Repúdio
O Grupo de Estudos Promotor Santa Rita, que congrega os promotores de Justiça de Londrina e região, em virtude da notícia veiculada na Folha, na edição de ontem, página 6 do primeiro caderno (‘‘Ex-presidente da OAB recorre contra condenação’’) vem repudiar a forma deselegante e impolida com que o advogado Adyr Sebastião Ferreira reportou-se ao membro do Ministério Público Renato de Lima Castro. Causa-nos espécie o comportamento do aludido advogado, cuja cultura e inteligência é por todos reconhecida, em apresentar esse tipo de conduta, que não se coaduna com seu histórico pessoal e profissional, pelo qual ele sempre se pautou, com elegância no trato com todos, em especial com os membros do Ministério Público.
- ÉDINA MARIA SILVA DE PAULA, coordenadora, Londrina
MST
Em resposta à carta escrita por mim e publicada na Folha no ultimo dia 3, a assessoria do governador Jaime Lerner informou no dia 4, neste mesmo espaço, que refutava a informação de que teria havido o assassinato de um sem-terra na frente do Palácio do Iguaçu, durante uma manifestação do MST, recentemente. Venho por meio desta corrigir a informação errada em meu texto. Não houve realmente tal fato. O que aconteceu foi uma manifestação do MST em 1999, que durou 172 dias. Período em que os sem-terra ficaram acampados na Praça Nossa Senhora Salete, que fica em frente ao Palácio do Iguaçu. Ao fim dos 172 dias, os sem-terra foram ‘‘retirados’’ por 750 PMs que cercaram a praça às 3 horas da madrugada. Alguns integrantes do movimento foram presos e outros feridos.
Na época, os sem-terra foram a Curitiba reivindicar maior agilização no processo de assentamento e pedir a diminuição da violência no campo. Agora, quero reiterar o que havia dito antes e que constitui a essência do meu ponto de vista; o governo estadual persiste na política de se abster do debate público. Em nenhum momento defendi o tribunal instalado na UFPR. Só mencionei que pega mal a tática do governo de desmerecer um tribunal formado por representantes das mais diversas entidades nacionais e internacionais. Lerner não perderia nada nomeando um representante para esclarecer alguns fatos, mas o governo teme o desgaste político que a situação poderia gerar.
Gostaria de lembrar por fim que, em dezembro de 2000, foi feito um acordo de trégua entre o governo e o MST. Nesse acordo, ficou determinado que os sem-terra deveriam dar um tempo no processo de ocupação de terras em contrapartida o governo assentaria 650 famílias. Até o dia 5 de maio, somente 77 famílias haviam sido assentadas, 12% do total, conforme o noticiário. O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva, já disse que o MST cumpriu sua parte no acordo não realizando novas ocupações. Vale lembrar que o governo federal estadualizou o processo de reforma agrária no Paraná, permitindo que o governador nomeasse José Carlos de Araújo Vieira superintendente regional do Incra.
- JOSÉ EDUARDO COSTA, universitário, Londrina
Ociosidade
Parabéns à Folha pelo excelente editorial do dia 3, relatando a ociosidade e mediocridade que ocorre na Assembléia Legislativa do Paraná. Lamentavelmente, com certeza ocorre o memo nas demais Casas de leis do nosso País. Nos 5.507 municípios brasileiros, nas Câmaras de Vereadores, o fenômeno é o mesmo. Medidas devem ser tomadas pelo poucos estadistas que legislam em benefício da boa democracia, do povo brasileiro. Abaixo senadores, deputados e vereadores incompetentes e ociosos! Necessitamos de homens públicos com qualidade e não em quantidade.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Ensino público
Gostaria de saber se a PUC do Paraná não cobrará nenhum centavo como mensalidade escolar. Se ela vai permitir que os filhos pobres de Londrina possam assistir a aulas gratuitas de seus cursos como universidade. Desculpe-me o bispo de Londrina mas a PUC é privada, recebe altas mensalidades pelos cursos, é mantida como uma empresa, sendo classificada entre as 200 maiores do Paraná pela ‘‘Gazeta Mercantil’’.
Não sei por que os londrinenses devem dar terrenos para montar uma empresa privada de ensino com o viés de filantrópica da Igreja Católica, mas que cobra altas mensalidades e é, em Curitiba, freguês de carteirinha do Procon. Se for assim, Londrina deve dar terreno para o Cesulon que é mantido por uma igreja evangélica.
Será que a PUC-PR não deixará de pagar os tributos municipais como a Unopar, que recebeu terrenos do prefeito Belinati e comprou a sede do Cesec do Banco do Brasil com o contrato triangular de locação com a Sercomtel e a Impsat? Doar terreno público é uma beleza para quem manda. Mas quem recebe sabe muito bem o que fazer para garantir uma renda a mais.
Londrina precisa de um campus da Universidade Federal do Paraná (que é gratuita) como Palotina, e não mais uma universidade que cobra muito caro pelos seus cursos como a PUC-PR. Tomara que o prefeito Nedson se lembre disso ao mandar as cartas pedindo as bolsas de estudos para os filhos de operários que pedirão sua intercedência junto aos dirigentes da PUC-PR.
- MARCOS FILLO RUAS, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Educação ambiental
Alguém tem moral para falar em educação ambiental? No editorial da Folha do dia 15, a educação ambiental é colocada como o ponto-chave para políticos, empresas e cidadãos no trato com os resíduos. Os países adiantados são vistos como modelo para chegarmos a ser uma nação civilizada na questão do lixo. Não seriam os nossos índios, que desconheciam a palavra lixo, um referencial a ser melhor estudado?
Depois de três anos de intenso trabalho pela ONG Movimento Nossa Terra, de Rolândia, com escolas e a comunidade, e através da ‘‘Educação Ambiental Não Formal’’ premiada e desenvolvida na Fazenda Bimini, questiono se a educação ambiental é a saída para os nossos problemas. A experiência mostra que somos exemplos frágeis nem sempre corretos e que a cada descoberta, a educação ambiental se torna mais uma ‘‘discussão ambiental’’.
Começar do zero outra vez e achar espaço para discussão. Certo ou errado? Depende do ponto de vista. Discussão ambiental como tentativa sem idéias prontas ou tecnologias de Primeiro Mundo que excluem. Discussão ambiental onde todos querem, podem e aprendem a participar. Talvez descubramos que lixo não é o problema que imaginamos hoje e que podemos ser modelo também.
- DANIEL STEIDLE, Rolândia
Correção
- A Folha esclarece que na reportagem ‘‘Na área urbana de Londrina - Juiz manda fechar cartórios distritais’’, publicada na edição de ontem na página 3 da Folha Cidades, a decisão judicial determina ‘‘o fechamento das dependências das serventias distritais cujos titulares são os requeridos, na sede da comarca, devendo ser mantidas as suas instalações apenas nos distritos onde são acreditados’’. Portanto, os cartórios distritais continuam funcionando normalmente nas áreas para as quais foram designados, mas não podem manter dependências na sede do município. Outro esclarecimento: as declarações atribuídas a Octávio Cesário Pereira Neto são na verdade de Octávio Cesário Pereira Júnior.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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