Arruda e Beira-Mar
Nesta última semana, dois personagens tomaram conta dos noticiários de nosso País. De um lado Fernandinho Beira-Mar, um dos maiores contrabandistas do mundo, e de outro, o senador Arruda, líder da bancada do governo na Câmara. Dois personagens que retratam bem a atual situação em que se encontra o nosso Brasil.
Será que a mentira e a corrupção praticadas por Arruda têm relação com o contrabando praticado por Beira-Mar, ou será mero acontecimento ocasional? Como diziam os filósofos, não existe efeito sem causa, e talvez não seria a corrupção que envolve a política da qual Arruda faz parte, a grande causa de existirem seres humanos como Beira-Mar? Será que o traficante quando criança recebeu o suporte suficiente para ser uma pessoa educada, e trabalhar honestamente?
Chegamos sempre à conclusão que alguns de nossos políticos, que deveriam ser os salvadores da pátria, são simplesmente os idealizadores da formação de pessoas que se perdem durante o decorrer da vida, pois uma criança que não tem escola não tem suporte, ou um adulto que não tem emprego poderá seguir o caminho da marginalidade.
Por esta razão é que devemos olhar as consequências para depois julgar o caso de Beira-Mar, Com certeza, ele e muitos outros traficantes são somente frutos de um meio administrativo corrupto e ineficiente que o País atravessa. Enquanto elegermos mais Arrudas, sempre teremos em nosso meio mais Fernandinhos Beira-Mar.
- FRANCISCO ANTONIO BONI, universitário, Santa Cruz do Monte Castelo
Fiscalização
No dia último 10, saí de Curitiba com destino ao Rio para competir representando o Paraná no Campeonato Brasileiro da Classe Soling. Ao passar em frente ao posto de fiscalização, um fiscal me mandou parar, perguntando-me se eu não havia visto a placa que obriga os veículos transportadores de carga a passar por dentro do posto. Respondi que não havia visto, mas que de qualquer maneira não entenderia que se tratava do meu caso, pois estava rebocando um barco num reboque, ambos de minha propriedade, conforme comprovei logo.
O fiscal pediu que retornasse com o veículo e o reboque para o pátio para lavrar o auto de infração. Voltei a explicar, agora acompanhado por outro fiscal e assistido pelo chefe dos mesmos, que não entendia o que estava acontecendo, que não se tratava de uma operação comercial, nem mesmo uma operação de frete como eles caracterizaram,
O fiscal me pediu a nota fiscal do barco, ao que respondi ser impossível, pois como ele poderia ver nos documentos da Capitania dos Portos o barco tinha mais de uma década de existência, e devo ser o terceiro ou quarto proprietário.
Infelizmente, como eu deveria chegar ao Rio até a noite, achei melhor pagar R$ 58,49, sendo R$ 24,00 de imposto e mais R$ 34,49 de multa. Recebi o auto de infração 01 6259234-6, efetuado pelos fiscais Lino Procópio, Julio Yoshitsugu e Paulo César Portella, autenticado com o valor de R$ 58,49, que paguei com R$ 59,00 e não me foi dado o troco, pois de acordo com o fiscal, não havia trocado disponível no momento.
Acredito que o absurdo relatado dispensa maiores comentários, mas vale de alerta para quem viaja por nossas estradas rebocando barcos. Se a moda pega, os surfistas que se cuidem, pois em breve vão ter que recolher o imposto sobre o frete das próprias pranchas que carregam.
- PEDRO PROSDOCIMO NETO, Curitiba
Esclarecimento
A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) refuta, de forma cabal, insinuações e afirmações feitas pelo secretário de Serviços Públicos do município de Arapongas, Mauro Rodrigues Mello, em reportagem publicada na Folha na edição do dia 18, assinada pela repórter Érika Pelegrino.
A Abrelpe é uma entidade de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que congrega empresas técnicas e juridicamente habilitadas para a execução de serviços de limpeza urbana e destinação final de resíduos sólidos em qualquer de suas modalidades. Sua missão é representar os interesses das empresas associadas, promovendo o desenvolvimento técnico e operacional sustentável do setor, dentro dos princípios de preservação do meio ambiente. Em hipótese alguma a Abrelpe interferiu, não interfere e jamais vai interferir nas regiões geográficas em que atuam suas associadas e tampouco nos preços por elas praticados.
Durante seus 25 anos de existência, a Abrelpe tem ajudado a estabelecer padrões para a execução dos trabalhos, além de promover palestras, seminários e cursos de atualização para profissionais do setor, ao mesmo tempo que mantém estreito relacionamento com outras associações técnicas e empresariais, órgãos governamentais, universidades e centros de pesquisa.
A entidade é também a representante brasileira da International Solid Waste Association (ISWA), um dos mais importantes grupos ligados ao setor de resíduos sólidos e meio ambiente do mundo. A Abrelpe já está estudando medidas legais contra as declarações caluniosas formuladas pelo sr. Mello.
- TITO BIANCHINI, presidente da Abrelpe, São Paulo
Miséria
Cumprimentando o jornalista Valmir Denardin pela excelente reportagem ‘‘Miséria sobrevive em município rico’’, publicada na Folha no dia 22, quero manifestar nessa oportunidade, o desejo de modificar o estado presente da população, com medidas previstas no meu plano de governo e a serem implantadas durante os quatro anos da minha gestão. Quero expressar que esse estado da população periférica da cidade se deve, na sua maior parte, à migração indiscriminada de pessoas oriundas do interior, que buscavam a oportunidade de trabalho, não encontrada em função da falta de qualificação profissional.
Acredito que, em breve, poderemos apresentar um novo quadro que possa reverter essa situação injusta. A impossibilidade de não tê-lo atendido na oportunidade, deveu-se a compromisso imprevisto surgido, da maior relevância para a administração.
- ALBANOR JOSÉ FERREIRA GOMES, prefeito de Araucária
Feira livre
Fico lisonjeada com a reportagem publicada na Folha no dia 24, assinada por Maranúbia Barbosa. Concordo que a feira livre há décadas, sendo feriado ou não, faça chuva ou sol, está presente no dia-a-dia, já fazendo parte do roteiro de Londrina. Este mercado informal que não possui noção e nem cursos de ‘‘qualidade em atendimento’’ consegue há anos atrair curiosos e também manter fregueses que toda semana vão à feira e procuram, até mesmo, comprar nas mesmas barracas, devido ao costume e a amizade já adquirida ao longo dos anos. Esses feirantes compensam o dia chuvoso ou a exagerada sobra de mercadoria com suas risadas espontâneas e palavras engraçadas, que cruzam a rua chegando em outras bancas e alegrando quem passeia ou faz compras na feira. Nasci e cresci na feira, e com muito esforço, meus pais, chegando em casa do trabalho molhados ou não, alimentaram com muito gosto e cobrança a minha formação, para que eu não siga o mesmo caminho que eles ainda percorrem.
- LARISSA MARUITI, universitária, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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