O LEITOR ESCREVE
Vestibular (1)
Congratulo-me com a vereador Luiz Carlos de Castro Bordin pela coragem de iniciar o debate a respeito do cancelamento do vestibular de inverno da UEL, conforme reportagem publicada na Folha Cidades do dia 22. A UEL é, antes de tudo, um patrimônio do povo norte-paranaense, e, como tal, sem qualquer bairrismo deveria, legalmente, como fazem outras universidades do País (UFSC, EFMS etc), direcionar o vestibular de maneira a dar chances para os candidatos do nosso Estado, muitos deles filhos ou parentes nossos, competirem com candidatos de outros Estados que, sabidamente, vêm melhor preparados que a grande maioria dos nossos, apesar do alto nível da maioria dos cursinhos aqui existentes.
Para os que não concordam peço o favor de pesquisarem estatísticas de todos os vestibulares de inverno realizados pela UEL nos cursos mais concorridos. Verificarão que o índice de aprovação de candidatos de outros Estados é superior aos nossos em mais de 70%, sobrando para nós a maioria absoluta das vagas de cursos pouco concorridos. A UEL, ao retornar o vestibular de inverno, não dobrou o número de vagas que existiam até então; apenas as aumentou em alguns cursos, sem expressão, e fracionou as vagas existentes nos cursos mais procurados, ocasionando disputa cruel e terrorista entre os candidatos a esses cursos.
Então, o justo para o povo paranaense, é que se a nossa universidade quer manter o vestibular de inverno que abra vagas para esse vestibular e não tome as existentes no de verão.
O comércio de Londrina deve avaliar bem antes de emitir qualquer opinião a respeito, pois está em jogo muito mais do que aumento de vendas no período do vestibular, que aliás, até três ou quatro anos atrás não existia. Está em jogo o direito que nossos filhos possuem de cursar a nossa universidade não tendo que se deslocar para lugares distantes, principalmente e muitas vezes, para escolas de conceitos baixíssimos.
Chegou a hora de todos, principalmente escolas, alunos e pais de alunos, unirem-se nessa batalha que, com certeza será árdua tendo em vista o interesse financeiro envolvido mas que pode ser vencida pois representa o direito legítimo de lutar pelo que é nosso.
- VALDIR ANTONIO DOS SANTOS, aposentado, Arapongas
Vestibular (2)
Se nossos alunos não têm conhecimento compatível com os alunos dos outros Estados, o problema está na educação paranaense, não no vestibular de inverno. Desse modo, o vereador professor Bordin deveria é estar lutando por ensino de qualidade e não exercitando falácias publicamente para mostrar serviço.
Os alunos que estiveram na Câmara com faixas mostraram-se fracos no quesito pensamento crítico o que lamentamos. Quem disse que as dez obras cobradas precisam ser lidas em quatro meses? O vestibular cobra conteúdo de 11 anos e os ditos livros deveriam ter sido lidos nos últimos três, pelo menos. Eles não leram? Se considerarmos as ligações comerciais do professor Bordin com cursinhos da cidade somos tentados a pensar que os referidos alunos são oriundos de escolas particulares, e não leram ainda? Estavam lá, inocentes, firmes e fiéis ao professor/vereador deixando-se levar por um falso argumento.
Nesse ponto é sintomático o pedido para que se retire as disciplinas de filosofia, sociologia e artes dos vestibulares. Ora, o Estado não está interessado em manter tais disciplinas no currículo conforme determinação da LDB. A política da Secretaria de Educação é de sucateamento do ensino fechando escolas, eliminando salas, tirando aulas dos professores já concursados e inviabilizando novas contratações.
Os graduados qualificados para assumir tais disciplinas estão fora das salas de aulas por falta de concurso. Parece-me, então, que o centro das atenções do professor Bordin não é bem o vestibular de inverno. O que ele está fazendo, de fato, é endossando e dizendo amém à política educacional implantada pelo governador Jaime Lerner, que não está interessado nem um pouquinho em Educação. O professor Bordin, por sua vez, ao invés de usar a tribuna para levantar a bandeira por uma educação completa e eficiente, manda-nos enfiar a viola no saco e cantar noutro terreiro, em outra hora. Assim facilitamos, também, a vida do governador com relação à educação.
Nós precisamos é de gente na Câmara que brigue por um ensino melhor. O professor Bordin que me desculpe por entender o que ele não explicou, mas é que eu fiz filosofia.
- MARCIA BASTOS DE ALMEIDA, professora, Londrina
Cidadão honorário
Nada tenho pessoalmente contra o locutor esportivo Galvão Bueno, apesar de achar que em automobilismo (o esporte que mais me atrai na TV) ele é um terror. Só dá foras, apesar de ter um filho automobilista. No entanto, concordo que a sua maneira apaixonada de narrar os eventos esportivos o torna diferenciado. Sei também que ele se casou com uma bonita colunável de Londrina, até já sendo pai. O que o qualifica para ser considerado cidadão honorário londrinense.
A minha primeira reação foi, mais uma vez, de envergonhar-me da nossa Câmara de Vereadores. O que eles pretendem com isso? Ter 15 segundos de fama, como papagaios de pirata para aparecer atrás do homenageado na TV? Bom, fomos nós que elegemos os vereadores e, portanto, a Câmara nos representa.
Meus pais moravam em Londrina. Só não nasci aqui por conjunturas familiares. Morei em outras cidades mas estou aqui há mais de 25 anos. Amo esta cidade, sou um contribuinte em dia com as minhas obrigações, invisto aqui tudo o que posso, faço aqui as minhas compras, uso os serviços aqui oferecidos, participei e participo de atividades que visam o bem desta cidade, aqui nasceu e com orgulho é criada a minha filha. Se o Galvão Bueno pode ser considerado cidadão honorário londrinense, eu também posso. E muita gente que aqui vive também pode. Vou procurar a pessoa em quem votei para me representar na Câmara de Vereadores, e solicitar que apresente um projeto me tornando cidadão honorário londrinense. Sugiro que quem se sentir no direito faça o mesmo.
- OTAVIO JORGE GRIGOLI ABI SAAB, professor, Londrina
Copel
A respeito da notícia Em Foz, estatais lideram queixas de consumidores, publicada na página 5 de Folha Economia, do dia 4, permita-nos prestar os seguintes esclarecimentos: das 2.003 reclamações de consumidores registradas pelo Procon de Foz nos primeiros quatro meses deste ano, apenas 67, ou 3,3%, diziam respeito a Copel. Destas 67 reclamações, somente seis foram transformadas em processos administrativos. As demais foram resolvidas mediante esclarecimentos por telefone. Em um universo de 76.940 consumidores de energia elétrica na cidade, a média de pouco mais de um processo administrativo por mês não é significativa para fazer da Copel uma campeã em reclamações do setor de serviços públicos.
- ÉDER DUDCZAK, assessoria de Comunicação Social da Copel, Cascavel
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





