Educação
Como professora da rede estadual, não posso deixar de expressar o meu repúdio à forma como a educação vem sendo tratada no Paraná. Com relação à notícia ‘‘Estado entrega educação aos políticos’’, publicada na edição de ontem da Folha, vejo bem como o governo quer que os alunos sejam ‘‘doutrinados’’. Um governo que se diz ‘‘transparente’’ comete um crime grave ao transformar os setores em ‘‘currais eleitorais’’ para determinados deputados, em troca de apoio. E com isso, a população que deveria ser orientada a ter um senso crítico, acaba sendo usada como massa de manobra de políticos inescrupulosos.
No entanto, o que mais me causou tristeza, foi constatar que alguns chefes de núcleos não apenas aceitam como concordam com esse sistema de escolha, alegando que o povo não tem consciência e nem competência política para a escolha de representantes de cargos na educação (e parece-me que para nenhum outro cargo, como ficou subentendido), que votos populares têm a força de cestas básicas, criticando até mesmo a eleição direta para diretores.
Ora, não deveria ser a escola pública um dos primeiros lugares onde se privilegia a participação de todos os grupos e classes sociais? A escola não deveria ser um lugar que possa garantir ao povo saberes imprescindíveis a uma participação ativa e com espírito crítico? Não deveríamos nós, educadores, sermos comprometidos com um ensino que proporcione condições de uma participação política consciente? Como é desolador saber que alguns daqueles que se julgam ‘‘educadores’’ aceitem de forma passiva estas imposições políticas em cima da qualidade do ensino público.
- CLÁUDIA DE FARIA BARBETA, professora, Londrina
MST (1)
Caro professor Ricardo Prochet: como leitor assíduo de seus artigos, quero cumprimentá-lo pelo ‘‘Monumento à impunidade’’, publicado na Folha no dia 9, de modo especial pelas referências tão lúcidas e, sobretudo, corajosas, ao MST. Efetivamente, os líderes dos sem-terra (tão inautênticos que vários têm curso superior) já deixaram claro que a terra é questão secundária: querem a revolução e o poder. Já vimos este filme, e aonde ele vai chegar.
Por outro lado, há poucas semanas a safra de grãos entupiu de caminhões carregados praticamente a estrada inteira de Curitiba a Paranaguá – tudo produzido por propriedades médias e grandes, tão odiadas pelos agro-reformistas. Mas pergunto: alguém viu ao menos uma carroça lotada com cereais produzidos nos assentamentos? Não se viu nada! Pela singela razão de que (como toda pessoa que já foi um pouco além do Calçadão sabe) com duas enxadas e três alqueires, não há produção compensadora – a não ser que se invista em tecnologia.
Quer dizer: os assentados vão viver, ou sobreviver, de mesadas governamentais. Mas governo dá alguma coisa? Não! Tira de uns e repassa aos outros, às vezes cobrando gorda comissão. As pessoas que fizeram há poucos dias a declaração do Imposto de Renda sabem de onde sairão os recursos: do bolso do contribuinte. Mais uma vez. E os pobres assentados continuarão pobres e descontentes, até que um aventureiro os arme. Para um final imprevisível. Por que não se faz nas vastidões aproveitáveis da Amazônia a autêntica reforma agrária efetivada aqui pela Companhia Melhoramentos, cuja experiência cheia de êxito nunca é ouvida nem cheirada?
- ÊNIO JOSÉ TONIOLO, mestrando em Letras, Londrina
MST (2)
Um grande movimento revolucionário ultrapartidário, e que deve vencer pela luta legítima em favor da reforma agrária no Brasil. Assim é o Movimento dos Sem-Terra (MST), que está mostrando à América Latina e ao mundo que é possível arregaçar as mangas nesse movimento rural e de campo por uma distribuição de renda justa e igualitária. Nosso País é um dos maiores do mundo em território, mas a desigualdade social, que impera desde os tempos de Cabral, assola nosso povo no seu dia-a-dia.
Precisamos, todos nós, lutar por uma sociedade justa e solidária. Chega de exclusões! Milhões de pessoas não têm casa, um teto para morar, enquanto outra camada tem muito. Enquanto isso os políticos que lá estão, muito erroneamente nos representando, violam os painés eletrônicos, como também nossos direitos de cidadãos assegurados pela Constituição Federal. Até quando? Cidadãos se mobilizem, não se apequenem a esse modelo capitalista imposto pelos governantes desse País. Estamos vivendo o futuro. Mudanças? Depende de você brasileiro!
- CÉLIO BORBA, Curitiba
Belinati (1)
Até que enfim premiaram o Belinati pelos préstimos dele na Prefeitura de Londrina. Foi um reconhecimento ao seu ‘‘ótimo’’ trabalho. Deram ‘‘casa, comida, roupa lavada e até grade na janela’’.
- MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
NR Belinati recebeu habeas-corpus ontem.
Belinati (2)
Os ladrões de Londres e de Londrina: alguém já se deu conta que o prefeito cassado Belinati roubou mais do que o famoso ladrão do trem pagador inglês, Ronald Biggs?
- JOSÉ APARECIDO CARDOSO, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Dia do Enfermeiro
Dia 12 de maio se comemora o Dia do Enfermeiro. Os enfermeiros são profissionais que após a conclusão do 2º grau, travaram outra batalha ainda maior, a de conseguirem passar no vestibular e novamente enfrentar durante quatro anos, em período integral, o curso de Enfermagem e Obstetrícia em uma universidade.
Aqueles que conhecem e entendem o quanto é necessário a presença desse profissional, que todos os dias cuidam de nossos doentes acamados em um leito de hospital, zelando pela saúde de quem quer que seja, certamente participarão desta data, com muita alegria, festejando e reconhecendo o valor e a importância de um enfermeiro em nosso meio.
Mas como nem tudo é alegria, vale infelizmente lembrar o lado triste dessa profissão, quando pessoas sem o mínimo de respeito denigrem e mancham a imagem desse profissional, utilizando a imagem do enfermeiro como fetiches, quando mulheres trajam-se de enfermeiras para representarem uma prostituta, com finalidade de realizar uma fantasia sexual de algum homem com neurônios cozidos em seu cérebro, quando a enfermeira é apresentada como prostituta e o enfermeiro como homossexual.
Sabemos que em todas as classes profissionais existem os bons e o maus profissionais, mas ninguém tem o direito de generalizar e classificar todos os profissionais como maus profissionais, pois se assim fosse, jamais existiria algum profissional ou pessoa respeitável em que pudéssemos confiar. O que realmente importa, é que sem a presença desse profissional, muitas pessoas que nos são queridas, e até mesmo por aqueles que denigrem a imagem desse profissional, já não mais estariam entre nós.
- CLÁUDIO DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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