Trânsito
O editorial da Folha do dia 29, trata do trânsito de Londrina. O assunto é oportuno, e é necessário que ganhe espaço na mídia. Não conseguiremos avançar em relação à disciplina e organização sem a participação efetiva de todos os segmentos da sociedade. A partir do momento em que todos passarem a exercer seus direitos e também se colocarem a serviço de uma melhor educação no trânsito, estaremos contemplando o nosso Código Nacional de Trânsito, diga-se muito bom.
O Conselho de Trânsito de Londrina, hoje representado por 40 entidades, tem feito tudo para tornar o nosso trânsito mais humano. O editorial retrata exatamente aquilo que o conselho tem pedido, denunciando às autoridades competentes. Na medida que apontamos falhas, como fez a Folha, participamos junto aos organismos públicos através de parcerias nas soluções da problemática como campanhas educativas e mobilização de voluntariado.
Educar pedestres e motoristas nem sempre é uma tarefa fácil e rápida. Conscientizar autoridades e empresários a priorizar um trabalho em cima da melhoria de condições é outra empreitada difícil. Mas, felizmente, Londrina já tem um trabalho iniciado.
O conselho cobra, reivindica, como fizemos na administração passada onde não se aplicava corretamente os recursos do Fundo Municipal de Multas. As reuniões entre conselheiros e autoridades locais têm sido frequentes. Estamos apresentando projetos e estabelecendo parcerias no sentido de minorar esse vergonhoso dado estatístico de seis mortes por mês em nossas ruas, por absoluta falta de cuidados mínimos, em relação à faixa de pedestres, semáforos, controle de velocidade e principalmente falta de educação no trânsito, tanto de pedestres como motoristas.
O editorial da Folha vem em boa hora: conselho funcionando, administração municipal em início de governo e Polícia Militar motivada a derrubar índices de acidentes. As campanhas educativas só terão exito se todos juntos, na mesma causa, derem trégua ao negativismo, achando que não é possível avançar.
- EDNO COSTA MOREIRA, presidente do Conselho de Trânsito de Londrina
Meio ambiente
O Secretário do Meio Ambiente do Paraná necessita saber o que é ‘‘bacia’’ e o que é ‘‘mar aberto’’. Necessita saber ainda, qual a influência de montanhas próximas às praias e sua influência sobre os ventos e brisas marítimas. Pobre Paraná, pobre secretário, que deveria estudar um pouco sobre as marés e ecossistemas, antes de se candidatar a tal cargo. Chega, o Paraná, não aguenta mais enganadores.
- WALDO NAVARRO, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
CPI da Corrupção
Muitos têm acusado o presidente Fernando Henrique Cardoso de adotar um comportamento antiético para impedir a instalação da CPI da Corrupção (no Congresso). Aliás, os dois senadores paranaenses do PSDB subscreveram o requerimento.
Entendo que os jornais, como também os políticos de oposição, até têm justificativas para se perfilharem a favor da CPI, mas, com o devido respeito, não posso aceitar que sigam esse mesmo caminho os dois senadores eleitos pelo PSDB e que tinham a obrigação de serem leais ao governo. Digo isso, porque ao contrário do que muitos afirmam, o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso se constitui num dos mais éticos e eficientes da história do Brasil.
Só mesmo os ingênuos – e eles não habitam o campo político – poderiam admitir que a CPI tinha de fato o propósito de investigar a corrupção no Brasil. O que pretendiam os partidos de oposição, capitaneados pelo PT, era justamente transformar o Congresso em palanque eleitoral antes da hora.
Seria, então, lícito ao presidente da República permitir que a oposição irresponsável alcançasse seu objetivo? Claro que não! O presidente precisava agir como agiu. Era necessário que o presidente impusesse sua autoridade, e o fez nos limites da Constituição e sem violar a lei. Ao contrário do que afirma a oposição, niguém foi comprado e ninguém se vendeu.
Não tenho dúvida que muitos parlamentares que integravam a base aliada subscreveram o requerimento para chantagear o governo. O governo habilmente esperou que o requerimento fosse protocolado, exerceu seu poder de convencimento apenas em relação a vinte deputados, e sepultou esse palanque eleitoral que era chamado CPI. O ganho do governo foi muito além do arquivamento do requerimento, ganhou ao repelir as chantagens daqueles que exigiam um alto preço pela não subscrição do requerimento.
Para finalizar, vale destacar que nunca na sua história o Brasil foi tão respeitado internacionalmente como o está sendo no governo Fernando Henrique Cardoso. E tenho certeza que qualquer país do mundo teria orgulho de ter um presidente como o nosso. Um presidente culto, ético, integro e comprometido com a grandeza do Brasil.
- VALDECIR CARLOS TRINDADE, Londrina
Correção/esclarecimento
- A notícia ‘‘Oposição tenta ressuscitar CPI da Corrupção’’, publicada na página 4 da edição do último dia 12, dizendo que o deputado federal Ricardo Barros (PPB-PR) foi um dos porta-vozes da retirada de 20 assinaturas do requerimento da CPI da Corrupção no Congresso, distribuída pela Agência Estado, de Brasília, recebeu acréscimo erroneamente não identificado pela edição da Folha, em Londrina.
Em casos iguais, que são eventuais, o procedimento correto é a edição identificar o acréscimo como ‘‘Colaboração da Redação’’, o que, por falha, não foi feito. Além disso, a parte acrescentada na notícia classifica erroneamente o deputado Ricardo Barros de ‘‘acusado de participação em esquema de desvio de recursos públicos daquele município quando foi prefeito’’.
A gestão de Ricardo Barros, que foi prefeito de Maringá entre 1989 e 1992 está, efetivamente, sendo investigada pelo Ministério Público; as contas de sua administração também estão sendo auditadas pelo Tribunal de Contas (TC do Estado) desde março e até agora não há laudo que indique irregularidade. Ontem, o TC confirmou que ainda não concluiu a auditoria.
As investigações estão sendo realizadas porque o ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, que está preso desde 8 de dezembro de 2000, acusado de desviar recursos da administração municipal, em depoimento realizado na Justiça Federal afirmou que o então diretor de Fazenda de Ricardo Barros, Airton Furlaneto (que já morreu), promovia desvios emitindo cheques duplos para pagar a mesma conta; Paolicchi acrescentou que os desvios começaram na administração de Ricardo Barros.
Em entrevista publicada na Folha em 24 de fevereiro deste ano, o deputado Ricardo Barros negou que os desvios de Maringá tenham começado em sua gestão; ele disse que se houve desvio, não foi do seu conhecimento. E declarou: ‘‘Muito menos fui beneficiado com o esquema.’’
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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