Corrupção
Por que os políticos se corrompem? Talvez por não serem estadistas, pela convivência com os desmandos, impunidade, ganho fácil. Culpa do próprio eleitor que, no afã de conseguir emprego, remédios, óculos, cadeira de rodas, desvirtua a função do político, que seria de trabalhar pela comunidade, transformando-os em vorazes animais que lutam pela própria sobrevivência, esquecendo escrúpulos, passando por cima dos valores morais ao comprar votos desses pseudocidadãos. Esses votos o transformarão num marginal, ladrão do dinheiro público. Isso é o que contemplanos. Como pode um político eleito pelo voto popular transformar-se num corrupto, sendo a vergonha de uma Nação, quando deveria dar exemplos de honradez, civilidade, honrando os votos que recebeu?
Pior de tudo é que eles se perpetuam no poder, dando mau exemplo para os jovens que ingressam na política. Existem bons políticos, cidadãos íntegros, porém são uma minoria ínfima. Somados aos maus políticos, estão alguns falsos moralistas, que na verdade querem apenas levar vantagens políticas ao conseguir uma boquinha. O Brasil precisa de Deus e também de homens dignos, sérios, com boa formação pública dando bons exemplos. Jamais esses crápulas travestidos em representantes do povo no poder. Nada mudou, nada mudará, enquanto todo mundo pensar em levar vantagem pessoal.
- MOISÉS DOS SANTOS, Londrina
FHC e JK
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que um dia queria ser comparado ao grande estadista Juscelino Kubitcheck de Oliveira que em seu governo criou o slogan ‘‘vou fazer e realizar o desenvolvimento do País de 50 em 5 anos’’. Fernando Henrique, contrário a tudo, com toda a estrutura nas mãos, afundará o País de 80 em 8 anos. Triste Brasil. De Fernando em Fernando o Brasil vai apagando.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Atendimento
Acabo de desembarcar da agência de um dos bancos mais conhecidos. Não se espante por identificar tão rapidamente este ‘‘senhor’’. Talvez em algum momento você também tenha sido vítima de seu descaso. Já conheço a fama da instituição bancária. Daquelas que, como dizia um antigo professor de propaganda, ‘‘não há DPZ que dê jeito’’. Poderia melhorar. Treinando o pessoal de atendimento sobre conceitos básicos como respeito ao cliente.
No meu caso, só o fiz porque uma das faculdades onde ensino comunicação utiliza seus serviços para pagamento de salário. E tive de engolir uma dose forte de chá-de-cadeira. Experiência que se torna ainda pior quando uma jovem desenha um bem ensaiado sorriso de plástico e pergunta: ‘‘Tudo bem?’’ Com cara de ‘‘espanto e preocupação’’ respondeu-me: ‘‘Mas como o senhor não está bem?!’’ Foi quando a honestidade intelectual e a coerência colocaram em minha boca: ‘‘Ninguém pode estar bem depois de ficar meia hora esperando para ser atendido.’’
Para ficarmos apenas no terreno batido das instituições financeiras, o paradigma do serviço como ‘‘favor’’ cristalizou-se de tal maneira que elas vão ter muito trabalho se quiserem iniciar o século com outra imagem na mente do consumidor.
O que preocupa e representa um forte indício de que nada vai mudar é o fato de que as propagandas destas empresas continuam lindas e, em boa parte, enganosas. Quanto ao serviço, está longe de corresponder à comunicação mercadológica e a tudo que encontramos nos livros de marketing e congêneres. Resultado: dentro da agência, o chá-de-cadeira continua. Resta saber até quando vai durar a paciência do consumidor.
Recomendação: é na assessoria a projetos experimentais, trabalho decisivo para a conclusão do curso de propaganda, que professores e alunos se deparam com a carência de obras sobre o tema. Aí está um dos motivos por que hoje recomendo ‘‘Planejamento de Comunicação’’, obra escrita pela experiente Marcélia Lupetti e publicada pela Editora Futura. Só para estudantes? Não. Planejamento de comunicação traz respostas e dicas práticas para profissionais que fazem ou ensinam a fazer, não importa.
- RUBENS MARCHIONI, especialista em Propaganda, São Bernardo do Campo
Ciranda
A Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência (Ciranda) tem o prazer de parabenizar a Folha pela reportagem ‘‘Artes e manhas do circo’’, publicada no dia 24. À repórter Jackeline Seglin e a todos da Folha os nossos sinceros cumprimentos pela atuação comprometida com a melhoria das condições de vida dos nossos meninos e meninas.
- LILIAN ROMÃO, corredenadora da Rede Andi no Paraná, Curitiba
Spray
Sou leitor assíduo da coluna do jornalista Luiz Geraldo Mazza. Mas em sua coluna do dia 26, no ‘‘Spray’’, há uma parte que ele diz textualmente: ‘‘Se sair a decisão judicial dos 30,74% ou 53,06%, em favor dos judiciários, o Estado quebra mesmo e ela, apesar das protelações, está próxima.’’ Achei essa colocação inoportuna, pois não fomos nós, os judiciários, que quebramos o Estado. Estamos lutando já há muitos anos para que nossos direitos sejam reconhecidos, isso tudo pelos caminhos corretos e tortuosos da Justiça, o que não ocorreu com outras categorias que já receberam tudo isso administrativamente. Fica aqui o meu veemente protesto a esse grande jornalista.
- PAULO MAURICIO RAMOS, Santo Antonio da Platina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Justiça Desportiva
A Justiça Desportiva deve ter mais eficácia, mais rapidez e principalmente total autonomia para julgar. A Justiça Comum no moldes atuais é muito morosa para julgar os casos esportivos que chegam até ela. Por isso faz 27 anos que luto pela agregação da Justiça Desportiva como órgão independente do Poder Judiciário, para que assim, todos os julgamentos dos esportes sejam feitos com total eficácia, com total rapidez e principalmente com total soberania.
O senador da República que conseguir que a Jusitça dos esportes passe a esfera da Justiça vai levar todo o valoroso mérito por moralizar os esportes. Deve ser constituído pelo Senado uma CPI das Fraudes para investigar todas as fraudes do INSS, que como todos sabem se constitui no principal mar de lama do Brasil.
Também deve ser criada pelo Senado uma CPI da Fundação Roberto Marinho, que como todos sabem, constitui-se no segundo principal mar de lama do Brasil, e que possibilitou que Roberto Marinho fraudasse a Receita Federal e acumulasse em pouco tempo, de longe, a maior fortuna do Brasil. São US$ 7,5 bilhões.
- SÉRGIO JOSÉ TONIOLO, Porto Alegre
Correção
- O prédio histórico que aparece em foto da reportagem de abertura de Folha Cidades de ontem é da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Legenda identificou erroneamente o imóvel como sendo o Museu dos Campos Gerais. Ambos os prédios pertencem à universidade e estão com as obras de reforma de suas instalações paralisadas devido à falta de recursos.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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