Alcoolismo
A bebida alcoólica é um prazer. Só que existe uma faixa que separa o prazer do problema, tornando doença. Incurável, progressiva e de consequência fatal. Democrática, afetando pobres, ricos, ambos os sexos, qualquer nível socioeconômico. É chamada ‘‘doença da família’’, pois a família do alcoolista adoece junto. Existem tratamentos eficientes para aqueles que têm o desejo de parar de beber. Se tiver interesse, são os grupos de ajuda mútua, nas psicoterapias de grupo, existentes em quase todas as cidades. Nessas salas de recuperação, o alcoólico aprenderá que ele é um doente e para não beber precisa evitar a primeira gota, ou o primeiro gole durante 24 horas. São milhares os leitores desse jornal. Com certeza, são centenas de alcoolistas e algumas dezenas que desejam parar de beber. Quer começar a sua vitória agora mesmo? Está disposto? Você acha que sua maneira de beber está trazendo sérios prejuízos à coisas importantes em sua vida? Então está decidido. Veja que horas são agora, nesse momento. Viu? Então peça para Deus te ajudar a ficar 24 horas evitando o primeiro gole, e se amanhã, nessa mesma hora você completar suas 24 horas, agradeça a Deus e peça para Ele te ajudar a ficar mais 24 horas. Dia-a-dia fica mais fácil administrar sua doença e ser feliz: você, sua família e seus amigos.
Caro José Ramatis Vargas, obrigado pela sua preocupação (em carta publicada no dia 20 de abril). Sejam humanos, cristãos e patrióticos. Encaminhe um alcoólatra até um desses grupos. Em Goioerê, temos a ARA há mais de 26 anos. Temos um programa de rádio aos domingos chamado ‘‘Mão Amiga’’, onde corajosos areanos e seus familiares dão seus testemunhos. E isso tudo graças a Deus.
- JACINTHO TIZIANI JUNIOR, presidente da Associação de Recuperação de Alcoólatras – ARA, Goioerê
Fantasia
O ‘‘bal masquée’’ caminha para sua sétima edição e ainda me divirto em sorrisos, lembrando do primeiro que prestigiei, fantasiado sabe lá Deus de quê, numa república onde, claro, deu até polícia, como se para ungir religiosamente o evento agora monstro.
Excelente oportunidade para brincarmos de cobaias dos gestores dessa cidade, ao pegarmos o ‘‘caminho-da-roça’’ em direção ao Centro de Eventos, cuja trilha demos o pomposo título de Rodovia Mábio Palhano.
Via dupla, pista simples, sem qualquer acostamento, pontes estreitas, desníveis capotantes, mato farto, ampla escuridão e centenas de munícipes descobrindo para aquelas bandas o que interessa de fato nessa vida, acreditem-me, é só uma casa com quintal.
Some-se à isso empreedimentos particulares paridos a fórceps, dejetos humanos travestidos de ‘‘flanelinhas’’ estúpidos e a semitragédia estará pronta: um congestionamento monstruoso jamais visto nestas paragens, que foi o que aconteceu no ano passado, parando a região da Aviação Velha até a rotatória da Avenida Higienópolis, em plena madrugada de lazer turístico.
Não há nada de mais em clonarmos eventos atraentes de outras terras, mas as porcarias evitáveis (como um trânsito mal gerido) deixemo-las além Tibagi. Pois, ao contrário de São Paulo, Londrina não precisa parar, mas ser conduzida em marcha compatível com sua fome desejável de crescer e prosperar, no mínimo para desgrudarmos os olhos da pista e apreciarmos essas raríssimas paisagens, elogiadas sistematicamente por todos que nos visitam: mãos à obra!
- CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ, arquiteto, Londrina
Providências
Em resposta à carta enviada pelo leitor Pedro Prosdócimo Neto e publicada na Folha no último dia 27, a Receita Estadual vem esclarecer que:
Recebeu a denúncia dos fatos a partir de e-mail enviado, na semana passada, pelo autor da missiva. Em virtude dos acontecimentos relatados, determinou a abertura de sindicância, cujo objetivo é apurar todos os fatos. Tão logo seja esclarecido o que ocorreu, será dada ciência tanto ao denunciante quanto aos leitores deste jornal.
- OMAR NASSER FILHO, assessor de Imprensa da Secretaria de Estado da Fazenda, Curitiba
Transparência
A respeito da reportagem ‘‘Cartorários querem melhorar imagem’’, publicada na Folha, no dia 30, onde o senhor Rogério Bacellar, presidente da Anoreg, entre outras considerações, refere-se a mudança na denominação dos cartórios para Serviços Notariais e/ou Serviços Registrais. Diria ao senhor presidente da Anoreg que para mudar a imagem dos cartórios não basta a simples alteração na denominação desses verdadeiros ‘‘Cartórios’’, mas antes de mais nada, uma uniformidade nos preços cobrados nos diversos procedimentos. É comum esses preços, além de serem cobrados acima da tabela divulgada pelo Judiciário, variarem até 100% ou mais de uma Comarca para outra. Exemplo disso são os Registros de Imóveis, onde uma simples cópia autenticada, da matrícula de um imóvel, já me foi cobrada R$ 5,00 em uma comarca e R$ 10,00 em outra.
Não basta uma campanha de marketing para melhorar a imagem de uma categoria profissional. É necessário, antes de mais nada, honestidade e transparência.
- JOSÉ EDMUNDO MOURA, bancário aposentado, Ribeirão do Pinhal
Indignação
Fomos para Presidente Prudente com o objetivo de assistirmos ao jogo entre São Paulo e Corinthians. O que vimos, na verdade, foi um grande circo. Na entrada do estádio, nenhum de nós foi revistado. Qualquer pessoa poderia entrar armado ou portando objetos que causariam perigo à segurança dos torcedores. Dentro do estádio, a supostamente extinta Gaviões da Fiel exibia suas enormes faixas. Essa foi a parte perigosa. Agora, começa a palhaçada.
A corja do prefeito da cidade, Agripino Lima, iniciou uma série de homenagens aos dirigentes da Federação Paulista de Futebol (FPF). Isso incluía a inauguração de um busto do ‘‘ilustríssimo’’ presidente da federação, Eduardo José Farah. O que faltou para completar a máfia foi a presença do homenageado. Vale lembrar que o estádio de Prudente leva o nome do cartola em questão.
O jogo, que nem valia muita coisa, ainda teve um triste fim para coroar a falta de organização que presenciamos. Um grupo (cerca de 40) torcedores do Corinthians, ao encontrar com um torcedor são-paulino, agrediu-o covardemente. Os poucos policiais de plantão assistiram a tudo com medo de agir. Feito baratas tontas, não sabiam se ajudavam ou esperavam que os corintianos se cansassem. E esses guardas que não estavam protegendo os torcedores também não estavam organizando o fluxo da saída dos carros do estádio.
E isso foi o que nós pudemos ver. Dá para imaginar toda a confusão que envolve um jogo do Campeonato Paulista. Da próxima vez, pensaremos duas vezes antes de viajar 200 km para presenciar uma sessão pastelão.
- LUIS FERNANDO MANZOLI, universitário, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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