O LEITOR ESCREVE
Fascistas
Foi essa a desqualificação que o presidente Fernando Henrique Cardoso deu aos jovens que se manifestaram, em Quebec (Canadá), contra o Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca). Não houve como conter a fúria de 20 mil manifestantes (por enquanto). Os policiais com armamento de primeiro mundo e o muro construído para dar segurança às autoridades não foram suficientes para aplacar a ira da turba fascista.
Para um sociólogo (ou ex) a crítica parece um tanto grosseira e superficial. Ou foi feita para agradar os homens da cúpula, especialmente o Bush? Aliás, o presidente não tem feito outra coisa senão agradar a cúpula e governar para a cúpula. Por que sua Excelência não vai à padaria, à farmácia e ao mercado para tomar conhecimento dos preços dos medicamentos, alimentos, produtos de limpeza e outras coisinhas corriqueiras que usamos no dia a dia?
Como é o povo brasileiro quem paga as contas do caviar, da água, luz e telefone dos palácios do governo, certamente Sua Excelência não imagina o quão cara e difícil está a vida. Sua Excelência e seus comparsas afirmaram muitas vezes que a concorrência baixaria o custo de vida, as tarifas, e melhoraria a qualidade dos serviços. Mentiram para o povo, pois os preços não param de subir e a qualidade dos serviços está de mal a pior.
A tática de mentir e repetir mil vezes, se não me engano era do Goebels, encarregado da propaganda oficial do 3º Reich. Portanto, quem são os fascistas ou nazistas: os jovens que se manifestavam em Quebec ou os representantes dos países da América?
Muitos fascistas estão sendo formados para perturbar a paz das autoridades que pouca importância dão à exclusão social. Nos últimos 30 dias, inúmeras multinacionais anunciaram a demissão de milhares de pessoas. O que quer dizer que nas próximas reuniões das cúpulas, onde quer que venham a ser feitas, há tendência de crescimento do número de fascistas. O ventre que gerou o monstro continua vivo.
- UESLEI TEODORO, professor, Maringá
Drogas
Durante a Quaresma muito se falou sobre drogas. Porém, passada a Páscoa, corre-se o risco de voltarmos à mesmice antiga em se tratando desse sério problema que ataca a sociedade, desconcerta jovens e destrói vidas. Para não ficar conivente com a mesmice, aproveitamos esse espaço para fazer algumas considerações para uma reflexão.
Drogas são todas as substâncias capazes de alterar um estado físico ou emocional de um organismo. Cientificamente falando, todas as drogas foram descobertas ou desenvolvidas visando algum bem ao ser humano. Mas, para que surtam benefício precisam ser usadas com critério.
Falar sobre drogas é muito difícil, devido a tantos preconceitos. Quase sempre a família se constrange quando detecta em seu meio alguém envolvido com drogas, ou tenta ignorar ou, envergonhada, não busca a melhor solução. Quase sempre o dependente é tratado como marginal e não como um doente que precisa de tratamento especializado.
É alarmante o aumento do consumo de drogas lícitas e ilícitas entre os adolescentes, com o agravante de que está baixando cada vez mais a idade de ingresso de jovens no mundo das drogas. Segundo pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informação Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid, 1997), preocupa-se muito com as drogas consideradas pesadas, não dando importância devida às drogas lícitas, tais como álcool e tabaco que se adquire em qualquer esquina. Ainda segundo o Cebrid, 51,2% da população pesquisada usou álcool, 11% experimentou o fumo, 7,8% utilizou solvente. Portanto, o álcol, o grande vilão, é porta de entrada para outros vícios.
Pais e educadores precisam buscar sentido para a vida, praticar o diálogo e a união, estabelecer regras e limites claros e coerentes a, acima de tudo, viver dominados pelo amor legado por Deus aos homens.
- LUIZ GONZAGA DE MELO, professor, Ibaiti
Realidade
Quando abro os jornais e todos os dias vejo coisas absurdas que estão acontecendo neste nosso País, penso que talvez a humanidade devesse elevar o seu olhar para o alto, para quem sabe enxergar alguma coisa que está perdida. Que mundo estamos vivendo, com tanta corrupção, safadeza, violência, cassações, fraudes? O jeito é rezar.
- MARIZA MANESCO CARDOSO, professora, Toledo, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Guerras
Davi confiou no Senhor quando precisou defender o seu povo, quando o Deus de Israel, desafiado pelo gigante Golias. Aquela guerra parecia pessoal, mas na verdade era uma afronta contra Deus. Quando você passa por lutas e sofrimentos nessa vida, Deus para que seu nome seja glorificado e que a sua palavra seja cumprida, te torna vencedor, assim como fez Davi. Deus inflamou a alma de Davi e lhe encorajou os braços, ao ponto dele declarar que do Senhor é a guerra. Toda guerra é do Senhor, sempre que Seu nome e glória precisam ser defendidos, e o seu reino estendido. Não somos francos atiradores como guerreiros sem comando. Assim sendo, o necessitado combate com o poder de Deus. O apóstolo Paulo nos disse que devíamos combater o bom combate, porque Deus sempre nos conduz em vitória.
Satanás, com seu poder e estratégias, não pode vencer aquele que o venceu na cruz do calvário. Nossa mente é o campo de batalha e na maioria das vezes, ela é o nosso maior inimigo. Aprendemos dessa forma que, quem depende inteiramente de Deus e confia nEle, vence as guerras, nunca as perde. Davi confiava no Senhor de maneira absoluta e incondicional. Para refletir: tens confiado em Deus com a mesma intensidade do salmista? Tens confiado a ponto de o deixar resolver os seus problemas?
- FRANCISCO ANTUNES FILHO, reverendo, Londrina
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