O LEITOR ESCREVE
Coxa
Gostaria de parabenizar a garra coritibana pela brilhante vitória ontem sobre o Flamengo (quarta-feira da semana passada, em Curitiba). Porém, é inadmissível o que continua a ocorrer no futebol paranaense. Como disse (o jogador do Atlético) Donizete Amorim, o que torna frágil o futebol paranaense e afasta possíveis investidores é a nossa guerra de bastidores, o nosso bairrismo exacerbado.
Fui ao Couto Pereira assistir à partida entre Coritiba e Flamengo, na torcida do Flamengo. Logo que cheguei, notei a falta de respeito com a qual a diretoria coxa-branca trata a torcida visitante. Para subir aos anéis superiores havia apenas uma escada com as grades abertas; a outra estava cadeada. Com a chuva e a quantidade torcedores, formavam-se filas enormes, sob debaixo dágua, o que poderia ser evitado se fossem abertos os demais acessos aos anéis superiores.
O que dizer das caixas de som que o Coxa instalou em frente à torcida do Flamengo? Era impossível conversar com um colega ao lado sem que tivéssemos que gritar. A cada 5 minutos o locutor do estádio fazia questão de anunciar os resultados da rodada (mantendo-nos sempre bem informados) e sempre deixava a vitória do Vasco sobre o Desportes Concepción por último, anunciando, quase aos gritos: O Vasco está classificado. Claramente utilizando isso como uma forma de provocar a torcida do Flamengo. Quando o Coritiba fazia um gol, faziam questão de anunciar quatro ou cinco vezes nas caixas de som o gol coxa.
Agora me digam: isso leva a quê? Por que tudo isso? Para que provocar a torcida visitante? A violência está sendo gerada dentro dos estádios e não nas ruas, graças a atitudes como essas, que revoltam aqueles que vão a um estádio de futebol para ver o espetáculo da bola, torcer pelo seu time, mesmo que isso represente ficar 90 minutos embaixo de chuva. Não quero ter que ouvir provocações do locutor do estádio. Chega de amadorismo, o futebol paranaense merece coisa melhor do que isso. Vamos ganhar apenas dentro de campo, sem bastidores. Basta!
- LEANDRO BORGES DA SILVEIRA, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Comunicação
O rádio e a televisão são analisados e criticados frequentemente por estudiosos, com a intenção de propor melhorias na qualidade da programação desses meios de comunicação eletrônica. É evidente que ambos são recentes, se comparados com outros meios de massa, como o jornal por exemplo.
O resultado dessas análises penosas e criteriosas faz com que nos preocupemos e demos mais atenção, devido à influência que exercem esses meios na sociedade moderna. O descaso pode piorar a atual situação. Por isso, os estudantes do primeiro período de Jornalismo da Pontifícia Univesidade Católica do Paraná são frequentemente estimulados a avaliar, durante as aulas, dentro de critérios isentos e imparciais, a programação das emissoras de rádio e redes de televisão.
O rádio tem seus principais defeitos expostos. Os mais enfatizados pelos universitários foram a pouca diversidade na programação e a timidez de inovar. Um dos principais problemas detectados pelos estudantes foi a falta de profissionalismo, já que a quantidade de jornalistas formados que trabalham em rádio é muito pequena. Em relação à televisão, a crítica foi mais severa. Pouca cultura retratada nos programas populares, principalmente nos de auditório, falta de respeito com o telespectador, exibindo o que rende mais audiência e não o que é mais importante para o público, e falta de neutralidade nos telejornais.
As críticas servem como base para uma análise profunda da programação em geral e mostram que, somadas ao amadorismo e desrespeito, há certa preferência e mostram que, somadas ao amadorismo e desrespeito, há certa preferência pela ganância sem escrúpulo, invés de integridade, responsabilidade e atuação desses meios de comunicação em favor da cultura promissora e realizadora. Por causa disso, muitas vezes o ter e o poder fazem com que o ser e o viver sejam passados para trás.
- FILIPI MANUEL RODRIGUES DE OLIVEIRA, universitário, Curitiba
Coluna
Gostei muito da coluna de Luiz Cláudio, Toque de Primeira, que li na Folha na edição do dia 10, inclusive do nome. Meus parabéns! Pela maneira como são apresentadas as notícias, fica muito bom de ler.
- BIRAO RODRIGUES, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Homem e mulher
Sirvo-me da presente para parabenizar o articulista Walmor Macarini pelo brilhante artigo intitulado O homem e a mulher, publicado na Folha no dia 17 (página 3). Trata-se de peça elaborada na mais estreita observação do relacionamento entre homem e mulher. Sem rodeios, disse o ilustre jornalista tudo aquilo que vivemos ou observamos em relação às mulheres.
Com singeleza, mas com acurada observação, trouxe ele a tona muito do que é possível observar do comportamento humano entre seres de diferentes sexos. Artigos assim, de pura análise das relações humanas, com sinceras articulações, deveriam ser mais frequentemente publicados, pois auxiliariam em muito o melhor entendimento entre o homem e a mulher. Parabéns.
- PAULO AFONSO MAGALHÃES NOLASCO, advogado, Londrina
Deveres
Longe de querer imitar o ex-presidente José Sarney, faço um chamado ao povo brasileiro para, juntamente comigo, fazer um pronunciamento aos políticos profissionais, pois já não existem mais os patriotas, para que eles se conscientizem do que estão fazendo. Estão acabando com o Brasil, colocando o povo na miséria, fazendo guerra entre os próprios políticos. Vocês se esquecem que o povo pensa e se pensa, logo existe. Portanto, senhores profissionais da politica, sejam sensatos com o povo brasileiro. Nós, o povo, fazemos um apelo, como fez o almirante Barroso: O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever de político.
- DISNEY AQUINO RIBEIRO ALVES, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





