O LEITOR ESCREVE
Apoio
Diante dos vários escândalos de corrupção vividos em Londrina na administração de Belinati, envolvendo os diversos níveis do poder Executivo, Legislativo e casos similares em Maringá e junto ao governo do Paraná, o auditor Osvaldo Lima vem fazendo um trabalho sério e competente. Mostrando que os recursos desviados não foram apropriados somente pela camarilha que se instalou no poder no período passado, mas indica que há ligações envolvendo grupos da elite londrinense, exemplo disso é o caso Provopar.
Face a essa situação, nós do Partido dos Trabalhadores PT expressamos nosso profundo apoio ao trabalho do auditor. Entendemos que o poder público tem que ser fiscalizado, o dinheiro público tem que ser ressarcido, os corruptos têm que ser punidos.
Diante das tentativas de inibição da ação do auditor, feitas por pessoas que se dizem atingidas pelas auditorias, utilizando-se de recursos jurídicos, o Partido dos Trabalhadores irá garantir a sustentação das ações do auditor Osvaldo Lima, mantendo sua defesa jurídica, perante os que queiram dificultar que seus trabalhos cheguem a bom termo.
- JACKS DIAS, presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Londrina
Privatização da Copel (1)
A Copel já está vendida ou privatizada. Resta tentar adivinhar quem é o privilegiado. Em informes publicitários, sobre crise de energia, os governos estadual e federal afirmam que as perspectivas mundiais não são boas. No texto marketeiro, o governo afirma que o Brasil está trabalhando para gerar mais energia elétrica e que tem tudo para conseguir. Dentre outros argumentos, os interessados na grande transação, juram de pés juntos, que as privatizações vão trazer mais oportunidades e mais negócios, tanto para as operadoras como para os fornecedores. Furnas e Copel são pratos cheios para alguns grupos privados internacionais. O Brasil tem aproximadamente 45 milhões de consumidores de energia elétrica, sendo que 43% são da área industrial, 27% da residencial, 15% da comercial e 15% de outras áreas.
Diante das conjeturas, não nos resta, nem choro e nem vela, tá tudo dominado. Não tem deputado na assembléia que consiga reverter este quadro.
- MARCO ALZAMORA, arquiteto e urbanista, Londrina
Privatização da Copel (2)
Novamente estamos às voltas com mais uma das tramóias do Governo do Paraná contra a população. Outra vez os nossos representantes que foram eleitos para defender os nossos interesses, não estão prestando atenção na opinião da maioria da população com relação à privatização da Copel. Vamos recordar as últimas grandes benfeitorias que foram implantadas pelo nosso governo: rodovias pedagiadas, IPVA antecipado, e agora a privatização da Copel.
No início do ano de 2000, quando houve a votação para a cobrança antecipada do IPVA, foi divulgada uma lista de todos os nobres deputados que foram a favor, contrariando, e traindo a vontade da maioria da população. Esta lista foi esquecida?
Agora, diante de mais esta prova de fidelidade, a iniciativa de várias entidades reunidas vai mostrar através de painéis montados nas principais cidades do Estado, quem são os deputados que vão estar apoiando mais este desatino do governo. Será que alguém ainda tem a lista com os nomes dos que votaram a favor da cobrança antecipada do IPVA? É novamente a hora de comparar-mos quem novamente vai nos apunhalar pelas costas. Quando chegarem as eleições, devemos dar o troco nestes traidores, que certamente vão nos procurar com o chapéu na mão e vestidos com pele de carneiro, implorando novamente nosso voto para continuar a se beneficiar das mordomias encontradas no Governo do Estado. É esperar para ver.
- JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA, analista de sistemas, Ibiporã
Mínimo
O famigerado salário mínimo brasileiro chega no mês de maio à casa dos R$ 180. Todos sabemos o quão ridículo representa esta cifra na difícil luta pela sobrevivência nos dias de hoje. Além de insignificante, o salário mínimo é reajustado uma vez ao ano e em índices nada condizentes com aquilo que se observa em termos de custo de vida.
