Hospital
É com satisfação que recebemos a notícia sobre as obras de ampliação do Hospital Universitário de Londrina. Finalmente um projeto há anos reivindicado junto ao Governo Estadual vem agora se concretizar, para a tranquilidade e conforto de toda uma população carente que necessita do HU.
Todavia, ainda não podemos aplaudir o Governo do Estado. Muito pelo contrário! Continua o nosso protesto a este governo, principalmente quando vemos qual foi a sua participação neste feito: somente R$ 1 milhão de reais. O restante, cerca de R$ 5 milhões, estão vindo de recursos próprios do HU, viabilizados a partir de uma poupança de seis anos, conforme matéria divulgada pela Folha, no dia 19.
Mas não acho justo a forma como os recursos estão sendo viabilizados. Para mim, está bem claro que, com a total omissão do governo, a universidade passa a apelar para a sua ‘‘autodegradação’’ a fim de angariar recursos os quais o governo não envia desde 1996.
O problema é que esta ‘‘autodegradação’’ ocorre sempre sob o discurso e a prática da chamada ‘‘contenção de despesas’’, as quais na grande maioria das vezes recai dolorosa e unicamente nas costas dos funcionários da UEL/HU. Recentemente, os funcionários tiveram cortados a remuneração pelas horas extras trabalhadas, os adicionais de plantões, as verbas de uniformes, e inúmeros outros direitos trabalhistas. A creche que deveria atender dezenas de mães do HU foi concluída há mais de dois anos e até a presente data não está funcionando, sob a alegação de que não há dinheiro para contratação de pessoal.
Enfim, este é o cruel contraponto que se observa diante da realização deste projeto tão esperado. Não posso ficar totalmente feliz com a notícia dessa obra, sabendo que, para sua construção, foi necessário o sacrifício dos nossos companheiros trabalhadores do HU e da UEL. Pode até parecer corporativismo, mas não abro mão da tese de que toda vez que isentamos o governo de obras que deveriam ser de sua absoluta responsabilidade, cada vez mais estaremos fazendo o jogo do próprio governo.
- ITAMAR NASCIMENTO, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina
Terra em risco
O aquecimento inusitado do planeta Terra, com cerca de um grau centígrado, já começou a trazer consequências. A primeira, o degelo das calotas polares, o Ártico e o Antártico; a influência ecológica no microcosmo, alterando a multiplicação de fungos e para a espécie humana, o reaparecimento de doenças até então quase erradicadas.
As explicações caem no terreno científico e fáceis de serem compreendidas. Podem ser avaliados grosseiramente pelo que vem acontecendo com respeito à multiplicação de bactérias e de vírus até então controlados. Causa espécie, mas sem explicação, que nações que imaginavam ter controlado suas doenças e epizootias, como a Inglaterra, França, Canadá, Alemanha e Itália, tenham que eliminar seus rebanhos suspeitos de vaca louca ou aftosa.
Nosso país, hoje, na esteira global do progresso, deve através de nossos governos, em todas as esferas, federal, estadual, municipal, paroquiana ou de pequenos povoados, criar a consciência da necessidade de reflorestamento onde e quando for possível.
Em primeiro lugar, as matas ciliares, que não fiquem só nos esforços heróicos da Copati ou de outras ONGs inteligentes. Um reflorestamento se efetiva em sete anos, e já pode dar retorno como o eucalipto ou o pínus ou nossas outras essências florestais como a araucária, o cedro-rosa, a peroba, a grevílea, etc. Não posso imaginar como nossas autoridades não enfatizam essa necessidade.
É preciso e necessário que nossos órgãos técnicos, e temos vários, Embrapa, Emater, Iapar, faculdades de agronomia e de veterinária, institutos de açúcar e álcool, saiam a campo para essa campanha de reflorestamento já.
- JOÃO DIAS AYRES, médico, Londrina
Discriminação
Comemorou-se no dia 19 mais um dia do Índio, um dia onde os índios são lembrados nas escolas, pintam as criancinhas, exigem-se trabalhos a respeito, etc. Mas e os outros dias, e as outras classes que também são discriminadas? Mas o que é discriminação? Segundo o dicionário Aurélio, discriminação é separação; apartação, segregação. Será que somos obrigados a acreditar que não há separações na nossa sociedade, discriminação de raça, religião, cultura, poder aquisitivo, aparência física?
Estou terminando o curso de administração numa faculdade estadual discriminada. Diga-se de passagem, ingressei numa faculdade de direito particular, onde pensei que a discriminação seria menor, onde os professores por estudarem leis e direitos, ensinariam-me que discriminação é crime, é algo errado e muito feio.
Engano meu, entra em sala uma professora bem vestida, com vocabulário amplo e conceitos duros a respeito dos alunos, que estes não sabem nada, não opinam, e quando opinam, são humilhados, não tendo que formar conceitos e sim recebê-los prontos, e aceitá-los. Será que deve ser assim ou isto é também um tipo de discriminação?
Os governantes estão promovendo o dia da família na escola, que será dia 24 deste mês. Não seria bom observarmos se todas as famílias serão recepcionadas igualmente? Chego em casa de madrugada e assisto ao noticiário: prenderam um dos participantes do caso Sudam. Acordo e assisto novamente ao noticiário: participante do caso Sudam não passa 24 horas na cadeia. Por que será?
O certo é que no dia 19 de abril, além de comemorar o dia do Índio, não podemos esquecer de rezar por Santo Expedito, protetor das causas impossíveis.
- CASSEMIRO DE MEIRA GARCIA, universitário, Santa Cruz de Monte Castelo
Democracia
Com os FHC’s, ACM’s, Jaderes, Arrudas, Inocêncios, etc., etc., no comando, creio que vivemos numa ‘‘demoniocracia’’.
- OSNI DE OLIVEIRA, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Cidadania
Parabéns à Folha pela ‘‘Folha Cidadania’’. Iniciativas como essa mostram que a Folha é um jornal de vanguarda, o melhor jornal do Paraná.
- GERALDO CARVALHO, diretor do Colégio Estadual Pio XII, Maripá
Fritada
Em nome da equipe da Fritada e do Clickrir agradeço a reportagem publicada na Folha, no dia 13. O espaço no qual foi colocada a matéria e os elogios dedicados ao nosso trabalho são motivos de alegria e grande incentivo para toda a equipe! O apoio de vocês é muito importante para que projetos como o nosso cheguem ao conhecimento de todo Paraná e Estados vizinhos. No dia da publicação da reportagem recebemos vários e-mails elogiando o nosso site graças à divulgação da Folha. Além disso, estabelecemos novo recorde de acessos alcançando o número de 143 visitantes no dia 13.
- IBELMAR PARELLADA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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