Mosqueteiros
Os mesmos indivíduos que vêm conspirando para extinguir a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estão novamente às voltas com epidemias de doenças que eles chamam de reemergentes (malária, febre amarela, dengue, leishmaniose e, quem sabe daqui a pouco a esquistossomose). Dispersaram o quadro de servidores da Funasa, repassaram a grana para os Estados e municípios e perderam o controle da situação no País inteiro.
Em todos os cantos do País estão pipocando casos da dengue clássica e hemorrágica, com a possibilidade de epidemias da hemorrágica. Grande parte do pessoal da Funasa foi desviado para outras funções, abandonaram o planejamento, os cuidados que deveriam ser observados para o controle do Aedes aegypti foram para o espaço, a grana desapareceu e tudo fica do que jeito que está.
No momento em que a Funasa faz cobranças e aponta falhas no sistema de vigilância sanitária todos arrepiam os pêlos e, na falta de argumentos, a desqualificam. Estão fazendo exatamente isto com a Funasa, pois este órgão vem sendo desestruturado há 20 anos, em nome da descentralização do sistema de saúde. Hoje, ainda não existe na maioria dos Estados e municípios nada melhor ou pior que a substitua.
Desculpe-me, Luiz Geraldo Mazza (articulista da Folha), mas chamar um ou outro de mosquiteiro é uma ofensa para sanitaristas do porte de Oswaldo Cruz. O mosquiteiro de fato sabe que com mosquitos não se brinca. Eles têm uma história de vida bem mais longa do que a nossa (talvez uns 200 milhões de anos), passaram por inúmeras catástrofes naturais e outras geradas pela sabedoria humana e, no entanto, continuam por aí dando muitas dores de cabeça. Mosqueteiros com certeza existem muitos por aí, mas mosquiteiros não. Não se atira em mosquitos com mosquetes. Para se lidar com esses seres é preciso conhecimento e sabedoria.
- UESLEI TEODORO, professor, Maringá
Saldo
Saldo, segundo o Dicionário Aurélio, é diferença entre receitas e despesas; diferença entre o total de créditos e o total de débitos lançados numa conta; resto; resto do estoque de certa mercadoria vendida com desconto pelos negociantes; diferença entre o número de pontos etc., a favor e contra; resultado, consequência; figurativo de desforra, vingança, desforço. São sete, e como todos sabem é conta de mentiroso. E quando conto a colegas de fora de Londrina sobre o que acontece com a nossa cidade, que o saldo da conta é sempre sete, eles acham que é mentira.
É realmente incrível. Ficamos mais uma vez à marguem da rodovia do progresso. Ao contrário de cidades vizinhas, estamos sem um terminal de gás natural. E por que será? Porque algum manipulador de lei tem dúvidas se a qualidade de vida de Londrina vai mudar. É possível que mude, mas para melhor, pois haverá mais fonte geradoras de empregos, indústrias, termeléctrica para energia mais barata.
Por que será que isto está acontecendo? Porque ainda temos pessoas que pensam que Londrina ainda é e continuará sendo uma cidade prestadora de serviço. Não aprenderam que com o porto seco, que vai chegar com 20/25 anos de atraso?
Espero que os membros da Promotoria de Londrina se preocupem em resgatar o dinheiro que foi furtado de nosso município e deixem que Londrina cresça e prospere.
- ADALMIR GARUTTI, através do site da Folha, no portal www.bonde.com,br
Família
O slogan da Campanha da Fraternidade 2001, ‘‘Vida sim, drogas não’’, nos leva à reflexão. O despertar para o uso das drogas reside no desequilíbrio familiar. Lares em conflito, pais omissos, filhos abandonados e carentes. Surge a revolta, o desejo de encontrar substitutos que possam restaurar a razão de viver. Em contradição profunda, a busca da liberdade é a degradação e a autodestruição. E, como origem do mal social, há pelo menos, três raízes principais: ignorância, imaturidade e a omissão dos pais.
Em consequência das sucessivas crises financeiras, os pais têm corrido para dar conta do sustento do lar. Eles não estão dando muito tempo para os filhos, às vezes perdem até o interesse neles. Assim os filhos são criados ao léu da sorte, sofrendo toda uma gama de maléficas influências. Os pais, no pouco tempo que lhes resta, ao invés de atender aos filhos, buscam prestigiar primeiro os interesses sociais. É uma inversão dos valores morais. Essa inversão leva o homem a se materializar, colocando o trabalho acima de tudo, as diversões e prazeres em segundo lugar, e então a família e Deus ficam para qualquer hora.
Criar filhos não é só dar alimento, escola, presentes e conforto. Educá-los, antes de mais nada, é conduzi-los nos princípios da fé cristã. Os jovens viciados são falidos de amor.
Nossos filhos possuem duas excelentes máquinas: os olhos como máquinas fotográficas, e o cérebro, como um computador sem igual. Eles gravam cenas e situações, boas e ruins, que por certo marcam seu caráter, dando direcionametno certo ou errado para a vida. Portanto, é necessário um lugar de harmonia, coerência e respeito, onde os filhos se sintam seguros e satisfeitos. Os pais precisam não apenas se amarem, mas também demonstrar esse amor na presença dos filhos, em gesto e palavras que lhe certifiquem o bom relacionamento existente entre os dois.
- VALDIR ANTONIO MIOSSO, Colorado
Compreensão
Quanto conforto, quanto amor, quanta saudade, quanta dor e sofrimento o coração de Maria sentia ao apertar contra si seu filho amado, sofrido e humilhado. Aquele que nascera dela para ser rei, encontrava-se inerte em seus braços carinhosos, aconchegantes. Contradição para o entendimento humano. Como pôde acontecer isso? Como pôde a violência a maldade humana chegar a este ponto. Maria e os amigos de Jesus certamente se consolavam entre si. Fizeram tudo, humanamente falando, para tentar minimizar o sofrimento que a realidade impunha a eles. Maria certamente oferecia aquele momento, mesmo não compreendendo tudo o que acontecia.
Jesus não desejou que acontecessem fatos que violentam o homem, drogas, mortes, guerras, violências. Se tivermos Cristo presente seremos renovados na esperança, só tendo Jesus Cristo no coração poderemos olhar com amor e compreensão para os dependentes de drogas, para todos os desfalecidos e desse olhar certamente brotará uma ajuda efetiva, uma vontade de acreditar que para os viciados também existe a possibilidade de uma mudança, desde que tenhamos presente o olhar que Cristo dirige para Eles. ‘‘Deus é sempre um amor maior que o mal e que a traição do homem.’’
- SÔNIA ONÉLIA GORNI LIUTI, professora aposentada, Cambé
Correção
- No texto da manchete de capa de ontem ‘‘Carga de óleo torna rodovia perigosa’’ há uma incorreção. O trecho da BR-277 em questão é entre Curitiba e Paranaguá, e não Araucária a Paranaguá.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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