Outra cota de responsabilidade vem no sentido do presidente não entrar nessa conversa de nos amarrarmos na dependência do gás, já que dependeríamos eternamente de setores estrangeiros. A energia hidrelétrica começa e termina no território brasileiro e isso incomoda muita gente. Principalmente americanos.
E por falar em americanos, não aguento pessoas intituladas jornalistas e professores virem com essa história de neoliberalismo. Esse País nunca viveu economia liberal, que nada mais é que democracia econômica. Aqui sempre valeram regras cartorárias e monopolistas, fortalecidas principalmente pelos ditos nacionalistas militares que comandaram esse País apenas para 40% da sua população, impondo uma sub-existência aos outros 60% que hoje consomem e incomodam muita gente.
- JOSELITO HAJJAR, universitário, Londrina
O preço do voto
Certo dia o esquilo Tobias estava passeando pela rua e ouviu o macaco falar: Atenção, chegamos na época de eleição. Amanhã, na TV Fofoca passarão todos os candidatos a prefeito. Ouvi falar que o Leão Valente é o melhor. Será?. Aí disse a topeira: Não! O melhor é o Tigre Esperto. E a girafa: Mas como você é mal informada... É o urso o honesto. E disse o porco espinho: Me desculpe, mas de honesto ele não tem nada!. Depois de ter escutado, o esquilo pensou: Qual será o melhor? Acho que vou assistir à TV Fofoca para descobrir. No outro dia, acordou e foi assistir à TV, e resolveu que votaria no Leão Valente, pois ele disse que iria oferecer um mês de pitangas grátis, sua fruta predileta.
Enfim chegou o dia da eleição e o Leão Valente ganhou. No outro dia de manhã, o prefeito começou a distribuição de pitangas, e foi assim até completar uma semana. Depois da primeira semana acabou a distribuição, e o esquilo Tobias notou que ninguém sabia porquê. Depois de um tempo descobriu que na prefeitura não havia dinheiro para fazer qualquer obra que beneficiasse a cidade. E o esquilo falou: Isso é muito estranho! Com o outro prefeito tudo estava ótimo.
Seu amigo disse: Vamos investigar! e acabaram descobrindo que o novo prefeito estava roubando dinheiro da prefeitura. Depois de um tempo foi comprovado, então o esquilo disse: Me arrependi de ter votado nele. Na próxima eleição não votarei por um mês de pitangas grátis, mas por honestidade.
- RAÍSSA FERREIRA, aluna da 6ª série do ensino fundamental, Londrina
Religião e sociedade
Os primeiros povos monoteístas conhecidos na história da humanidade foram os hebreus. E foram esses a base e fontes para as modernas religiões conhecidas hoje. Ao contrário que muitos acreditam, Jesus Cristo não criou nenhuma religião. Sua luta contra a opressão e as injustiças sociais, impostas pelo sistema político e religioso da hierárquica aristocracia judaica, despertou a hostilidade dos sacerdotes do Templo de Jerusalém. Esses o consideravam subversivo, e então ele foi levado a Pôncio Pilatos, procurador romano na época, que lhe imputou a morte na cruz.
O cristianismo começou por volta dos anos 40 de nossa era, com o apóstolo Paulo. No início foi duramente combatido, sendo posteriormente aceito e oficializado pelo imperador Constantino, no Concílio de Nicéia, que estabeleceu definitivamente as bases da nova religião, por volta do século III.
Durante toda a Idade Média, a Igreja cometeu e apoiou muitas atrocidades como as Cruzadas, a Inquisição etc. Gozava de escandalosos privilégios em detrimento a miserável e animalesca vida dos servos e escravos. O mesmo ocorreu com os movimentos dissidentes de Lutero e Calvino no século XVI. Objetivando reformular os dogmas do catolicismo, além de reacenderem a fúria dos contra-reformistas, usaram da violência para impor suas idéias.
Somente a partir da Revolução Francesa que o Papa Leão XIII flexibilizou os conceitos teocêntricos da Igreja. No Brasil, a grande mudança se deu a partir da instituição da CNBB, na segunda metade do século XX, com a criação das comunidades de base e as pastorais sociais. Essas instituições indubitavelmente contribuiram sobremaneira para as conquistas sociais e democráticas alçadas pela população brasileira nas últimas décadas.
Pela tradicional religiosidade do povo brasileiro e pela grande influência que a Igreja exerce sobre ele, esta tem papel imprescindível para que possamos consolidar definitivamente a cidadania a toda nossa população. Não com os movimentos bizantinescos do padre Marcelo, mas com os exemplos de D. Helder Câmara, D. Evaristo Arns, Frei Beto e centenas de outros padres e bispos que, anonimamente, muitos dos quais deram suas próprias vidas em prol dos excluídos espalhados por todos os longínquos recantos do interior brasileiro.
- SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM, relações-públicas, Londrina
Comércio eletrônico
Atualmente, apenas 1% dos lares brasileiros estão on-line, mas estudos desenvolvidos pela Ernst & Young revelam que a taxa de crescimento nos próximos cinco anos será exponencial, orientada, em parte, pelo fato de que a maioria dos provedores de serviços de Internet atualmente oferecem serviço gratuito de Internet.
É evidente também que os varejistas eletrônicos precisam abordar a questão do idioma na Internet. A maioria dos sites na Web está em espanhol, não obstante, os consumidores tenham evidenciado a preferência por acessar sites em português. Solucionar esse problema está certamente sob o controle dos varejistas eletrônicos e esses seria negligentes se ignorassem os desejos dos consumidores.
- SÉRGIO ROMANI, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





