Renúncia
Quem leu o livro ‘‘Chatô, o Rei do Brasil’’, e o entendeu, certamente concordará com o ponto de vista que é perigoso conceder muitos poderes a um político nordestino. Evidentemente, refiro-me àqueles que se julgam poderosos e acima da lei. Nos dias atuais, vemos em toda o andamento do processo de cassação de dois senadores, por falta de decoro parlamentar. Em nenhum momento se cogitou de suas condutas vergonhosas perante o povo brasileiro, principalmente para quem os elegeu. A instituição – o Senado – foi ofendida e isso basta.
Então, para não perderem seus direitos políticos, o menos famoso já renunciou ao seu mandato, assegurando assim, uma boquinha em qualquer outro partido que o aceite, porque em 2002 haverá, se tudo correr bem, novas eleições, e certamente, até lá, nós – povo sem memória – reelegeremos tais políticos. Acredite quem quiser, mas somos todos masoquistas, pois, invariavelmente, elegemos quem não presta, e quanto mais safado, quanto mais manchas no passado, quanto mais ‘‘boatos’’ sobre a honra do candidato, mais votos ele terá.
O outro já afirmou que será consagrado pelo povo baiano, e além disso, o suplente é seu primogênito, o que lhe garantirá o direito de continuar usando – de fato e não de direito – o mesmo gabinete, os mesmos assessores, e com liberdade para atacar o governo, falar tudo o que sabe, e se passar por bonzinho.
Quando o presidente João Figueiredo, ao terminar o seu mandato, pediu para esquecê-lo, não foi para nós, meros mortais, tal recado. Hoje, sabemos que aquele recado foi dirigido aos políticos e, com razão.
Independente da religião professada ou da igreja que frequentarmos, só nos resta rezar, orar. Que Deus tenha piedade de nós, porque se dependermos da classe política dirigente.
- TADEU ARILSON STULZER, advogado, Londrina
Apagão (1)
De repente nos vemos outra vez envolvidos com uma grande crise energética que, segundo especialistas, poderia ter sido evitada se fossem tomadas providências em tempo hábil. O resultado funesto atinge em cheio toda a população, com consequências desastrosas em todos os setores de atividade. Somos penalizados não só pela redução no uso da energia elétrica doméstica mas também no que concerne ao crescimento da economia: desacelaração industrial, redução na jornada do comércio, efeitos danosos na agroindústria, pecuária, enfim, em todos os setores produtivos. E o nosso crescimento vai por água abaixo: mais desemprego a vista. Não parece coisa programada? Por que permitir que países emergentes como o Brasil cresçam?
Há uma semelhança com uma crise anterior de energia: a do petróleo em 1970. Também estávamos, entre outros países emergentes, crescendo a olhos vistos, com grande possibilidade de independência econômico-financeira. O petróleo, que movia todos os setores que necessitavam energia, era barato.
Aí vem, da noite para o dia, o brutal aumento de preços do petróleo, orquestrado pelo Opep, mas que na realidade foi todo ele, junto com um plano mais amplo, bolado por Henry Kissinger, alemão naturalizado americano de descendência judia, todo poderoso chanceler dos Estados Unidos. Os países produtores de petróleo passaram a ganhar fortunas com seus petrodólares, mas a aplicação desse dinheiro jamais voltaria para os países emergentes como o Brasil. O dinheiro foi todo aplicado nas grandes potências capitaneadas pelos EUA. E foi por água abaixo o desenvolvimento dos países emergentes, tal como agora.
É de se perguntar: será mera coincidência que no momento em que o Brasil volta a crescer, ocorra outra crise de energia? De minha parte não acredito em tamanha coincidência. É um bom tema para ser pesquisado a fundo por jornalistas. O povo, desconfiado, dirá: ‘‘Aí tem coisa!’’
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Apagão (3)
Se o governo decretar feriado nas segundas e sextas-feiras estaríamos todos apenas seguindo o exemplo dos ‘‘ilustres’’ representantes no Congresso que já fazem uma semana de três dias há muito tempo! Isto seria até justo, na medida em que estenderíamos esse benefício a todos os trabalhadores e não apenas aos políticos.
- NEY RODRIGUES, Curitiba, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Apagão (4)
Vai ficar bom. Polícia insatisfeita com salários, que não tem gasolina, não sairá às ruas porque não haverá viaturas nem luz acesa em poste para enxergar alguma coisa. Vai ficar bom para os bandidos. Fernando Henrique, lá, e Lerner, aqui, ainda vão conseguir. Conseguir apagar seus nomes da história.
- JOAREZ MARCIRIO VERGAS, Curitiba
Sistema penitenciário
Quem comete delitos deve ser punido. Mas, nem por isso, deixa de ter direitos. O Estado é omisso quando permite a superlotação em presídios, o dobro da acomodação prevista. Penas alternativas, inteligentes, humanas devem ser criadas e aplicadas. A sociedade hipócrita não se preocupa com os presidiários indefesos, porque 99% dos presos são pessoas ignorantes, pobres. Outrossim, o Estado é o grande ‘‘responsável’’ pelos delitos. Não oferece condições de trabalho e vida digna às pessoas. Ora, nem mesmo animais ditos irracionais devem ser maltratados. Portanto, prisão e até mesmo pena capital somente para ‘‘feras humanas’’.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Bonde
Gostaria de parabenizar o Bonde pela brilhante homepage. Através deste portal me mantenho informada sobre tudo o que acontece em Londrina, sobretudo através da coluna de Elisiê Peixoto, na Folha, que acompanho todos os dias.
- CRISTHIANE NEGRI, Londres, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Correção
- Os empresários Luiz Antônio Cossio, de Curitiba, e Márcio Strini, de Londrina, assumiram, respectivamente, os cargos de presidente e vice-presidente do Secovi-PR, e não como foi noticiado no domingo na Folha Imobiliária & Cia. Os delegados regionais ainda serão indicados.
- O leilão de imóveis do Banco do Brasil está marcado para hoje, a partir das 14 horas, no Hotel Promenade, em Curitiba, e não ontem, como foi publicado no título da notícia de capa da Folha Economia de ontem. O texto trouxe a informação correta.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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