O LEITOR ESCREVE
CPI da Corrupção (1)
É humilhante, vergonhoso, aterrorizante, revoltante sentar à frente da TV ou abrir um jornal e deparar com as notícias vindas do meio político. O nosso maior comandante, FHC, abriu os cofres para comprar a retirada das assinaturas dos deputados e senadores para que não seja instaurada a CPI da Corrupção. É um prêmio para que esses políticos possam fazer campanha com o dinheiro público, visando ao próximo ano. Acredito até que não adiantam nada estas CPIs, porque no fim todo mundo é santo, apesar de todas as evidências que se encontram.
Bilhões são desviados para ajudar as regiões Norte e Nordeste, e um dos principais acusados ganha de presente a presidência do Senado, além de efetuar acordos com o bipresidente para que não sejam apuradas todas as irregularidades. E nós, simples mortais, continuamos aqui, como dizia o saudoso Raul Seixas sentados no trono de um apartamento, com a boca escancarada e cheia de dentes, esperando a morte chegar.
Perto de nós, Antonio Belinati e seus asseclas, que são acusados de desviar dinheiro da venda do patrimônio de uma cidade inteira são libertados por não serem considerados perigosos para a ordem pública. Eu não tenho mais paciência para assistir a todos esses absurdos. Infelizmente, a única arma que possuo é o meu voto. Tomara que o Grande Arquiteto do Universo me ilumine para que eu possa colocar nas urnas o resultado da minha revolta.
- JOÃO CARLO DE OLIVEIRA, analistas de sistemas, Ibiporã
CPI da Corrupção (2)
Ao senhor Fernando Henrique Cardoso: vou ser explícito, excelentíssimo presidente. Se o seu governo é transparente, limpo, honesto e sem corrupção, qual a causa então, do impedimento da CPI da Corrupção? Se não há corrupção no seu governo, a CPI só vai lhe ajudar, pois além de provar que seu governo é transparente, ganhando assim prestígio, vai ser uma derrota e decepção para a oposição. Portanto, presidente, seja transparente para não se tornar incolor.
- DISNEY AQUINO RIBEIRO ALVES, autônomo, Londrina
Belinati
Se o Ministério Público foi injusto e severo demais com Belinati e Cia., o desembargador de Curitiba foi pior ainda. Ao dar habeas-corpus para essa turma, o desembargador Otto Sponholz comparou o caso com o do jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, preso depois do assassinato da ex-namorada. Por aqui as mortes não foram passionais mas sim nas filas dos hospitais sem recursos só porque desviaram alguns milhões. Pense nisso, senhor desembargador.
- ROBERTO G. TEIXEIRA, Londrina
Dia do Enfermeiro
Hoje comemoramos o Dia do Enfermeiro, e como enfermeira quero fazer algumas reflexões: ninguém termina o curso de enfermagem sem ter uma profunda mudança no modo de ver o mundo, pois participamos dos melhores e dos piores momentos do ser humano, vemos nascer e morrer, crescer e adoecer, sendo suportes de nossos pacientes. O enfermeiro é a pessoa capaz de se colocar no lugar do outro e tornar sua vida menos infeliz, capaz de se esquecer de si mesmo perante o sofrimento do próximo, sofrer junto e ajudar a ter uma morte tranquila.
A enfermagem é um caminho não de situações fáceis e bonitas, mas de dificuldades, lutas e conquistas, desde que os enfermeiros tragam em suas mãos a habilidade, em suas mentes a ciência e em seus corações, o desejo de serem gente que cuida de gente.
O mercado exige pessoas culturalmente preparadas, bem informadas, equilibradas, que tenham flexibilidade para trabalhar nas diferentes áreas e que sejam proativas nas soluções dos problemas. Daí a necessidade do enfermeiro continuar estudando, especializando-se, aprimorando o conhecimento. Não basta apenas trabalhar, é preciso lutar e transformar nossa profissão em uma missão, porque vivemos em um país em que o povo carece de moradia, alimento, emprego, educação e saúde, onde brasileiros ainda morrem de fome e de falta de atendimento médico-hospitalar.
Por isso, os enfermeiros devem ocupar seus espaços: nas escolas, em projetos que orientem e ajudem os adolescentes e jovens a enfrentarem seus conflitos; nas indústrias e nas fábricas, na prevenção de acidentes e doenças; nos hospitais prestando assistência humanizada às pessoas; nas universidades ensinando o que a vida os ensinou na caminhada; nas unidades básicas de saúde, creches e maternidades, educando adultos, crianças e mães a se cuidarem com medidas de higiene, alimentação e prevenção; nos cargos administrativos contribuindo para a economia com qualidade, zelando sempre pela segurança do paciente e também pela honestidade; enfim, cumpre ocupar seus espaços, conquistar novos campos, pesquisar e contribuir para o progresso da ciência. Ser valentes, nunca se omitir e se esconder atrás das inseguranças. Comprometer-se com esse País e fazer de tudo o que puderem para a instauração da cidadania, dando à grande maioria dos brasileiros, o direito de serem verdadeiramente cidadãos.
- DAMARES BIAZIN, enfermeira, Londrina
Idosos
Nós, reunidos no 1º Congresso Regional da Pastoral da Terceira Idade, em Cornélio Procópio, nos dias 4, 5 e 6 últimos, cujo tema foi Pense globalmente e atue localmente, vimos solicitar que a Campanha da Fraternidade de 2003 contemple em seu tema O Idoso, destacando e valorizando o novo perfil que vem sendo assumido pelos idosos, buscando diminuir o preconceito e minimizar as dificuldades de sua inserção na sociedade. Neste congresso estiveram reunidas 12 dioceses com 110 participantes.
Nossa solicitação tem o caráter de somar com os outros apelos a favor desse tema para a Campanha da Fraternidade de 2003. Para isso apresentamos os dados da situação econômica do idoso no Paraná, que mostra a necessidade premente de mobilização de todos, já que esta situação não é muito diferente do que acontece no cenário nacional: são 765 mil pessoas com mais de 60 anos, 362 mil homens, 403 mil mulheres; 604 mil vivem nas cidades, 161 mil na área rural; 271 mil têm alguma ocupação, 23 mil estão desempregados; 470 mil vivem na inatividade (recebendo ou não benefícios previdenciários).
Dos que trabalham, 151 mil atuam na agricultura (o restante nos setores de serviço, indústria e comércio da área urbana); em 72% dos municípios o valor pago pelo INSS é maior do que o valor recebido do Fundo de Participação dos Municípios; em 79% dos municípios, a soma do recebimento dos inativos é maior do que a receita dos municípios.
- JOÃO BATISTA LIMA FILHO, médico geriatra e coordenador da Pastoral da 3ª Idade da CNBB, Cornélio Procópio
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





