Tapa
Outro dia, um procurador do Estado do Paraná, e infelizmente ainda procurador, agrediu um professor - mas primeiramente um homem - com um tapa no rosto, unicamente por falta de argumentação no sustento de um ponto de vista pífio.
Se agiu dessa forma, é pelo simples fato de não estar preparado para exercer uma função de semelhante relevo. Ele denegriu a imagem do Estado. Se fosse um policial, estaria demitido.
Esse tapa não atingiu somente o agredido, e de forma, no mínimo, covarde. Mas, sem dúvida, atingiu todos os homens do Paraná, do Brasil, e isto porque, pelo menos a maioria, preza a sua dignidade. Atingido um, atingido todos.
Não se pode ficar omisso, não se pode entender, quanto mais aceitar que o governador não tenha tomado uma atitude enérgica e correspondente, isto é, que até o momento não tenha afastado aquele que, como procurador, e seu homem de confiança, não se portou dignamente como era exigido.
Se isto não se significa conivência, demonstra omissão imperdoável, fraqueza e deslealdade com aqueles que o elegeram, e consequentemente, em concordar que a dignidade nada vale, dependendo apenas de quem deu o tapa, e de quem o recebeu. Com todo o acatamento, fora com esse procurador.
Entretanto, se fosse o professor que tivesse dado o tapa no procurador, podem ter certeza que a situação teria sido bem outra. Mas para que se preocupar com um professor? Ele não é procurador do Estado, é simplesmente um número a mais, um número a menos.
- AUGUSTO JONDRAL FILHO, Londrina
Drogas
A dependência química determinada pelo uso de drogas vem aumentando de maneira assustadora no Brasil, comprometendo principalmente a população jovem de todas as classes sociais. Trata-se de uma doença crônica de tratamento e recuperação difíceis, que compromete a saúde física, psicológica, social, moral e familiar de maneira progressiva, inclusive com o risco de AIDS nos usuários de drogas injetáveis.
A dependência química caracteriza-se pela perda de controle parcial ou total, temporária ou definitiva, sobre o uso das drogas, apesar das consequências nefastas para o organismo. As drogas são classificadas em: lícitas, que podem ser adquiridas livremente, como álcool, tabaco (nicotina) e medicamentos como tranquilizantes; e ilícitas, cuja venda é proibida por lei, como a cocaína, crack, maconha, LSD e outras.
As raízes do problema são multifatoriais e começam cedo na vida. São inúmeros os motivos que levam o jovem a iniciar-se no mundo das drogas, como: curiosidade, desejo de viver experiências diferentes, sensação de fazer parte do grupo que consome tóxicos, problemas de relacionamento, principalmente familiar, quando há insatisfação com a vida, acesso fácil as drogas, falta de informação sobre as suas consequências.
Os sinais de alerta de que a pessoa está envolvida com drogas incluem mudanças de comportamento, como: começar agir às escondidas, se irritar facilmente ou ficar deprimida, sem motivação, novos amigos e, quando questionada, ficar relutante em dar informações. Na escola, há declínio da performance e das atividades intelectuais. Um sinal de alerta é quando começa a sumir dinheiro ou objetos de casa, que poderão estar sendo utilizados para compra de drogas.
O tratamento da dependência química é multidisciplinar, envolvendo paciente e familiares com o apoio de médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e grupos de auto-ajuda.
No momento em que as drogas envolvem cada vez mais a população jovem, existe a necessidade de se adotar medidas preventivas, visando a conscientizar as pessoas sobre os malefícios que determinam sobre a saúde.
- LUIZ BODACHNE, médico, Curitiba
Guincho
A respeito da carta publicada ontem na Folha, esclarecemos que a informação prestada por nosso funcionário foi totalmente correta. Cumpre-nos complementar a informação, dizendo que o procedimento não é apenas norma da empresa, e sim conduta prevista no contrato entre a concessionária e o governo estadual.
A função dos serviços de guincho é rebocar os veículos avariados até o ponto de apoio mais próximo, onde o usuário, em condições de segurança, poderá tomar as medidas que lhe convier, inclusive a contratação de um guincho particular, se for o caso. E o objetivo desse procedimento é assegurar o atendimento a todos os usuários e não o atendimento a interesses individuais. Ao remover os veículos até mecânicos particulares indicados pelos motoristas, a agilidade do serviço aos demais usuários poderia ser comprometida.
Não se trata de um serviço de guincho particular, conforme o leitor talvez imaginasse. E sim, de um serviço cuja finalidade é não deixar o usuário à mercê de riscos na rodovia, sem nenhuma condição de apoio. Por isso, repetimos, ele é conduzido a um local seguro onde poderá acionar as pessoas ou serviços que desejar.
O curioso nessa carta é que ao mesmo tempo em que o leitor afirma que ‘‘não se constrói um metro de pista dupla’’, menciona logo em seguida ‘‘o trecho recém-inaugurado entre Jataizinho e Ibipor㒒, entregue em novembro de 2000, cuja duplicação foi amplamente divulgada na imprensa. Isso sem falar dos já concluídos quatro quilômetros do contorno de Ibiporã, 12 quilômetros de restauração da PR-323, dez quilômetros de terceiras faixas implantadas e passarela.
- GUSTAVO MÜSSNICH, diretor-presidente da Econorte, Londrina
Aeroporto de Londrina
Gostaria de mandar esta mensagem para parabenizar o novo aeroporto de Maringá. Acho que Londrina merece ter um aeroporto do porte de Guarulhos, e desprezo o que a autoridades de nossa cidade estão fazendo com o povo de Londrina.
Gostaria de mandar esta mensagem dizendo: não esqueçam de Londrina, lutem para a gente conseguir este precioso aeroporto internacional, que nós agradecemos. Londrina merece pelo seu porte, pelo seu acesso para a região sul de São Paulo, que sempre dependeu de Londrina.
- SÉRGIO HIROMI SATO, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Correção
- Na edição de ontem, da Folha2, a legenda da foto da página 1 sobre o espetáculo ‘‘Visitando o Sr. Green’’ saiu com um erro de concordância.
- Na matéria ‘‘Pedro teria um perfil de ciumento e possessivo’’, publicada ontem, no Caderno Cidades, um erro na ordem da frase inverteu o sentido. No lugar do que foi publicado, deveria estar escrito ‘‘... dizendo que ia matar a família e depois se suicidar’’. A Folha pede desculpas aos leitores.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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