Excluídos
Dos conflitos envolvendo os índios Tzoltiles de Sán Cristován de Las Casas, (Chiapas/México) com os governos daquele país, não estamos livres aqui na América. Também no Peru, o envolvimento indígena engrossou a legião dos descontentes e que redundou na tomada de decisão para mudança dos destinos políticos do país.
Se o NaftA não inclui os indígenas na América do Norte, assim ocorre para outros macroacordos em diferentes partes do mundo. Referências como o Mercosul, o Pacto Andino (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia) ou as mais recentes reuniões ministeriais ocorridas no Canadá, Estados Unidos, Costa Rica, Colômbia e Brasil para a formação da Alca, não lembram da existência dos povos indígenas que são etnicamente diferenciados, no nosso caso, reconhecida a alteridade cultural pela Constituição Brasileira. Onde ficam os indígenas? Para eles, globalizar o quê?
As tentativas para imprimir o capitalismo esbarram em questões culturais, Os índios são imediatistas, não têm hábitos de poupança ou visão de futuro. Fazem para hoje. Amanhã é outro dia. Notícias apontam para o extermínio de 87 povos indígenas no Brasil de 1900 a 1954 em nome da conquista dos territórios e dos recursos naturais neles contidos. Quantos índios matamos para colonizar esse País?
Agora é a globalização que se impõe, embora em condições desiguais diante da competitividade econômica. Como ficam as etnias economicamente fracas? Inúmeros povos poderão ser tragados e sucumbidos, caso a vigilância e atenção não sejam votadas ao assessoramento a apoio desses, os quais, diante da diversidade cultural que apresentam fazem do Brasil um país importante, talvez, com a melhor legislação no campo indigenista do mundo.
Aos poderes públicos e a sociedade cabe o papel de não permitir que a globalização represente para os povos indígenas a colonização da modernidade.
- EDÍVIO BATTISTELI, assessor para Assuntos Indígenas da SEJU, Curitiba
Poluição
Torno público os meus agradecimentos à Folha em atenção aos transtornos e sofrimentos causados pela poluição da Big Frango há anos. Sem sombra de dúvida, foi o ‘‘empurrão’’ da Folha com reportagens e espaço aberto aos denunciantes que fizeram que nossas solicitações, documentadas desde 99, saíssem dos escaninhos ou gavetas secretas e emergissem com força total.
Agradeço o trabalho do promotor em se fazer presente no sentido de que se faça cumprir as leis, ao meio ambiente e respeito ao ser humano. Ao IAP, formulo também agradecimentos e que sua fiscalização esteja sempre presente para o bem de todos. Aos que escreveram cartas em apoio, estendo o meu obrigado.
Se perguntarem se a poluição acabou, os ruídos cessaram, rações não bailam ao sabor do vento etc.: não. Há prazos a cumprir. Estamos engatinhando para solução viável aos fatos. Que se concretize a esperança de ficarmos eretos.
Lamento no entanto, que o encontro do dia 6, para análise dos fatos, não fosse estendido aos demais representantes da comunidade. Estamos também com ações. No momento nossos propósitos eram apenas ouvir e nos inteirar das palavras da promotoria, ao vivo e ‘‘in loco’’.
- SUAMÍ DE SOUZA, professora aposentada, Arapongas
Triticultores
A Folha do dia 1º de setembro de 1995, na página Agribusiness, publicou a reportagem ‘‘Trigo, questão alimento’’, que hoje tem máxima atualidade. Na mesma edição, Oswaldo Petrin (editor) discorreu: ‘‘A alta do preço do trigo no mercado internacional deve levar o governo a repensar a política de produção do cereal enquanto o preço mínimo oscila entre R$ 125 e R$ 160 a tonelada, o preço importado do Canadá é cotado no mercado internacional a R$ 220 e chega a R$ 290, R$ 300 a tonelada.’’
Quanto ao preço do trigo na bolsa do comércio com o produto americano que é de ‘‘qualidade inferior’’ sendo de US$ 127 a US$ 170 a tonelada. ‘‘A diferença é brutal’’, disse Petrin, sobre o consumo nacional de 8,5 milhões de toneladas.
Quantas divisas desperdiçadas, com essa política estrábica de se privilegiar o trigo importado em detrimento do trigo nacional. É mister proporcionar um grande estímulo aos triticultores patrícios, que têm nas suas lavouras de soja, a alternativa do trigo como planta de outono-inverno. Por aí se verifica a necessidade de uma revisão de nossos acordos internacionais de importação.
O trigo é nosso, os técnicos são nossos, e com uma alta competência entender quando selecionam aquelas variedades investigadas por Milton Alcover e outros.
- JOÃO DIAS AYRES, médico sanitarista, Londrina
Trânsito
Projetos que tentam restringir o trânsito de carroças na área central, mototaxistas que protestam por segurança e blitzes educativas são alvo de espaço nos jornais. O trânsito é sempre um assunto atual por interferir diretamente na vida das pessoas. Contudo, não podemos descuidar de um aspecto que também tem sua importância: o pedestre. Nossos hábitos podem ser fatais em alguns momentos de nossa vida.
Casos como o atropelamento que matou as irmãs gêmeas, que foram atingidas dentro do carrinho quando eram levadas à creche pela mãe (em Cambé, há poucos dias), devem fazer parte de um entre os muitos exemplos para a mudança de certos hábitos.
É comum encontrar mães que com suas crianças ignoram o trânsito atravessando fora da faixa de pedestres ou desafiando o sinal amarelo dos semáforos. Nos bairros é habitual depararmos com pessoas perambulando pelas ruas com tranquilidade invejável desafiando a sorte.
Desconheço qualquer pesquisa que mostre o aumento de veículos que transitam pela cidade, mas basta abrir os jornais para saber a quantidade de acidentes que ocorrem diariamente.
Se não se obedece às regras que são impostas pela lei ou àquelas que se originam do bom senso, com certeza ainda saberemos de muitos casos como este. É realmente lamentável.
- ANA CRISTINA PEREIRA, unviersitária, Londrina
Direitos humanos
Há um aspecto importante na ação do governo federal quanto aos direitos humanos. Trata-se da afirmação política da atualização desses direitos que tornou evidente a elaboração do Plano Nacional e Direitos Humanos, na criação da Secretaria do Ministério da Justiça, na criação do Programa Nacional de Proteção a Testemunhas, e mesmo, na elaboração de documentos como o relatório de tortura enviado a ONU. O problema é que essa intenção política permanece com gesto avulso, muitas vezes, impotente diante das opções concretas delineadas pela política econômica em curso.
- CÉLIO BORBA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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