Exposição
A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina é sem dúvida um evento que mexe com a vida de muita gente. Um exemplo são as cerca de 3 mil pessoas que conseguem emprego durante a feira. Outro, são as que aumentam a renda através da economia informal, como os vizinhos do Parque Governador Ney Braga, que improvisam estacionamentos, vendem produtos nas redondezas, as lavadeiras e uma série de serviços paralelos, gerados a partir do evento.
Há muito tempo a Exposição é importante para a cidade: lá se vão 41 anos de história, quando sequer existiam residências próximas ao Parque Governador Ney Braga. A Sociedade Rural do Paraná se orgulha de ter contribuído para o desenvolvimento desta região da cidade.
Com relação à carta do leitor Wellington Amaral Sampaio, publicada no último domingo, agradecemos as palavras de elogio, incentivo e reconhecimento à importância da Exposição. Aproveitamos para informar que o ingresso foi mantido no mesmo valor durante quatro anos e que após este período tornou-se impossível deixar de corrigi-lo para fazer frentre aos aumentos registrados em todos os nossos custos. Lembramos que nosso público é exigente, quer o parque limpo, seguro, quer atrações de primeira linha. E todos sabem o quanto os preços de produtos e serviços aumentaram nesses últimos quatro anos.
Já a carta de Edson Luiz Teodoro (publicado nesta página no dia 13) contém alguns equívocos. Um dos fatores que atraem o público para a Exposição são os artistas nacionais, que vendem milhões de discos, tocam em todas as rádios e estão sempre na mídia. O único motivo pelo qual há shows regionais na grade, é o de dar a estes artistas a oportunidade de se apresentarem a milhares de pessoas.
É bom esclarecer que são os próprios artistas regionais que procuram a Sociedade Rural do Paraná pedindo esta oportunidade. E todos os anos há uma lista de espera que infelizmente não conseguimos atender.
Nossa torcida é a de que em breve os artistas regionais que hoje nos pedem apenas uma oportunidade, possam retornar ao palco da Exposição como artistas consagrados e com um cachê à altura de seu sucesso.
- FRANCISCO LUIZ PRANDO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
Biblioteca
Sou professora, usuária e admiradora do trabalho realizado pelas pessoas que trabalham na Biblioteca Central (BC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Considero injustas muitas das afirmações do professor Frederico Augusto Garcia Fernandes, no artigo publicado ontem (página 3) sobre o novo regulamento da biblioteca, pois ela atende milhares de usuários com um acervo reduzido.
Tenho certeza que razões técnicas pautaram as discussões realizadas pela comissão de representantes dos docentes e alunos. A democracia não significa que cada indivíduo tenha que ser ouvido para que decisões sejam tomadas, mas que todos nós temos representantes que participam e aprovam as decisões. Se mesmo assim, qualquer usuário quiser saber exatamente por que estas decisões foram tomadas, pode questionar o representante de seu centro junto à BC.
Dia 2 de janeiro, quando renovei minha carteira de empréstimos fui informada que o novo regulamento entraria em vigor dia 30 de março e embora lamente a redução do prazo de empréstimo entendo as razões de tal atitude. A multa, muito pequena, não será aplicada se o usuário cumprir o regulamento. Talvez uma campanha de doações para dobrar o acervo da UEL seja a solução do problema.
Não me digam que é obrigação e responsabilidade do Estado o acervo da BC, pois também me sinto responsável por melhorias de uma instituição de ensino que tanto tem contribuído para o desenvolvimento de Londrina e região. Não me digam que uma parcela considerável de pais de estudantes, alunos e ex-alunos da UEL não possa e não tenha interesse em melhorar o acervo da BC/UEL.
Considero muito dramática a afirmação sobre livros ‘‘nos porões da Biblioteca’’, segundo o professor Frederico, o que na realidade não existe.
- ADELAIDE BELEIA, professora, LondrinaSolidariedade
Os internos da Penitenciária Municipal de Londrina (PML) sacrificam, uma segunda-feira por mês, o seu almoço e doam os alimentos que consumiriam às instituições e creches carentes.
Uma iniciativa que nossa sociedade, aparentemente espiritualizada, porém bastante materialista, precisa tomar conhecimento. O auxílio aos mais necessitados independe de posses financeiras.
Depende tão-somente da boa vontade e do espírito de solidariedade mostrando que mesmo com mãos atadas podemos todos sentir em nossos corações o amor de Jesus quando nos diz: ‘‘Fora da caridade não há salvação’’, colocando essa teoria, essa sugestão do Evangelho em nossas vidas, na vontade de praticar o bem pelo bem, sem fazermos disso uma terapia ocupacional ou uma tentativa de negociarmos com Deus.
O exemplo de desprendimento dos internos da Penitenciária poderá incentivar outras pessoas ou instituições a fazerem o mesmo. Por isso, as consequências desse ato são bastante abrangentes. Vamos refletir.
- CLEIDE SILVA DE SOUZA, Londrina
Trânsito
Pelo segundo ano consecutivo, não houve acidentes com mortes nas estradas do Lote 1 durante o feriado da Páscoa. Na mesma época, em 99 (quando ainda não havíamos iniciado o cronograma de obras), foram registradas nove vítimas fatais em acidentes. A redução coincide com o período em que a concessionária iniciou o investimento em obras e comprova que as estradas estão mais seguras.
Esses números também revelam a mudança de comportamento dos usuários. Embora a imprudência continue sendo a principal causa dos acidentes, é evidente que os motoristas estão mais conscientes.
E é por isso que, paralelamente aos investimentos em obras, temos investido em campanhas e projetos de educação no trânsito. Em parceria com a Polícia Rodoviária, implantamos dois importantes projetos: o Trevo (Treinamento Volante) que leva palestras aos motoristas de empresas interessadas e outro é o Criança Amiga do Trânsito, que está contemplando escolas públicas do Lote 1.
A sensível redução de mortes nas estradas é para todos nós motivo de muita alegria, porque essa é uma luta que travamos constantemente nas rodovias. Os resultados até agora são animadores: durante o Carnaval também não houve acidentes com mortes nas nossas rodovias do Lote e durante todo o mês de dezembro do ano passado, outra época de festas e maior movimento nas estradas, não houve vítimas fatais.
- JOSÉ LUIS RIVET, diretor de operações da Econorte, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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