O LEITOR ESCREVE
Imposto
A cobrança do alvará pela Prefeitura Municipal da Sociedade Rural do Paraná, que não o paga, é bastante sintomática do modo como estão funcionando as coisas em nosso País ultimamente. Os ricos, quando pagam, pagam impostos irrisórios, já os pobres, esses nem têm como se safar: dá-lhes cobrança. Se isso for democracia, minha mãe é homem!!! Depois não vão reclamar da rebelião cívica em curso: violência nas ruas, presos rebelados, drogas, etc.
- PAULO MOREIRA, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
FHC
Não me recordo agora mas, há algum tempo, um político conhecidíssimo sugeriu que seria melhor nosso presidente continuar viajando, pois ele governa melhor o País quando está ausente. Pois bem, semana passada FHC deu mostras de que realmente existe uma ponta de verdade nesta afirmação. Para quem está alheio à discussão é possível sentir até um pouco de orgulho de nosso ilustre representante, quando ele afirma que sua posição com relação à ALCA não é uma decisão política mais sim a vontade do povo brasileiro. Muito bonito presidente, enfim algo digno de um representante do povo.
Então vejamos senhor presidente: é vontade do povo que se instale uma CPI para apurar as denúncias de corrupção no governo, é vontade do povo que seja investigado o seu amigo Eduardo Jorge, é vontade do povo que seja feito um limpa nas contas do Jader Barbalho, é vontade do povo que se faça uma varredura no senhor ACM, é vontade do povo ver todo o dinheiro do juiz Lalau nos cofres públicos, é vontade do povo ver aquele senador safado atrás das grades novamente, é vontade do povo ter uma Petrobras limpa, com pessoas responsáveis, é vontade do povo ter orgulho de seu país e seus representantes, é vontade do povo ser feliz e sorrir sempre. E todo este anseio depende apenas de sua vontade. Não seria justo então que a vontade da maioria fosse suprema, não seria justo que o senhor demonstrasse a esta maioria que ela tem voz, e que é possível fazer valer esta voz?
Mas creio que seja difícil falar no que é justo e o que não é quando não se encontra parâmetros neste país para esta justiça. É difícil falar em algo que não existe para todos, mais difícil é fazer com que valha para todos. Povo, para que não se esqueça senhor presidente, é o conjunto de indivíduos que habitam o mesmo país e vivem sujeitos às mesmas leis.
- EDERVAL ROCHA, universitário, Cambé
Privatização da Copel
Em relação à reportagem publicada no caderno Economia da Folha, em 30 de março, Reflexões sobre a privatização da Copel, parabenizo o autor que defende de maneira clara, objetiva, fundamentada e coerente a questão. A defesa séria apresentada pelo parlamentar é exemplo de que alguns representantes são capazes de, sem demagogia, defender os interesses da população.
Causa repulsa tomar conhecimento pelos jornais que o governador ameace com retaliações aqueles que não concordam com seu ponto de vista. Tal atitude simplesmente depõe mais ainda contra sua pessoa, que ao longo do período já perdeu o respeito dos paranaenses, dados aos muitos atos cometidos. Falar em infidelidade é muito cômico se considerar que ele prometeu não privatizar o Banestado, fazer um governo enxuto, transparente e eficiente. Este mesmo governador vem através de argumentos questionáveis decretar a falência antecipada da empresa que até recentemente manteve o primeiro lugar em qualidade no País.
Porém, estarrecedora é a posição de alguns parlamentares que, intimidados com o não-repasse de verbas, cederam à chantagem e passaram a apoiar a privatização mesmo já tendo dito publicamente que não concordavam. Senhores parlamentares, a retaliação não afeta seus interesses pessoais, mas sim aqueles que os senhores representam, que lhes confiaram um mandato a ser cumprido com honra e ética. Apelo para que todos, principalmente aqueles eleitos por Londrina e região, que atuem com objetividade, sem demagogia em defesa da não-privatização.
Hoje se fala à boca pequena que a Copel já foi vendida, só falta entregar. Porém, a população paranaense, que é a verdadeira proprietária da Copel, não quer vender. O governador Jaime Lerner é tão somente um dos proprietários e não tem o direito de vender sozinho. Tomem então uma atitude definitiva. Cheque em branco, aprendam, nunca mais.
- CARMEM DA SILVA FERNANDES, administradora financeira, Londrina
Injustiça social
Levantamento efetuado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - órgão ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - mostra que o Brasil há 25 anos detém o troféu de campeão da má distribuição de renda. Segundo o Ipea, os 10% mais ricos da população brasileira ganham 28 vezes a renda obtida pelos 40% mais pobres. A mesma proporção é de 5,5 vezes nos Estados Unidos e de 10 vezes na Argentina. O Brasil chega a perder para países da África, como Zâmbia e Quênia. Nem país com renda per capita igual ou pior é tão desigual, afirma Ricardo Henriques, um dos autores do estudo. Segundo Henriques, o Brasil está completando um quarto de século de injustiça social, em que a abertura política e a estabilidade econômica não mudaram o quadro da desigualdade no Brasil. A pesquisa do Ipea foi feita com base em dados do Banco Mundial (BIRD), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Organização das Nações Unidas (ONU) e do IBGE.
Metade da riqueza fica com apenas 10% da população. Já por outro lado está valendo desde domingo o novo salário mínimo de R$ 180,00, inferior aos US$ 100,00 propostos em campanha.
Espero que a classe política aborde em suas pautas de reuniões, além dos assuntos de seus interesses, assuntos também de interesse de uma sociedade mais humana, digna, com menos violência, fome, desemprego, corrupção, sob pena de continuarmos cada vez mais sucumbindo aos descaminhos da desigualdade, da miséria e das imoralidades.
Enfim, buscar a solução dos problemas sociais que afligem os assalariados e os sem salários, discutindo realmente os problemas sociais, políticos e econômicos do País, prevalecendo a força das idéias liberais consistindo efetivamente na valorização do ser humano por meio da ampliação de liberdades e na prosperidade econômica do País.
- PEDRO BATISTA MARTINAZO, universitário, Cascavel
Tibagi
Há muito tempo, as margens do Tibagi, inclusive as proximidades delas, no local conhecido por Poço Fundo, município de Ibiporã, estão sendo destruídas por uma draga no retiro de areia. Isto é crime ambiental. Entretanto, até o momento, nada foi feito pelo órgão responsável. O que será que está acontecendo?
- AUGUSTO JONDRAL FILHO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





