Corrupção (1)
Lendo a Folha do dia 29, um misto de espanto e esperança nos desperta. Sobre a reportagem da crise política no Planalto, o espanto, que não nos causa surpresa. Será que após tanta luta vamos conseguir instalar uma CPI no governo? Ouvimos um dos ministros de governo afirmar: ‘‘A meta dessa CPI é a cabeça do presidente’’, e o secretário-geral de Presidência Aloysio Nunes dizer: ‘‘A CPI é um misto de oportunismo atingindo as raias da safadeza.’’ Ora, Aloysio, safadeza é o que acontece no Senado, safadeza é a nossa Constituição ter em sete anos 27 emendas, autoritarismo que fere os direitos de toda a Nação. A esperança que nos desperta vem da entrevista do deputado federal Rubens Bueno, que não descarta e, pelo contrário, reforça a intenção de composição do PPS com o PT para o governo do Estado e quiçá para a Presidência da República. Somente com uma esquerda mobilizada, organizada, séria, e longe das margens do radicalismo, é que podemos ter esperança de que o Brasil passe por cima de toda esta safadeza que hoje vemos instaurada em todos os níveis do Poder Público. A esperança é a última que morre.
- MIGUEL PEDRO ABUDI JÚNIOR, universitário, Campo Mourão
Corrupção (2)
Na organização social, há uma classe dominante: a dos políticos que, na maioria das vezes, não praticam política. Praticam, isso sim, a politicagem. Políticos do mundo todo não são dignos de muito respeito. São corruptos, prepotentes, demagogos, hipócritas. Raríssimos são estadistas, se pautam pela ética e merecem nosso respeito.
No Japão, quando descobertas suas maracutaias, alguns praticam o haraquiri por terem um pouco de vergonha. No mais poderosos país da Terra, os Estados Unidos, um presidente da República cometeu adultério e quando pressionado, jurou solenemente com a mão sobre a Bíblia que não praticou a falta. Usou subterfúgio para encobrir seu ato vergonhoso. É portanto, um dos maiores mentirosos da história daquele país.
Aqui no Brasil, nossa pátria, nossa casa, os desavergonhados se encontram nos Três Poderes da República: no Executivo, no Legislativo e, por incrível que pareça, no Judiciário. A mídia nos mostra diariamente ‘‘autoridades’’ corruptas. Há uma cúpula de ‘‘donos’’ de partidos – parece dinastia – que manipula candidatos a cargos eletivos, visando aos seus interesses. São egoístas, não têm patriotismo nem dignidade.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Corrupção (3)
Assim sobrevive a alta criminalidade da ‘‘Ilha da Fantasia’’. No palco iluminado, José Roberto Arruda e Regina Borges formam um lindo e pungente casal. Ungidos de ‘‘óleo de peroba’’ e munidos de ‘‘script’’ único e impecável, eles passaram no teste de arte dramática, trouxeram à ribalta o sofrimento dos filhos, choraram e comoveram os senadores, agora muito constrangidos em mandá-los para a cadeia.
- PAOLO MARANCA, pintor, São Paulo
Solidariedade
No último dia 26 pude assistir à abertura da exposição fotográfica na entrada da Prefeitura de Londrina por ocasião do lançamento, pelo Provopar, da campanha ‘‘Solidariedade que aquece’’. Penso que esta campanha, que conta com o apoio do município, deve ser uma chamada a toda a população londrinense à sensibilidade com os mais necessitados. O Provopar quer articular o voluntariado em benefício da população em situação de pobreza e, neste Ano Internacional do Voluntariado, é muito importante que todos os empresários, estudantes, enfim qualquer pessoa que sinta o desejo de fazer mais pelo nosso município, venha a contribuir efetiva e afetivamente com este projeto.
A solidariedade, bem disse a vereadora Márcia Lopes, é um valor universal, e quem não a vive não entendeu a razão da existência humana. Segundo dados do IBGE, existem em Londrina 1.681 famílias que não possuem renda e 20.803 famílias com rendimento de até 1/2 salário mínimo. Essas pessoas vivem em condições subumanas e precisando da ajuda daqueles que mais têm em suas vidas.
A solidariedade é um ato político como mostra de que nós não nos conformamos com o nível de sofrimento do povo pobre. É de conhecimento de todos as grandes dificuldades pelas quais passa o município, mas é possível fazermos mais na medida em que acreditamos neste governo que foi eleito na campanha do ‘‘bem’’.
É uma questão de decisão: todos devemos somar as forças para o voluntariado. Parabéns ao prefeito Nedson Micheleti pela execução das políticas públicas que não são substituídas em nenhuma hipótese pelo voluntariado; Aldenir, presidente do Provopar, que tão bem expôs o compromisso da campanha, dirigida não somente a entrega dos cobertores, mas sim ao conhecimento da situação e um compromisso contínuo com a finalidade de elevar a dignidade dessas pessoas; e a todos que vão colaborar com esta iniciativa. Vamos colaborar e conhecer a exposição fotográfica, mas também a realidade que está tão próxima de nós.
- CÉSAR BRAGA DE PAULA, pároco do Jardim Interlagos, Londrina
Basquete
A semana que passou começou envolta em uma grande expectativa, pois na sexta-feira teríamos um grande jogo de basquete em Londrina: Apuel/Londrina x Flamengo. Dois motivos justificavam a grande importância dada a esse evento: primeiro porque os dois clubes lutam pela mesma vaga nos playoffs finais do Campeonato Brasileiro e o segundo motivo é que o Flamengo tem em suas fileiras o nosso ‘‘inimigo número 1’’ no basquete, o grande (em tamanho e qualidade) Oscar, que tantas alegrias já deu ao povo brasileiro.
Mas o Oscar, usando de sua influência, chega a alterar o rumo dos jogos em que participa. Exemplo disso é o resultado do playoff de dois anos atrás, quando o Londrina foi desclassifcado no Rio de Janeiro e justamente contra o Flamengo, pela ascensão que este atleta tem sobre os árbitros. E foi aí que começou toda essa aversão londrinense pelo Oscar. Mas no jogo da sexta-feira, a coisa estrapolou. Teve briga entre jogadores, torcida, dirigentes e até um policial disse que sofreu agressão. Enfim, toda a ira foi detonada e o Moringão parecia uma praça de guerra, até com cenas típicas de filmes de comédia ‘‘pastelão’’, ao vivo e em cores para todo o Brasil.
Agora acabou. Acabou o jogo. O Flamengo foi embora. O Oscar, para nos irritar, fez cestas de 3 pontos e foi o cestinha do jogo com quase 40 pontos. Mas, raciocinando melhor, de que valeu o Oscar fazer tudo isso, se a soma dos pontinhos dos nossos ‘‘formiguinhas pés-vermelhos’’, fez com que o nosso humilde time ganhasse o jogo? Deixem o Oscar pra lá!
- WALTER ABOU MURAD, biomédico, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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