Dia do Índio
Repete-se a correria para a comemoração, hoje, do Dia do Índio. É procurar alguns índios de verdade, fazer uma exposição, mostrar danças típicas, artefatos e debater o futuro desses povos. Coisa de homem branco. Já que não dá para escapar desse ‘‘oba-oba’’, por que não aproveitar a oportunidade para marcar um, dois, três anos de descobertas sobre os índios e o que resta da cultura deles? Um trabalho consistente e gradual que pode mudar um pouco a maneira do homem branco ver o índio. Quem sabe a criançada e até os adultos não indígenas aprendam a falar a linguagem dos índios, entender a convivência com a natureza, o sagrado das coisas. Que essa utopia ainda seja possível. Viva o Dia do Índio!
- DANIEL STEIDLE, Rolândia
Educação
Municipalizar ou terceirizar o serviço de limpeza pública da nossa cidade é uma questão preocupante e que deve ser discutida junto à população.
Mas, mais importante é ter consciência de que parte dessa questão cabe a cada cidadão. Empresas, hospitais, residências, escolas entre outras instituições que compõem nossa sociedade devem agir de maneira a contribuir para que soluções possam se tornar viáveis.
Por isso, repensemos todos sobre nosso cotidiano e sobre as maneiras as quais podemos ajudar, caso contrário, nossa cidade pode não ser mais alvo de discussões a respeito da terceirização ou municipalização da limpeza pública, mas sim da educação que um dia recebemos.
- ANA CRISTINA PEREIRA, universitária, Londrina
Justiça e idosos
A Lei nº 10.173 de 9 de janeiro de 2001, que introduziu os artigos 1.211-b e 1.211-c do Código de Processo Civil, veio ao encontro das aspirações de muitas pessoas da terceira idade, principalmente daquelas que possuem demanda no Judiciário, já que essa lei veio para dar preferência para a tramitação de processos judiciais das pessoas com 65 anos ou mais.
A lei leva em consideração somente o aspecto da idade da parte, deixando de lado a mais importante circunstância para sua aplicação, qual seja o padrão de vida do postulante. Esses dois aspectos conjugados, mostrariam sim que a norma veio ao encontro dos interesses da sociedade.
O juiz, ao aplicar a lei, via de regra levará em consideração o seu aspecto objetivo, ou seja, a idade do postulante, dando preferência muitas vezes a uma pessoa, muito embora de idade avançada, com um ótimo padrão de vida, em detrimento daquele jovem pobre na acepção jurídica do termo e que postula na Justiça para ver o seu direito recomposto.
O ideal de justiça é que ela seja boa e célere. Mas está demonstrado que infelizmente a estrutura que a nós operadores do direito é oferecida, é arcaica, faltam juízes e equipamentos, e isso faz com que milhares de processos fiquem por dezenas de anos estagnados nas mofadas prateleiras forenses.
O legislador, ao aprovar a lei, reconhece implicitamente a lentidão do nosso sistema judiciário, não por culpa de nossos juízes, até porque a maioria de nossos magistrados é de profissionais de altíssimo gabarito, são pessoas excepcionais, que abrem muitas vezes mão de seu próprio lazer e do convívio com a sua família em prol de seu trabalho.
O nosso País tem que repensar o sistema judiciário. Não se pode admitir que apenas um juiz em cada vara julgue 500 ou mais processos por ano e além disso despache diariamente em dezenas de processos e ainda abra espaço em sua agenda para as audiências.
Não somos contra aos objetivos da Lei 10.173, quando esta dá ao idoso a preferência para análise de seu processo. Somos contra o sistema que é obsoleto e arcaico, quando o legislador em vez de elaborar um lei para proteger uma classe, deveria sim é elaborar um projeto para modernizar o judiciário, principalmente para aumentar o número de juízes, tendo no mínimo dois juízes para cada vara, para que o sistema pudesse responder com mais celeridade aos anseios de toda a sociedade, que paga e paga muito alto para ter justiça.
- ANTONIO FIDELIS, advogado, Londrina
Mãos limpas
Os últimos acontecimentos na esfera pública têm contrariado a maneira de pensar e sentir o ‘‘orgulho’’ de ser paranaense. Quando alguém de outra localidade do País apelidava os paranaenses de ‘‘pés-vermelhos’’, a resposta imediata era ‘‘pés-vermelhos sim, mãos limpas sempre’’. Uma alfinetada certeira, de fundo moral, que certamente calava os autores das chacotas. Infelizmente não se pode dizer que nossas mãos estejam limpas em relação à moral e à ética no gerenciamento das nossas coisas públicas.
A participação no gerenciamento público pela sociedade passa a ser uma experiência nova e no mínimo impressionante. Nova, no sentido de que, dos 500 anos de história, quem sempre mandou e gerenciou a sociedade foram as estruturas vinculadas ao alto poder econômico. Impressionante, porque muitas faziam parte dos bastidores, agora estão diante dos olhos de todos. A cada dia, novos fatos revelam que nem sempre as mãos de alguns responsáveis pela ordem pública estiveram tão limpas como aparentavam.
Enquanto para alguns pode parecer novidade, pelo motivo de cegamente permitirem que tais gerenciadores se perpetuassem no poder, muitos foram apenas ‘‘vozes no deserto’’. Pois mesmo que ninguém estivesse disposto a escutar, não se intimidaram e falaram. Alguns calaram pelo cansaço, outros foram silenciados pela força, pela coerção ou acabaram coniventes com a situação resguardados talvez por alguma benesse.
A sociedade consciente precisa dar maior apoio aos que se dedicam ao resgate da moral e da ética e do orgulho de ser paranaense, do orgulho de ser brasileiro antes de tudo. Que a omissão não seja a nódoa de nossas mãos e possamos dizer sempre: mãos limpas sim.
- ANTÔNIO ALVES DE ARRUDA, professor, Londrina
Responsabilidade fiscal
Tivemos o privilégio de ‘‘conhecer’’ a mentora, a principal responsável pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a economista Selene Peres Nunes, que concedeu entrevista à Folha no dia 8. Graças à competente cidadã, o Brasil está tomando novo rumo à racionalidade nos serviços públicos. Rumo ao que nos diz a mensagem escrita na bandeira brasileira: ‘‘Ordem e progresso’’.
A economista Selene e a deputada Rita Camata são exemplos a serem seguidos pelas ‘‘cabeças pensantes’’ do Brasil. A mídia nos mostra homens públicos, políticos medíocres perdendo tempo com bobagens. O Brasil carece de pessoas autênticas que inovem, criem soluções para os múltiplos problemas de ordem econômica, política, social etc. Precisamos agilizar, nos desfazer de velhos costumes, velhas normas, tabus, que atravancam a evolução.
Parabéns às pessoas criativas que contribuem para sanar problemas sociais. Como no mundo, no Brasil há muitos políticos, raros são estadistas.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Coluna
Acho a coluna de Luiz Cláudio Oliveira, na Folha Esporte (que estreou na última quinta-feira), um máximo. Tomara que venham muitas outras melhores ainda. Sou seu fã nº 1.
- EDUARDO CALLIARI SCHACHT, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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