O LEITOR ESCREVE
A vinda da PUC
O editorial do último domingo da Folha (A vinda da PUC) demonstra plenamente a grandeza de Londrina como centro de decisão e pólo de influência. Londrina assume compromisso regional estendendo seus serviços a uma comunidade bem mais ampla do que a própria cidade. É lamentável que nem todos vejam Londrina com esta grandeza, como por exemplo quando presenciamos no último sábado, o primeiro dia de maio, o primeiro dia frio do ano, todo o comércio fechando suas portas às 13 horas, dando aspecto de total abandono à área central da cidade.
O editorial, em que pese tratar de outro assunto, demonstra plenamente a necessidade de mudanças no Código de Postura que rege o nosso horário comercial. Este código é obsoleto e remonta do tempo em que Londrina tinha 10 mil habitantes e não condiz com a realidade atual. Há uma teimosia de determinados segmentos e entidades classistas, tentando fechar as lojas que ainda continuam atendendo aos consumidores, de segunda à sexta até as 19 horas e aos sábados até as 18 horas.
O comércio é o maior empregador de Londrina, e as lojas contribuem rigorosamente com a sua parte social, e muitas lojas inclusive estendem benefícios jamais conquistados em convenção coletiva.
Alertamos a todos e pedimos relerem o editorial da Folha, e vejam que Londrina merece mudanças urgentes no horário comercial. Como uma cidade pode sobreviver estrangulando o seu maior gerador de empregos? A releitura deste editorial servirá de reciclagem para aqueles que ainda não acreditam no potencial de Londrina.
- ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, gerente de loja, Londrina
Belinati (1)
Qualquer estagiário de direito que tenha contato com a lide forense sabe perfeitamente que os ataques do advogado Antonio Carlos Vianna ao juiz de direito que decretou a prisão do prefeito cassado (Antonio Belinati, de Londrina) passam bem longe da realidade. A capacidade do magistrado em questão é pública e notória e, raríssimas vezes, os tribunais têm modificado suas sentenças.
E você, Vianna, não precisa disso ataca pela imprensa a honra e o decoro de promotores e/ou magistrados. Muito pelo contrário, a natureza lhe dotou de uma inteligência excepcional, aliada à garra que faz a diferença entre seus pares. Não faça como aquele deputado que, quando perguntado sobre sua participação no escândalo AMA-Comurb, limitou-se a dizer: Tenho imunidade parlamentar... Não se apaixone pela causa. Não se deixe levar pela emoção.
Ao advogado é vedado julgar o cliente. Quando muito, podemos renunciar ao patrocínio da causa, quando nossa consciência (alguns conseguem superá-la) interfere na vida profissional. Entretanto, aceita a causa, jamais poderemos denegrir a parte contrária, no caso, a Justiça Pública. Não possuo procuração do magistrado para escrever e tornar público meu pensamento em relação ao que leio nos jornais. Apenas o faço, como gostaria que alguém o fizesse em minha defesa, se fosse comigo.
- TADEU ARILSON STULZER, advogado, Londrina
Belinati (2)
Vejo que o governo Lerner é de um grande ditador. É muito bom que a sujeira Belinati-governo do Paraná comece a ser vista. Espero que não termine em marmelada. Estaremos de olho.
- LUCIVALDO PAZ DE LIRA, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Magalhães
Já que os baianos adoram seu pai ACM deveriam ter um forte acesso de egoísmo e levar o senador só para eles, livrando o resto do Brasil de sua irritante arrogância e prepotência.
- GILBERTO POLIGUARA, Curitiba, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Habeas-corpus
Encaminhei projeto de mudança de procedimento para aquisição de habeas-corpus no caso de crime contra o patrimônio. Se aprovado, o preso poderá pedir habeas-corpus somente depois de efetuar depósito em juízo do valor que lhe condena. Atualmente a pessoa recebe habeas-corpus e o prejuízo do terceiro continua. A proposta foi enviada ontem ao gabinete do deputado federal Luiz Carlos Hauly.
- JOSELITO HAJJAR, Londrina
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Perda de tempo
O Brasil perde muito tempo na elaboração de leis, e não se preocupa com o cumprimento delas. Leis, decretos, medidas provisórias, portarias, resoluções, alterações quase diárias. Em Estados mais desenvolvidos basta a moral, os usos e costumes para solucionar os conflitos existentes na sociedade. Não se sabe ou não se quer entender, que não basta apenas um papel publicado. Alegam as autoridades que o povo tem origem no negro, no índio e tem alma indolente, que nossa miscigenação provoca esse defeito de desrespeito às leis e consequentemente às autoridades. Mas, e as autoridades se respeitam? Cumprem as leis?
Nesse mês tramita pela Assembléia Legislativa do Paraná o anteprojeto de lei complementar nº 15/01, que prevê modificações no Estatuto da Polícia Civil. Dentre as modificações existentes prevê que passa a vigorar com as seguintes alterações: ... que o funcionário policial civil (do qual faz parte a carreira de Delegado de Polícia) só será promovido, por merecimento, da classe inicial da carreira se tiver prestado serviços em unidades policiais do interior, por um período não inferior a três anos.
Ocorre que tal previsão legal já existe, mas o Conselho da Polícia Civil, formado por delegados de polícia seculares, não cumpre. Baseados em critérios obscuros votam listas tríplices imbuídas de um sigilo que geraria ciúmes nas autoridades da época da ditadura militar. Talvez quando da época de suas formações acadêmicas não ouviram falar do princípio da publicidade um dos baluartes do ato administrativo, do ato administrativo de um estado democrático.
Ainda mais: em seu site de notícias, o governo diz que o novo estatuto da Polícia Civil será votado em abril e informa que a proposta do anteprojeto prevê que pelo atual estatuto o prazo é de dois anos. Ora, isso é apenas para para que os deputados gastem seu tempo, pois eles são pagos com nossos impostos, e venham a votar o anteprojeto que não vai ser cumprido. No Paraná, os delegados de polícia em início de carreira só vão para o interior se não possuírem padrinhos. Por outro lado, só são promovidos se possuírem. No Paraná, não há muito tempo, tivemos nomeado um delegado-geral que nunca exerceu suas funções no interior.
- ALESSANDRA ALARCON MADY BARBOSA, estudante, Paranavaí
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