Seguro sobre veículo
Certa vez ouvi pela televisão comentário de banqueiro que criticava a fórmula do seguro de acidente de trabalho que, por ser estatal, não fazia distinção entre uma e outra empresa que mantivesse melhor proteção na prevenção de acidentes. Transporto o mesmo raciocínio para o seguro de veículos automotores, especialmente carros de passeio. Tenho meu carro ‘manso de garagem’, fica quase direto na garagem do meu prédio que, por sua vez, tem seguro, também. Saio raramente a passeio e com muito cuidado, pois minha vida não tem seguro que pague. Viajo mais de ônibus ou avião, enquanto o carro permanece na garagem. Contudo, se eu for fazer o seguro a taxa é a mesma daquele que diariamente está em viagemm pelas ruas e estradas brasileiras, neste nosso trânsito caótico e maluco.
As companhias de seguro deveriam pensar numa taxa diferenciada para estes casos de menor risco. Além do que, e apesar do carro ter sete ou oito anos de uso, está com baixa quilometragem e conservação impecável. Logo, não é de interesse do seu proprietário que o deixe roubar tão facilmente, pois sua reposição é quase impossível pelo mesmo dinheiro que o seguro lhes pagaria no caso de perda total deste bem, por furto ou outra coisa. É uma fatia de mercado que, se mais acessível, seria disputada, pois muitos são os proprietários, aposentados inclusive, que disporiam manter seguro de seus veículos, se os preços não fossem tão elevados.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
Extorsão
Você vai ao cinema, tem que pagar para o ‘‘flanelinha’’ não riscar o carro, vai à Boate, a mesma situação. No jogo do Londrina contra o Corinthians, os tais guardadores de carros estavam cobrando R$ 5 para estacionar em via pública. Ora, isso é extorsão! O curioso é que, a polícia sabe de tudo isso e não faz nada. Lembro-me que o problema era igual em Rolândia, principalmente na Oktoberfest. A PM de lá, ao contrário da de Londrina, passou a prender os flanelinhas por constrangimento ilegal, extorsão e vadiagem. Tudo dentro da lei. Lá, pelo menos, o problema deixou de existir. E aqui, quando é que vamos ter sossêgo?
- ANDREI DE SOUZA ALVES, Londrina
Ossos profanados
Mundo cretino, direita safada e argentária. Morto, inerme, sem que venha representar risco algum, reduzido a ossos, Che Guevara agora representa lucro, venda de livros, filmes, fotos e camisetas. Até seus restos mortais podem ser explorados como curiosidade. Mundo cruel, cínico. ‘Che’ queria mudar o mundo, reduzir as injustiças, ampliar a legião dos que amam o próximo, ampliar a ternura, ainda que, amiúde, tenha feito concessão à morte à bala nas selvas da Bolívia.
A direita, mundo afora, sem pudor algum, esquecida dos objetivos de Sierra Maestra, dos anseios de Moncada, chora ante a ossada desse argentino pelo nascimento, mas cubano pela paixão e latino-americano por amor. Quanta hipocrisia. ‘Che’ não lia pela carteira dos liberais nem dos neoliberais em que o mundo se afoga e, cuide-se, acabará em grande amargura. Derrubado o ideal de Che Guevara, destruída a ilusão de os oprimidos se livrarem da escravidão, rasgada a cartilha marxista-leninista, cremada a bíblia trotskista e de Rosa de Luxemburgo, o mundo vê perplexo a chegada de ‘Che’ a Cuba, como se fosse um herói aceito por Washington e Londres, por Roma e Pequim. Morto, sem armas e sem soldados, não há nenhum risco em celebrar-lhe os ideais, os feitos hipotéticos, o sonho de liberdade. A ordem é ganhar dinheiro com sua ossada, seus ditos. Guevara não mais amedronta, não causa insônia ao Tio Sam. Sábia direita: ganha dinheiro até com o cadáver, mesmo que seja de um mito.
A direita deveria deixar o Che em paz. Desenterrem seus ídolos, exumem seus crápulas. Che Guevara foi um santo de arma em punho. Não duvido que os neoliberais do mundo exibam, logo, logo, a foto dele em seus escritórios. Nada como a vulgarização e a banalização do que foi sagrado para as esquerdas. Oxalá o Arnaldo Jabor reflita sobre a ossada de Che. Quem ficará com as costelas? A quem caberá o fêmur? Cada país, certamente, desejará a glória de
explorar um pedaço do corpo. Um dia a boina de Che será leiloada nos Estados Unidos, que certamente levará para Nova York o corpo embalsamado de Vladimir Illich Ulianova, o Lênin. O mundo sempre foi assim: cretino.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Parabéns
Quero cumprimentá-los pela penetração e influência de seu jornal em toda a vasta região a que serve.
Minha coluna - Do You Speak English? - é publicada diariamente por 42 jornais de 42 cidades de todo o país, desde Bagé, no Rio Grande do Sul, até Macapá, no Amapá. Em termos absolutos e em termos proporcionais à tiragem, recebo mais telefonemas, cartas e fax de leitores de seu jornal do que de qualquer outro, mesmo considerando-se que um deles tem uma tiragem três vezes maior do que o seu.
Esta constatação se reveste de maior significado ainda pelo fato de que meu jornalzinho semanal para professores de inglês, que há dois anos tem mais de dois mil assinantes em todo o país e que serviu de trampolim para o recente lançamento da coluna, sempre teve uma participação percentual inexpressiva de assinantes do Paraná dentro do contexto nacional.
Parabéns e, como se diz em inglês, keep up the good work.
- JOSÉ RICARDO, Balneário Camboriú, SC.
ERRATA
Ao contrário do que foi publicado ontem, na matéria sobre os Museus de Londrina, na Folha2, a mão-de-obra para colocação das grades do Museu de Arte foi cedida pela Secretaria de Obras da Prefeitura e não pela Acil.

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