Direito e Justiça
Fiquei estarrecida quando li que o senador Saturnino Braga, diante da defesa escrita apresentada pelos advogados do então também senador Antonio Carlos Magalhães, comentou sobre a perfeição da defesa e arguiu não ser possível acatá-la por não se tratar de um julgamento jurídico e sim político, deixando claro que no julgamento político não são consideradas as regras ou princípios do direito e da Justiça, mas tão-somente os interesses políticos da Comissão julgadora. Isso me assusta, já que as regras constituem o arcabouço que gerencia o comportamento humano, de cada indivíduo em suas relações com outras pessoas e com o Estado. Ademais, como é que pode o povo eleger alguém como seu mui digno representante no Congresso e um grupo de parlamentares ressentidos, raivosos e imparciais, destituir seus mandatos, alegando que o povo – uma pequena parte da sociedade que sempre está contra tudo e contra todos (e a favor da esquerda ressentida) está se manifestando contra, como sempre se manifesta?
Portanto, sou solidária ao presidente Fernando Henrique Cardoso quando ele se manifesta peremptoriamente contra o espetáculo da CPI (da Corrupção), onde as regras de Justiça e de direito são claramente relegadas, para dar lugar ao instituto da vingança, da inquisição, da imparcialidade, com o requinte da publicidade exacerbada que é conferida à maledicência assim provocada, e que confortavelmente ocupam os lares, as residências, locais de trabalho e a vida das pessoas, aumentando exageradamente a negatividade do consciente coletivo, que já retribui e se manifesta na escassez de água e consequentemente no abastecimento de energia elétrica.
- RAIMUNDA DOS SANTOS GUEDES, Brasília
Senado
Júnior, fale com o papai para, de uma vez por todas, colocar o pijama e ficar comendo acarajé e tomando água-de-coco, juntamente com Zélia Gatai e Gal. Diga-lhe que nós, o povo brasileiro, não iremos nos esquecer dele. Diga-lhe que, até as próximas eleições, os baianos e o Brasil inteiro terão tempo bastante para descobrir mais coisas feias que o papai aprontou por aí. Diga ao papai que estamos todos muito agradecidos com a atitude que ele tomou – a renúncia. ‘‘Ô baiano porreta, meu rei!’’
A grande maioria do povo baiano deve estar com a alma lavada. O Brasil está! Diga ao papai que estaremos rezando, pedindo a Deus para que ele nunca mais retorne a qualquer cargo público (eletivo ou não). Para tanto dependemos muito da conhecida dignidade do povo baiano! Estaremos de olho em você, Júnior, como sempre estivemos de olho no papai (como demorou a cair!). Muito cuidado com nossa Nação.
- SILVANO CORRÊA, Campinas
Políticos
Gostaria de comentar, com todo o respeito, a carta enviada por Edgar Baer, publicada na Folha dia 29. Mesmo concordando com ele em várias outras cartas que já enviou, devo discordar da última. Primeiro porque creio ser a incompetência a maior razão por estarmos hoje passando por esse ridículo racionamento. Sim, incompetência! Não há ‘‘mistério’’ ou teoria política de ‘‘sabotagem aos emergentes’’.
O problema maior é a incompetência dos políticos! No Brasil, corruptos avançam sobre os cofres públicos usando órgãos do governo como ferramentas para roubar o País. São políticos que fraudam, mentem, e ainda por cima atacam uns aos outros com fatos vergonhosos que servem, ao mesmo tempo, como denúncia e intimidação, pois todos os envolvidos mostram que têm o ‘‘rabo preso’’ em algum desvio, negociata etc.
Vejamos PMDB, PPS, PSDB, PFL, PT, que mostram ser ‘‘farinha do mesmo saco’’. Exemplo: O PT não vai mais pedir investigação sobre Jader Barbalho (PMDB), porque tem medo de ser investigado mais a fundo no caso da tão famosa ‘‘lista’’, na qual teria o nome de Heloísa Helena (PT) votando contra a cassação de Luiz Estevão a pedido de Renan Calheiros (PMDB).
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, quer atropelar o plebiscito previsto em lei, para vender a Sercomtel Celular sem a aprovação ou não dos londrinenses. É engraçado como são todos incompetentes quando os interesses não são os deles, mas sim, do povo. Claro que há pessoas competentes no Brasil, mas há também incompetência quando votamos para prefeito (Belinati), governador (Lerner), incompetência de um presidente que ficou surpreso com o apagão. Ou agora ninguém votou neles?
Segundo, muito me preocupa a menção que Baer fez sobre Henry Kissinger, este sim, competente chanceler americano, em relação à sua nacionalidade alemã, naturalizado americano de descendência judia. Qual o problema de ser alemão, americano ou judeu?
Por fim, respeito as opiniões de Baer, mas penso que devemos parar de tentar jogar a culpa de nossos erros só em cima dos outros. Claro que tem os EUA, o FMI, a globalização, o Nafta, mas nós brasileiros temos culpa! Temos também homens e mulheres competentes, mas antes temos que limpar essa podridão toda que aí está, para que os que têm competência, possam levar este País para o seu lugar de destaque no cenário mundial.
- ANDRÉ LUIS ARRUDA PLÁCIDO, relações públicas, Londrina
Apagão
Estamos esperando um colapso no fornecimento de energia elétrica, o grande apagão. Ainda não sabemos como nos situar. O que fazer para escapar? Será que tem jeito de driblar? Será que conseguimos comprar cotas de eletricidade dos outros para não ter que enfrentar desconforto?
Talvez o melhor seja ficar quieto. Quem sabe esquecem de nós, ou quem sabe alguém disposto a lutar consiga descobrir leis que proíbam a liberdade de consumir. Ou será que vai ser como as novas leis de trânsito, quando no início, não havia espelhos de ré suficientes, mas os ciclistas eram multados e todos os motoristas tiveram que comprar a caixinha de primeiros socorros?
Responsável é o governo! Ele é que tem que cuidar para que possamos consumir, que nossos empregos não sejam ameaçados. Façam hidrelétricas, usinas e sei lá o que mais. Procurem a energia. Estamos acostumados ao nosso conforto. Governos pressionados vão ter que agir rápido. Áreas naturais de reserva e preservação, o ar, o solo e a água, para isso não temos tempo no momento. Não queremos desistir dos bens conquistados, pelo contrário, queremos cada vez mais. Porém, como vamos todos conseguir viver?
- RUTH BARBARA STEIDLE, agricultora, Rolândia
Consciência
A reportagem ‘‘A consciência da periferia’’, publicada na Folha no dia 10 de março, do jornalista Rodrigo Sousa Grota, é um exemplo de como o seu veículo contribui para dar visibilidade às buscas de soluções para os problemas das crianças e adolescentes.
- VEET VIVARTA, editor executivo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Brasília
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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