O LEITOR ESCREVE
Violência
Em todo mundo a violência cresce; 60% dos crimes são cometidos por homens jovens entre 15 e 26 anos. Não se alegue injustiça social. A ascensão do crime ocorre nas sociedades mais justas do Planeta também. O fenômeno sofreu uma grande aceleração desde 1980. Cogita-se de algumas hipóteses. Uma, evidente, é a proporcionalidade clara entre o consumo de drogas e a violência para obtê-la. A outra a agressão inexplicável, cometida por jovens nos quais não se acha motivo aparente para o ato.
Treinei karatê durante anos, também artes marciais, tiro de competição idem. Não há a menor dúvida em minha mente. A repetição da simulação de um soco facilita enormemente sua execução. Tiro se treina também disparando armas vazias muitas vezes. Isso condiciona a mente, as mãos, o movimento. Para competições, a visualização mental de um movimento aperfeiçoa o ato, retira as hesitações. Os pilotos treinam em simuladores. Ninguém diria que é um aprendizado inútil. Não é feito em vídeo?
Os defensores dos games violentos dizem que seu efeito é nulo. Não é bem assim. Apesar de meu treinamento, jamais entrei em brigas. Porém conheci colegas que foram induzidos pela proficiência a isto. Usei o revólver para prender um ladrão armado de faca dentro de minha casa. Não atirei nele. Minha mente tem uma forte censura. Ocorre que estes freios funcionam bem em 99% das pessoas. Em 1% o superego não é tão eficaz. Hoje, 1% da população americana está presa.
Quando um psiquiatra diz que os vídeos não fazem pessoas normais criminosos ele está certo. O que esquece é que aquele 1% de pessoas no limiar do ato violento têm suas mentes condicionadas pela visualização do alvo, pelo apertar dos botões, pelo ver cair seu inimigo imaginário. São estes os que serão os atores do ato sangrento. Mas bastam eles para desencadear o pânico em uma sociedade. A pergunta não é se os vídeos e outros treinamentos com este efeito são maus para as pessoas normais, mas sim se podemos permitir que os indivíduos que precisam apenas de pequeno incentivo para apertar gatilhos, devem ser condicionados a fazê-lo mais facilmente.
- PETRUCIO CHALEGRE, Curitiba
Antenas
Fico perplexo com tanta discussão em torno de instalações das torres de telefonia celular. Nós caminhamos para um mundo moderno e sem hipocrisias. Os moradores de determinados bairros de Londrina só agora passaram a se incomodar com novas torres celulares, até então espalhadas por toda a cidade, principalmente pela nossa Sercomtel.
É sabido que cientificamente não se provou até o momento nenhum caso de radiação dessas ondas que prejudique os seres humanos. Será que quem se incomoda não utiliza ou, nenhum membro de sua família utiliza um aparelho celular? Se utiliza, saiba que se estes equipamentos afetariam muito mais quem está com ele sobre o ouvido do que próximo a uma torre.
Isso é muito arcaico, provinciano. Tentando impedir uma empresa de realizar seu trabalho, nem mesmo se pensa nas centenas de empregos que a empresa disponibiliza. E os nossos vereadores? Proíbem o livre horário de comércio, proíbem a expansão da telefonia, proíbem música noturna, votam projetos na sua maioria sem expressão alguma. Moradores vizinhos do Aeroporto reclamam do ruído dos aviões, mas não se dão conta de quem chegou primeiro se foram os aviões ou eles. Medíocre tudo isso. Partido que influi na decisão do prefeito, muita discussão com pouco efeito.
Deixem a empresa trabalhar para que os funcionários possam permanecer nela. A cidade precisa crescer e se modernizar. Quero deixar bem claro que não tenho nenhuma ligação com qualquer empresa na área de telefonia, mas é absurdo esta discussão e os impedimentos.
- SÍDNEY TONELLI, Londrina
Oriente Médio
Entre as diversas guerras que ocorrem nos países do Oriente Médio, é provável que a Palestina é quem mais está sofrendo. A Palestina é um país sem terra e sem liberdade, lembrando que os israelenses invadiram suas terras, em 1947. A população vive em campos de refugiados. Não há liberdade de ir e vir. A água e a eletricidade são controlados pelos judeus. As afirmações são da professora Ângela Moreira, que proferiu, dias atrás, uma conferência na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) sobre Oriente Médio, Ódio, Interesses e Conflitos.
Diante da análise feita pela palestrante, a curto prazo é remota a possibiliade de qualquer acordo de paz na região. Os israelenses têm medo da situação porque vivem em um mundo árabe, e terão que dividir território que expandiram mais de três vezes, mas não querem devolver, porque convidaram judeus do mundo inteiro para viver em Israel.
- FERNANDO GUSTAVO BARBOSA, universitário, Curitiba
Apagão
Os apagões virão. Com eles os males e benefícios. Em carta publicada no dia 4 nessa seção, em apoio à comunidade atingida pela poluição da empresa Big Frango, de Arapongas, eu disse: Terão as minhas preces. De um modo ou de outro, tudo tem o dia e a hora. Os caminhos do Senhor são tortuosos e cercados de incógnitas seus beneplácitos. Poderá haver apagões em Arapongas, que eles sejam exigidos na indústria Big Frango. Só assim uma comunidade que a rodeia poderá ser beneficiada e usufruir da tão pedida e desejada paz em suas noites. Quantos sofrimentos serão remidos pelos apagões aos moradores desses bairros junto à Big Frango.
Eis aí a bondade vinda dos céus. Inexplicável, mas é. A indústria Big Frango, onde se localiza, é uma empresa que causa impacto social negativo à sociedade. Portanto, os apagões, se necessário, deverão aí ser cobrados, exigidos e checados. A empresa passa ao largo dos direitos humanos, como se em Arapongas, não existissem juízes nem leis.
- VICTOR MESSIAS DE ALMEIDA, Arapongas
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





