O LEITOR ESCREVE
Justiça
A prisão do ex-prefeito Antonio Casemiro Belinati, do ex-presidente da Sercomtel, Dioniltro Rubens Pavan, do ex-secretário Wilson Mandelli, dentre outros, traz, a nós, eleitores, cidadãos e membros da sociedade civil, a mensagem que não mais se tolerará os desmandos praticados na gestão dos hoje presidiários. Presidiários sim. Sob a custódia do Poder Judiciário. Relevante destacar o trabalho hercúleo dos membros do Ministério Público na busca da verdade e da punição.
O filho do presidiário Antonio Casemiro Belinati, deputado Antonio Carlos Belinati, que, conforme se alardeia, teve sua campanha à Assembéia Legistativa financiada com o dinheiro do rombo no erário municipal, capitaneado por seu pai, deve raciocinar se a prisão do pai compensa seu mandato de deputado estadual. Isso é coisa dele. Mas o que cabe a todos nós da sociedade é parar de acreditar naqueles velhos chavões: Vai dar em nada, vai dar em pizza, só pobre e que vai para a cadeia. E prova disso são as prisões neste município.
A arrogância do ex-prefeito, ora cassado, viu-se desfeita com um bofetão que testemunhei nas dependência da Polícia Civil desta cidade. O Movimento da Moralidade exerceu papel preponderante para a busca da verdade e tal deve ser realçado. No caso específico do senhor Dioniltro Rubens Pavan, hoje Rubens Pavan (mudou de nome talvez para conseguir dois passaportes), preso num aeroporto em São Paulo: ele certa vez foi alertado que a companhia do ex-prefeito Belinati lhe traria a perda de bens (o que certamente acontecerá) e a perda da liberdade (o que já ocorreu). Finalmente registro que dormirei melhor hoje, sabendo que menos criminosos estarão a solta na nossa cidade.
- LUCIANO GODOI MARTINS, advogado, Londrina, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Privatização (1)
Nosso clube tem acompanhado as reportagens a respeito dos acidentes ferroviários na Região Sul. Na verdade, esses são apenas dos que temos conhecimento através da imprensa. Pessoas idôneas nos relatam outros tantos acidentes na ferrovia da malha sul e que não são noticiados. Brilhante foi a reportagem do dia 29 de abril, da Folha, que relata fielmente a ambição e ganância em ganhar dinheiro fácil impondo maior velocidade.
O Brasil, submetido às imposições do FMI, adotando as idéias sugeridas pelo neoliberalismo e globalização, submete-se no processo dos delírios privatizantes que o País foi tomado, e joga fora todo patrimônio da república.
O melhor instrumento para prevenir o crime de lesa-pátria é ter mais escolas para oferecer educação ao povo porque ela não leva apenas o conhecimento e tecnologia, mas valoriza a ética e o comportamento.
Na Alemanha, segundo Roland Berger, cada comprador não faz apenas a oferta, mas também apresenta uma idéia clara dos objetivos para a empresa, quanto vai investir, que tecnologias vai aplicar, planos de geração de empregos. Essa é uma das características das privatizações alemãs que poderia ser usada em países como o Brasil.
Infelizmente, o governo está praticando um desmonte e empobrecimento da Nação com a destruição do patrimônio público e com isso a privatização se transformou em doação, e dentre a imprensa escrita do Paraná, só a Folha tem tido a coragem de abordar tão vergonhoso e escandaloso assunto com fatos decorrentes com a apressada privatidoação de nosso patrimônio público.
- EDUARDO FRANCISCO MACHADO, presidente do Clube da Maria Fumaça, Curitiba
Privatização (2)
Lamento a propaganda patrocinada pelo governo do Paraná, recentemente, sobre a privatização da Copel. Acintosa e enganosa. Comparar energia elétrica com legumes é menosprezar a capacidade de compreensão das pessoas. A iniciativa é coerente com um governo incapaz de debater adequadamente as questões relevantes com a sociedade. Não é só sobre a venda da Copel, mas em tantos episódios anteriores, como a razão da aquisição das ações da Sercomtel, os pedágios, a CPI do Narcotráfico, as irregularidades na Banestado Leasing e tantas outras.
Por outro lado, diversos representantes da sociedade organizada têm se manifestado e mostrado claramente as desvantagens da transferência da Copel a grupos privados. Destaque para a reportagem da Folha, do dia 8 de abril, em que o engenheiro Rossafa descreve com muita propriedade a capacidade da empresa em relação ao mercado de energia e as possibilidades de enfrentamento de possíveis concorrentes. São preocupações com uma realidade dura para a sociedade incapaz de reagir após sacramentado o negócio. Como ocorreu com os pedágios.
A terceira questão, diz respeito às denúncias feitas pelo deputado Luiz Carlos Alborguetti, confirmando as constatações da oposição de que o Estado está quebrado. Segundo o deputado, em breve faltará dinheiro até para honrar compromissos básicos, como folha de pagamento em geral. Se isso for verdade, o caso é convocar uma CPI para apurar a responsabilidade pela situação caótica e não vender um ativo para cobrir o déficit.
Pesquisas mostram que mais de 90% da população do Paraná é contra a privatização. Se o governo está quebrado, nós vamos colocar mais dinheiro na mão desse grupo? Vai ser como tentar tapar um buraco sem fundo. O povo está contra e espera que a Assembléia Legislativa se posicione legitimamente e não ceda a barganhas.
- IZAIAS BITENCOURT MORAES, Londrina
Bonde
Descobri o site Bonde através da Folha na Internet e achei muito interessante e completo. Parabéns!
- ADRIANA MOREIRA, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Paraná
Venho por meio deste e-mail, expressar toda a indignação da Nação Coxa-Branca para com os diretores do Paraná Clube, pois chegamos à véspera do jogo mais importante do ano para este clube, como a decisão que está por chegar frente ao Atlético. Até as 11 horas desta sexta-feira, véspera, a diretoria do Paraná não enviou ainda os ingressos destinados à maior torcida do Estado. Como ficará o estádio hoje à tarde? Provavelmente com meia dúzia de torcedores alviverdes pois, com esta chuva vai ser difícil alguém encarar o campo que nem se quer podemos chamar de estádio, todo inundado. Obrigado diretoria paranista, pois com este procedimento vale lembrar que o segundo jogo em nossa casa também podemos retardar a entrega de seus bilhetes.
- CARLOS PINHAIS, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





