FHC (1)
O sociólogo e, infelizmente, presidente do Brasil FHC mostra, demonstra e prova, na prática, para que veio o seu governo: excluir. Não é à toa que crescem os movimentos contra a exclusão social, fruto nefasto e arrasador da política neoliberal desses atuais (des)governantes. Corrupção e denúncias abafadas por manobras para jogar tudo debaixo do tapete: essas são táticas de FHC, de sua equipe e seus apoiadores. Mesmo sendo tudo previsível, no fundo, esperávamos o contrário, talvez pela mania e otimismo de achar que – até prove-se o contrário, o ser humano serve para algo nobre.
No cenário atual, o apagão está menos para corte de luz e mais para apagão da corrupção, das denúncias de irregularidades e dos desmandos federais. Basta ver que veículos de comunicação gastam, sob pretexto de bem informar, metade de seus noticiários com histórias e estórias da carochinha que se corre o risco de ficar no escuro. Quem assistiu, no dia 22, o ‘‘Jornal Nacional’’, da Globo, teve a sensação de estar sendo enganado, tendo a atenção desviada, o foco desfocado. Quase a metade do jornal foi para abordar as agruras do brasileiro em economizar energia, como se nossas avós não tivessem parido e criado dezenas de filhos à luz de lamparina. Afinal, a democratização ao acesso à energia elétrica no Brasil é bastante recente. E ACM, Arruda, Dossiê Cayman, Banco Central-Marka-FonteCindam? Apagões soam até bem, para quem vive 500 anos de escuridão democrática, participativa e falta de transparência governamental.
- REINALDO ZANARDI, jornalista e professor universitário, Londrina
FHC (2)
Os atos do presidente da República estão há muitas léguas de distância dos seus discursos. A falta de compostura do presidente ultrapassa o limiar do suportável para um povo. Um dia ele fala em premiar os que economizarem luz e que a falta de investimentos na geração de energia elétrica ocorreu nos governos Sarney, Collor (de triste memória) e Itamar. No outro, os homens do presidente declaram que as tarifas de energia podem aumentar para forçar a economia e, por último, decidem cobrar multas de quem ultrapassar a cota por eles estipulada.
Os fatos demostram que no governo Fernando Henrique o investimento na geração de energia não foi diferente dos governos citados. O setor privado preferiu investir na distribuição de energia, mas não quer se comprometer com a geração, cujo retorno é bem mais demorado. Num dia o presidente diz que o seu governo não teme nenhuma CPI, no outro põe toda a tropa de SS dos ministérios para pressionar (ou barganhar) a retirada de assinaturas para evitar a CPI.
Os atos do presidente fariam Goebels (ministro de Hitler) corar de vergonha. Ou, quem sabe, deixariam-no muito feliz por encontrar alguém que o supera na arte da mentira. E pensar que o presidente, em Quebec, chamou os excluídos pela globalização de fascistas!
O comportamento do presidente é inominável e sua capacidade de mentir parece inesgotável. Para alguém quem um dia foi considerado o príncipe dos sociólogos do Brasil, hoje está mais para ‘‘príncipe das trevas’’. Literalmente, se os apagões chegarem a acontecer.
- UESLEI TEODORO, professor, Maringá
Futebol (1)
Meus cumprimentos ao jornalista Cláudio Osti, pela coluna ‘‘Corinthians x Botafogo ou Atlético x Paraná?’’, publicada na página 3 da Folha Esporte do dia 22. O colunista revela opinião favorável à transmissão pela TV aberta da decisão do Campeonato Paranaense e não do Paulista. Destaca o constrangimento de ir ao estádio ver Londrina x Coritiba, por exemplo, e observar a maioria dos torcedores vestindo camisa de clubes de outros Estados e vibrando mais com os gols dos campeonatos paulista e carioca anunciados pelo sistema de som do que quando sai gol do time local.
Sem se esquecer dos aspectos históricos da colonização da região, Osti destaca também a importância dos meios de comunicação no processo de criação de uma cultura e um sentimento paranista, não somente no futebol como em todos os setores. E destaca, ainda, a necessidade de as novas gerações receberem influências positivas do esporte paranaense. Devemos reconhecer que a Folha tem prestado uma inestimável contribuição neste sentido.
A transmissão da final do campeonato de futebol do nosso Estado certamente é uma grande influência, especialmente para as crianças e adolescentes. Assisti à partida de domingo passado pela TV e no próximo domingo estarei na Arena da Baixada, torcendo por mais uma conquista do Furacão paranaense.
- ÁUREO POYER NOGUEIRA, advogado, Londrina
Futebol (2)
Prezado Cláudio Osti: é com imensa satisfação que interrompo meu trabalho para enviar-lhe esta mensagem de felicitação pela – considero eu – a mais corajosa de todas as suas colunas, publicada hoje (ontem). Como sou leitor assíduo dos periódicos locais, torcedor (somente) do Tubarão (apesar de carioca de nascimento e ex-torcedor do Flamengo – e, sim, pode mudar o hino deste clube do Rio) precisei esperar quase seis anos (o tempo que estou em Londrina após retornar de meus estudos no Rio, pois minha família é daqui apesar de eu ter nascido lá) para que, finalmente, um cronista esportivo local consignasse nas linhas de um jornal local um pensamento que há muito me incomoda, da postura do londrinense com relação ao futebol.
Ao continuar a sua preferência pelos times do eixo Rio-São Paulo, o cidadão, movido por vaidade, prefere a ‘‘fantasia’’ de ser um torcedor de um time que (a grande maioria) sequer conhece o estádio, pertence a outra região e não é a sua realidade. Como vivemos a era da ficção, talvez seja mesmo difícil trazer as pessoas para a realidade: pé-vermelho, paranaense, morador de uma cidade do interior etc., do que demovê-la da idéia de que é – no mínimo – risível comemorar o título paulista sendo paranaense.
Se, para os locais, tal fato é supostamente ‘‘normal’’, na capital somos motivos de piada e questionados se temos vergonha do que é nosso. E, reconheçamos, infelizmente a maioria tem. Com mais calma tecerei tudo o que penso para compartilhar idéias. Mas só para lembrar: quando vejo o Guga ter orgulho de torcer para o Avaí de Santa Catarina, e comparando a postura de nosso campeão do tênis com a dos irmãos londrinenses, vejo tão grandiosa foi a sua coluna de hoje (ontem) e a idéia nela contida. Parabéns Cláudio, oxalá a imprensa londrinense tivesse a luz que parece ter lhe iluminado o pensamento nesta data.
- WALTER BARBOSA BITTAR, Londrina
Folha da Sexta
Gostaria de parabenizar a Folha da Sexta. É ótima. E aproveitar para perguntar: por que ela não é ‘‘estendida’’ ao Paraná todo? Gostaria de recebê-la nas sextas!
- MARIZA MANESCO CARDOSO, professora, Toledo
N.R.A Folha da Sexta é uma publicação local.
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