Antena (1)
Aqui no Jardim Presidente, em Londrina, há uma torre de propriedade da Global Telecom, localizada na Rua Artur Jaceguai. Inicialmente embargada pela prefeitura, através de uma liminar judicial, a torre foi construída rapidamente. Só que essa liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça do Paraná. Então a obra continuou embargada. Diante desse embargo, a prefeitura efetuou o lacre da obra. Após o lacre, a Global Telecom realizou a ativação das antenas e dos equipamentos, inclusive com a retirada de seus técnicos de dentro do contêiner, durante a madrugada, pela Polícia Militar.
Não é dessa forma que se cativa vizinhos e a população de uma cidade. Essa torre foi construída indevidamente num bairro residencial. Aqui é o zoneamento ZR2, para uso exclusivo de residências e pode-se edificar até dois pavimentos e não uma torre de 40 metros e também é proibido para exploração comercial.
Nós, moradores do Jardim Presidente, acreditamos nas autoridades constituídas (Promotoria Pública, Poder Judiciário, Prefeitura de Londrina, Câmara de Vereadores). Que elas proponham a retirada dessa torre e dos equipamentos de transmissão aqui instalados, para que a nossa dignidade seja respeitada e que a paz volte a reinar nesse bairro, habitado por famílias que trabalham e labutam dia-a-dia e que aqui adquiriram seus terrenos para fazer suas moradias.
- MARIA SUELI GUADALLINI, socióloga, Londrina
Antena (2)
Sou moradora do Jardim Presidente há 10 anos. Aposentamo-nos depois de 30 anos de trabalho vivendo na cidade de Bauru. Escolhemos o Jardim Presidente, em Londrina, adquirimos o terreno, construímos nossa casa, para aqui estudar nossos filhos e terminar por aqui a nossa vida.
No início de 2000 ficamos sabendo que o terreno ao lado de minha casa tinha sido alugado para a Global Telecom. Imediatamente, junto com os moradores desse bairro, entramos com um pedido de suspensão de obras, junto à Promotoria do Meio Ambiente. Nosso pedido foi acatado e o encaminhamento da construção dessa indesejável torre ficou parado. Não sabemos como, em dezembro de 2000, a Global Telecom iniciou a construção da torre, que em seguida, foi embargada pela Prefeitura do Município de Londrina.
Através de uma liminar da Justiça, a Global Telecom construiu de forma muito rápida, essa indesejável torre. Tirou nosso sossego. Tem um sistema de ar condicionado que faz barulho 24 horas. Essa coisa urrando nas nossas cabeças não nos permite ter um sono reparador.
Essa torre está embargada e lacrada pela Prefeitura de Londrina, embargada pelo Tribunal de Justiça do Paraná e funcionando. Nós, moradores do Jardim Presidente, não entendemos como isso pode acontecer. São necessárias medidas urgentes para acabar com esse desrespeito, para que a gente possa dormir sem o barulho infernal, oriundo daqueles equipamentos e com a certeza que nossos direitos estão sendo preservados. Conclamamos nossas autoridades constituídas para dar um basta nessa situação horrível de desrespeito à lei.
- THEREZINHA MELCHERT DE ÁVILA NUNES, prodessora, Londrina
Antena (3)
Trabalhei durante trinta anos na fábrica da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo. Após aposentar-me, escolhi Londrina para residir e estudar meus filhos, pois minha família é da região. Inicialmente residi no Jardim Coliseu e posteriormente adquiri um terreno na Rua Artur Jaceguai, no Jardim Presidente.
Antes de adquirir o terreno fui até a prefeitura informar-me sobre o zoneamento do local para construir minha casa. A informação que obtive é que se trata de uma área exclusivamente residencial (ZR2), pode-se construir até no máximo dois pavimentos, é vedada para qualquer atividade comercial. Contratei arquiteto, construtora e iniciei a construção da residência.
No início de 2000 fui informado que em frente da minha casa tinha sido alugado um terreno para a Global Telecom. Fiquei desesperado, mas a obra da torre ficou parada, pois a Promotoria do Meio Ambiente parou os trâmites dos papéis a pedido dos moradores.
Em dezembro de 2000, a Global Telecom iniciou a construção e em seguida a prefeitura embargou a obra. Em março de 2001, a Global Telecom voltou a construir a torre com um batalhão de operários. Nunca vi uma obra ser realizada em tão pouco tempo. A prefeitura lacrou a obra antes de sua conclusão, porque o Tribunal de Justiça do Paraná também embargou a obra. Após o lacre, a Global Telecom pôs seus equipamentos em funcionamento.
A situação está difícil. A torre está funcionando, tem equipamentos barulhentos dia e noite voltados para as janelas de minha residência. Peço encarecidamente que sejam tomadas medidas urgentes para desligar aqueles equipamentos. O que está acontecendo no Jardim Presidente é uma afronta aos nossos direitos.
- LUIZ JOSÉ RIBEIRO, Londrina
Resposta
Com relação as cartas enviadas a este jornal com comentários a respeito da nossa estação no Jardim Presidente, temos a informar:
1) Toda a construção foi feita dentro das leis vigentes (federais, estaduais e municipais). Obtivemos alvará da Prefeitura de Londrina para construção da mesma, anteriormente ao início de qualquer atividade no local.
2) Em nenhum momento funcionários da Global Telecom ou de empresas ligadas a mesma entraram ou tiveram atividades no local após sermos informados pela prefeitura do embargo à obra.
3) Quando do primeiro embargo, por entendermos o mesmo improcedente, recorremos através de mandado de segurança à Justiça. O juiz que examinou o caso prontamente deferiu nosso pedido por entender que de fato o município estava procedendo de maneira arbitrária.
4) As obras foram reiniciadas e novamente a prefeitura embargou a construção. Prontamente nos retiramos do local, sempre cumprindo a lei conforme é a praxe da Global Telecom.
5) No momento, a estação em questão não se encontra operacional pelo fato de estarmos impedidos de entrar no local e fazermos os últimos ajustes para ativar a mesma.
6) Quanto ao ruído do ar-condicionado referido nas cartas, já fizemos medições no local e o ruído encontra-se no mesmo nível de todas nossas outras estações e abaixo dos limites estabelecidos na legislação e normas técnicas pertinentes.
Entendemos a queixa em questão mas devemos levar em consideração o interesse coletivo, que se sobrepõe ao interesse particular, vale ressaltar que só no município de Londrina já são aproximadamente 100 mil pessoas que se beneficiam do Serviço Móvel Celular, considerando as empresas que operam na cidade. Desta forma o objetivo da Global Telecom é trazer serviços de telecomunicações a toda a comunidade, com alta qualidade e a preços acessíveis. Infelizmente a qualidade do nosso sinal nesta parte da cidade de Londrina exige a entrada em funcionamento da estação em questão.
- AMILCAR MARQUE, vice-presidente da Global Telecom, Curitiba
Correção - O resultado correto do Desafio Matemático, promoção cultural do Dia das Mães realizado pelo Catuaí Shopping Center em Londrina, é que couberam 17.435 bolinhas no interior de um carro, e não o que foi divulgado na página 5 em Folha Cidades na edição de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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