O LEITOR ESCREVE
Por que pagar pedágio?
No dia 26, na Rodovia BR-369, sentido Cambé-Londrina, mais precisamente na altura do km 161, tive que estacionar meu veículo no acostamento, uma vez que apresentava problemas mecânicos. Solicitei o serviço de auxílio (reboque) prestado pela Empresa Concessionária de Rodovias do Norte, a Econorte, com intuito de ser rebocado até uma oficina mecânica de minha confiança próxima dali.
Ao chegar no local, o funcionário da Econorte, ao perguntar sobre o ocorrido, informou-me que não poderia rebocar meu veículo até o local desejado, pois a empresa Econorte não permite tal atitude, podendo levá-lo, sim, a um local seguro, num posto de gasolina qualquer.
Inconformado e perplexo diante do pouco caso, resolvi ligar para o responsável ou superior para inteirar-me do assunto, obtendo a simples resposta de que tal atitude era norma da empresa.
Penso ser um total desrespeito a seus clientes, pois somos obrigados a pagar aos altos preços dos pedágios, sem um retorno desejável que esperamos numa situação como a presente. Não se constrói um metro de pista dupla; não se faz um viaduto novo; somente se corta mato no acostamento como se fosse a obra do século.
Absurda a construção realizada entre as cidades de Ibiporã e Londrina: um verdadeiro corredor da morte. Mais absurda ainda a entrada do trecho recém-inaugurado entre Ibiporã e Jataizinho, uma vez que sem qualquer sinalização alertando seu início. Vários são os pontos de alagamento em toda a extensão da estrada, desde seu início na divisa com o Estado de São Paulo até Maringá. E temos que pagar pedágio para tudo isto acontecer.
Simples, se não podemos usar os serviços do guincho da Econorte quando necessitamos deste serviço, então por que ter guinchos? Após horas de discussão e numa tentativa nem um pouco amigável de conseguir o serviço desejado, e após falar com várias pessoas, finalmente fui atendido.
Me senti humilhado e desrespeitado uma vez que paguei pelo pedágio desde o início de minha viagem (Cascavel), até o ponto onde meu veículo apresentou problemas (Londrina) e precisei insistir muito pra ser atendido por um serviço que já havia pago. Desrespeito e humilhação!
- ANDRÉ LUIZ RODRIGUES, universitário, Cornélio Procópio
SFH
Sou brasileira e sujeita a todas as contribuições impostas pelo governo: CPMF, IPVA, IR, IPTU, etc. Também sou mutuária do Sistema Financeiro de Habitação, ou melhor, era. O governo me forçou a entrar para o time dos caloteiros. Isso mesmo: estou deixando de pagar as prestações porque faltam apenas 5 anos para o término do contrato e o meu saldo devedor é de R$ 150 mil.
Considerando que o valor do imóvel representa 1/3 desse valor, nunca vou conseguir me livrar dessa dívida. Em consulta ao banco, fui informada que para reduzir o saldo devedor necessário seria aumentar o valor do encargo mensal, bem como alterar a periodicidade e o índice do reajuste para os mesmos aplicados ao saldo devedor. Ora, mas isso é um insulto, uma humilhação para com os mutuários do SFH.
Governistas: até quando teremos que suportar tal afronta? Ministros do Supremo Tribunal Federal: por que conceder liminar para um assassino confesso e não para os mutuários do SFH? Aos amigos que porventura virem meu nome no edital de leilão, não se decepcionem comigo. O governo me obrigou a chegar a esse ponto.
- MIRIAN STELA CARRARA, funcionária pública federal, Cambé
Financiamentos
Lendo os Editais de Praça e Intimação da Justiça Federal em Londrina que são diariamente publicados em nossa imprensa, onde a Caixa Econômica Federal (CEF) executa as hipotecas em seu favor, relaciono abaixo, aleatoriamente, sem identificar os apartamentos para não constranger seus infelizes proprietários, o que se segue:
1. Apartamento no Residencial Jamaica, R. Benjamin Franklin, 730, com a área privativa de 41,46 metros quadrados, uma vaga de estacionamento. Valor da dívida: R$ 174.198,67 (R$ 4.201,60 o m2!); 2. Apartamento no Conjunto Residencial Saveiros. Rua Cel. Camisão, 380, com área de uso privativo de 67,925 m2. Valor da dívida: R$ 216.958,03 (R$ 3.194,08 o m2!); 3. Apartamento Edifício Metropolitan Plaza Residence, Av. São João, 1.329 (quase na Cervejaria), área privativa 55,34 m2. Valor da dívida: R$ 209.068,26 (R$ 3.777,37 o m2!).
Por que é tão alto o valor dos imóveis financiados pela CEF? Será que houve superfaturamento? São imóveis em bairros distantes, mal-acabados.
Os proprietários executados já devem ter pago o valor do imóvel em prestações mensais por 5 ou 10 anos. Será que algum trouxa vai arrematar algum desses imóveis pelo saldo devedor? Eles por certo voltarão para a CEF, que os venderá pelo valor real, 10% a 20% do saldo devedor. E o que o infeliz mutuário já pagou? Fica por isso mesmo? Não há enriquecimento ilícito do órgão federal?
- ANTONIO LUQUES ANTUNES, Londrina
Resposta
Com referência à correspondência do Sr. Antonio Luques Antunes, a Caixa Econômica Federal esclarece que os valores apresentados nos editais de praça
correspondem ao saldo devedor do contrato de financiamento, devidamente atualizados pelos encargos contratuais, além das parcelas vencidas e não pagas, não tendo qualquer referência com o valor do imóvel.
- CARLOS ROBERTO DE SOUZA, Superintendente de Negócios Eventual Escritório de Negócios de Londrina
Curitiba
Achei muito bonito, interessante e bem escolhido o trabalho que a Folha fez no aniversário de Curitiba, no dia 29. E quando um trabalho é bem-feito, tem que ser elogiado. Parabéns a toda equipe que participou na elaboração desse trabalho.
- ROSANE ARAÚJO, Londrina
Correção
- FOTO DO LIXO A fotografia publicada com destaque na primeira página de quarta-feira da edição Londrina/Norte da Folha, mostrando dois sacos plásticos dependurados em uma árvore, refere-se à reportagem da página 6 do caderno Cidades, que tratava da destinação do lixo em Londrina. Por erro técnico na montagem da página, o texto chamando para a reportagem deixou de ser publicado abaixo da fotografia, tornando-a um mistério para os leitores. A Folha pede desculpas aos leitores e assinantes.
- Diferentemente do que está escrito na legenda da foto principal da página 3, do Caderno de Esporte, o Londrina conquistou o título do Campeonato Paranaense de 62.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





