É triste ver pessoas famosas jogarem fora grandes oportunidades de ajudar a sociedade, principalmente as crianças. São muitos os exemplos de verdadeiros patrimônios nacionais no esporte, na literatura, no teatro e na televisão, que aos poucos vão deixando a mídia e nunca usaram sua imagem para estimular a população a ser voluntária e cidadã.
Um excelente exemplo, inverso deste intróito, é a Fundação Gol de Letra, fundada por Raí e Leonardo, dois nomes do futebol que souberam usar a fama e a inteligência para agradecer ao seu país o que receberam.
Recentemente, tive a oportunidade de participar de uma avaliação de um dos projetos da fundação através do apoio oferecido pela World Childhood Foundation, liderada pela rainha Sílvia da Suécia. Também a Fundação Kellogg inseriu em seu relatório anual um destaque ao Gol de Letra.
Ainda há outros exemplos. A Fundação Chitãozinho & Xororó e o ‘‘Aprendiz do Futuro’’, idealizado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, são ações de caráter filantrópico com raízes na educação, e também estão revolucionando as atividades de assistência social. São escolas do futuro, que através da dedicação de símbolos comemoram um novo modelo de aprender e ensinar.
O caminho para atrair outras lideranças é justamente mostrar que a imagem conquistada com habilidades exemplares é fortalecida e mantida com a prática de ações sociais. Um exemplo é o Instituto Airton Senna que está reeducando o Brasil em muitas áreas.
- LUÍS NORBERTO PASCOAL, vice-presidente da Fundação FEAC e Educar, Membro do Comitê Nacional do Ano Internacional do Voluntariado da ONU, Campinas

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