Policiais
Londrina vive realmente um momento muito crítico. Não bastassem os desvios na prefeitura (AMA-Comurb), o grande roubo, agora a população está mais abandonada: nossa polícia está em greve. Ou melhor, as mulheres dos policiais. Os policiais avacalharam com o comando da polícia ficando de costas em rede nacional para seu comandante. O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Gilberto Fontran, afirmou, no dia 14, ‘‘que em 30 anos de serviço’’ não viu ninguém ser maltratado ‘‘quando cumpre ordem policial na abordagem’’. O que aconteceu não foi uma abordagem mas mostrou o despreparo da nossa polícia com a população que ficou abandonada e com seu comando que foi desrespeitado e humilhado.
- ROBERTO TEIXEIRA, empresário, Londrina
Cassação
Fora ACM! Está na hora de extirpar da vida política brasileira uma das figuras que há mais tempo assombram esta Nação: Antonio Carlos Magalhães. Aproveitamos e levamos junto seu assecla, o José Roberto Arruda. O povo brasileiro precisa botá-lo para correr pela porta dos fundos. Não basta uma renúncia, é preciso cassar os direitos políticos desta nefasta criatura. Está na hora de tornar pública sua opinião. Vamos mostrar ao Senado a vontade do povo brasileiro.
- DIMAS ROQUE, São Paulo
Apagão (1)
‘‘Pego de surpresa’’, como disse FHC. De repente somos obrigados a apressar a implantação em nossa empresa e residência de medidas de racionalização no uso de energia. Isto mostra claramente a falta de informação, de organização e planejamento por parte do governo, pois com certeza ele já sabia do problema e devido a ambições pelo poder deixou a coisa andar sem comunicar de forma clara e antecipada a população. E agora somos obrigados de uma hora para outra a economizar. De um certo modo, a população já tem este hábito pela contenção de despesas em todos os setores, pois com o salário mínimo que se recebe não há muito que fazer.
O governo se diz agora preocupado com o problema, e que racionar é o melhor caminho no momento, evitando medidas mais drásticas. Como vivemos no Sul do País, poderíamos dizer que estamos em uma situação particularmente confortável neste momento, beneficiados pela incapacidade do sistema interligado de levar mais energia do Sul para o Sudeste e o Nordeste. Só que não devemos pensar assim, temos também que elevar nossos esforços na redução do consumo, para evitarmos o racionamento, sem deixar de assumir compromissos inerentes a um sistema interligado e sem praticar nenhuma medida que possa ser qualificada de anti-solidária, pois assim que sanada esta dificuldade de interligar o sistema, estimada pelos técnicos em dois anos, estaremos sim atrelados às mesmas dificuldades das demais regiões.
Esperamos que nosso governo invista urgentemente de forma responsável em novas obras de geração de energia, para que o Brasil cresça de forma estável, evitando desemprego, queda de produção na indústria, enfim vários outros fatores negativos que os prováveis apagões irão provocar. Resta-nos agora nos integrar aos programas do governo visando a racionalização do consumo evitando o desperdício e afastando os riscos de colapso.
- PEDRO BATISTA MARTINAZO, universitário, Cascavel
Apagão (2)
Agora todos querem saber por que os investimentos necessários em geração de energia não foram feitos. A resposta é clara: faltou liberdade. Temos os que querem fazer crer que a política de privatizações é a responsável. Aliás, a geração não foi privatizada, e quem deixou de investir nos últimos anos, em novas geradoras, foi justamente o Estado. Pensando em vender, e não tendo recursos para novas instalações, a instrução foi para as centrais permanecerem estagnadas.
Simultaneamente, os que pensavam em investir queriam as garantias de sempre. Que se pudesse ter tarifas que compensassem os grandes aportes financeiros necessários. Há os que querem que empresas e bancos coloquem recursos em projetos com tarifas ‘‘sociais’’. Falta sempre perguntar de onde querem que saia o necessário para tapar o buraco resultante.
O grande problema é que para transferir encargos para empresas privadas é necessário ter regras que beneficiem os investimentos. Qualquer pessoa que for convocada a trabalhar com resultados progressivamente decrescentes trata de se retardar para não ser prejudicada. Ao mesmo tempo, o Brasil atrasou em anos as providencias de novas geradoras. O País não crescia e o adiamento ficava conveniente. A conjunção de fatores climáticos, baixo investimento e mais crescimento econômico, pôs a nu a imprevidência.
E dizem que este é o modelo liberal! Não é. Isto é tão tolo como dizer que o liberalismo foi aplicado na América Latina, nunca foi, apenas parcelas de programas, mas jamais houve liberdade privada e regras estáveis para garantir investimento. Liberal seria uma forma de organização que permitisse lucro sobre os investimentos. Em que houvesse competição entre diferentes fornecedores, luta para conquistar clientes.
Este modo pelo qual se geriu o problema da energia é um híbrido em que o poder do Estado tem grande força. Não se investiu porque havia interesse em adiar. A privatização não ocorreu na geração porque foi de tal forma amarrada pelos poderes regulatórios que quem tem dinheiro não quer ficar em uma arapuca. Não é por outra razão que a AES depois de colocar US$ 6 bilhões no País diz que não coloca mais nada. São loucos? Não, são sensatos.
- PETRUCIO CHALEGRE, escritor e empresário, Brasília
Inspiração
Em recente encontro com médicos e profissionais do Hospital Nossa Senhora das Graças, recordei pronunciamento que fez, em certa ocasião, o saudoso arcebispo Dom Helder Câmara, que é sempre fonte de inspiração atualizada para todos os cristãos, de modo especial, para administradores e para a juventude. Ele disse: ‘‘Dê liberdade a Deus para que Ele possa agir em você. Deixe o coração e a mente abertos e aceite as surpresas que podem transformar os planos iniciais. Derrube por terra sonhos e medos. Dê rumos seguros ao seu horizonte e à sua vida. Preste atenção para os acasos e imprevistos. Não dificulte o Senhor interferir na trama de seus dias. Varra de seu caminho o pessimismo e vá completando, sem temor, a obra que lhe cabe. Por mais dificuldade que existir, largue a insegurança na primeira esquina por onde passar e vá em frente, segurando firme na mão de Deus.’’ Que bela lição de vida para o nosso dia-a-dia! Quando aceitamos Deus, Ele aponta caminhos, sopra soluções, comunica e faz apelos para que, na esperança, ousemos com otimismo e perspicácia. Nos hospitais, quando os problemas se agigantam, a vontade de resolvê-los se torna ainda maior.
- LOURDES MARGARIDA THOMÉ, Curitiba
Correção
- Na notícia sobre os 81 anos do papa, na página 1 da Folha Gente de ontem, o correto é: João Paulo II não programou nada de especial para comemorar o aniversário.
- Na notícia ‘‘Internet Saudável’’ (Folha Gente de ontem), o nome correto do idealizador do site ‘‘Vida Longa’’ é Marcelo Menyon.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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