Mas não pretendo manifestar aqui, a minha indignação com o valor e correção do salário mínimo propriamente dito, mas sim, compará-lo à política salarial dos servidores públicos estaduais. No próximo mês de agosto, os servidores públicos estaduais estarão completando 6 anos sem nenhuma correção. A última correção foi de 10% em agosto de 1995. Nesta época o salário mínimo era de R$ 100. Hoje é R$ 180, ou seja, em 6 anos o salário mínimo aumentou 80%, enquanto o salário do funcionalismo permanece inalterado.
Agora imaginem: se as correções do salário mínimo ao longo destes 6 anos já não condizem com o real custo de vida, dá-se para imaginar o tamanho do arroxo salarial que hoje enfrentam os servidores estaduais! E o que é pior, o Governo Estadual sequer acena com qualquer índice de reposição, aumentado ainda mais a angústia daqueles trabalhadores. Resultado: uma legião de servidores desesperados, fazendo jornada dupla, bicos, ação da cidadania contra a fome, juntando latinhas de cerveja para vender, prendendo-se em agiotas, fazendo vaquinhas para socorrer um companheiro de trabalho e inúmeras outras façanhas necessárias para a sua sobrevivência.
Em 1995, o governador prometeu, por escrito, que iria dignificar o salário do funcionalismo público estadual. Acho que o governador não sabe conjugar o verbo dignificar na nossa língua.
- ITAMAR NASCIMENTO, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da Universidade Estadual de Londrina
Nota da Agência O Globo:
Na sexta-feira, dia 30 de março, Elio Gaspari escreveu uma nota para a abertura de sua coluna, intitulada O acordo do FGTS é um truque, criticando um erro no acordo fechado pelo Governo com as centrais sindicais. No entanto, Gaspari apurou, ao longo do dia, que este erro havia sido corrigido, e escreveu uma outra nota para a abertura de sua coluna dominical, intitulada Dornelles defendeu um pênalti. Por um problema técnico, o texto antigo, que deveria ter sido suprimido, foi publicado por este jornal. Segue, abaixo, o texto correto:
Dornelles defendeu um pênalti
Deve-se ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, a defesa de um pênalti cobrado contra o governo. No acordo preliminar feito com as centrais sindicais (salvo a CUT), o projeto de ressarcimento da tunga do FGTS continha uma monstruosidade. Coisa simples. Imagine-se dois irmãos. Um teria mil reais a receber do FGTS. O dinheiro lhe seria devolvido integralmente em junho do ano que vem. O outro teria a receber R$ 1.000,01. Por ter mudado de faixa, sofreria um confisco de 10% e os R$ 900 que lhe restariam seriam pagos em três prestações anuais. Em resumo, por causa de um centavo perderia R$ 100 e teria que esperar até 2004 para receber o último centavo. Seria uma injustiça daquelas de provocar uma sensação de vergonha naqueles que viessem a praticá-la. A malfeitoria passou por baixo da perna de muita gente. Por sorte, Dornelles usou com esse acordo uma técnica que desenvolveu ao tempo em que era secretário da Receita. Mostrou-o a gente que não entende nada do assunto e duas pessoas chamaram a sua atenção para a monstruosidade. Na quarta-feira, corrigiu-a. Quem tem mais de mil reais a receber terá esse piso em junho do ano que vem. É de justiça reconhecer que, nas conversações preliminares ocorridas dentro do governo, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, deu-se conta da possibilidade de ocorrer a monstruosidade, mas não há registro de que tenha insistido no assunto. Se o governo usar o método Dornelles de evitar besteiras, poderá consultar pessoas que não entendem nada do assunto para responder às seguintes perguntas: Será que vale a pena vender Furnas numa época em que o modelo de privatização das empresas elétricas está em xeque, falta energia e abundam tarifas? Será que vale a pena fazer concessões à custa da indústria brasileira para segurar o fracasso da dolarização argentina?
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