PCdoB
Merece reparos o artigo ‘‘PCdoB, 79 anos de história’’, publicado na Folha de sábado, dia 24. Falta aos comunistas qualquer autoridade para pregar uma sociedade livre, democrática, com progresso e justiça social. Pois nos países onde eles ocuparam o governo, em geral através de golpes de Estado, e ocasionando infindáveis torrentes de refugiados, viu-se coisa muito diversa: instalaram regimes de partido único, sustentados pelas baionetas e pela polícia secreta. Só fizeram eleições à moda de Hitler. Produziram as ditaduras mais longas da história, com Stalin, Mao, Ceaucescu, Il Sung, Fidel e tantos outros.
Patrocinaram reformas agrárias confiscatórias, que em país nenhum aumentou a produção de cereais em ao menos um quilo, convertendo a tradicional exportadora de trigo que era a Rússia dos tzares em importadora contumaz. São culpados de uns seis milhões de mortos na esquecida fome artificial da Ucrânia, nos anos 30. Aliás, causaram, pelos cálculos da própria esquerda no ‘‘Livro negro’’, um mínimo de cem milhões de mortos, em guerras e atentados. Empobreceram nações, como é o caso da Alemanha, que hoje gasta bilhões de marcos para consertar a cinquentenária estupidez da porção oriental, ex-comunista.
Posam de Robin Hood, falando em tirar dos ricos para dar aos pobres, mas na verdade tomam tudo de todos, para entregar ao governo, que fica nas mãos de uma ‘‘nomenclatura’’ privilegiada. Embora ocultem o parentesco ideológico, são gêmeos do nazismo, com quem se aliaram pelo pacto Ribbentrop-Molotov. Tem algum sentido elogiar uma doutrina e um partido com estas características?
- ÊNIO JOSÉ TONIOLO, professor aposentado, Londrina
Plataforma (1)
Venho parabenizar pela carta, muito bem redigida, publicada na Folha no dia 22, com o título ‘‘Coragem’’, escrita por Christian Steagall-Condé. Acredito que todo o País, naquela semana voltou seu olhar para a plataforma P-36. Poderíamos averiguar quais seriam os interesses. Salvar os corpos das vítimas ou salvar a plataforma? São perguntas que ficaram e ficarão no ar por um bom tempo sem uma resposta plausível. Não cabe a mim responder, mas aos responsáveis.
Deixo aqui as minhas
condolências as famílias das vítimas. Oxalá onde
estiver esses homens que lutaram, dando a suas vidas
pelo trabalho em prol de seus familiares, possam ser recompensados. Mais uma vez parabenizo a Folha pela carta publicada, pois é desta forma que se faz comunicação na mídia.
- CRISTIANO DE ASSIS, Londrina
Plataforma (2)
A característica maior de um povo é sua cultura, palavra que engloba toda forma de conduta de um sociedade. Cultura não é somente dança, literatura, música, língua, mas sim um conjunto de todas estas ‘‘artes’’, uma miscelânea de tradições e costumes, arrastadas e fundidas durante a formação histórica de um povo, de um país, podendo ser privada, às vezes, ou acrescidas em outro momento, de elementos culturais.
Peguemos o futebol no Brasil e o basquetebol nos EUA como produtos culturais recentes, pensemos na cultura budista afegã, que, ao longo de séculos, foi extirpada por imposições religiosas, e por final seus resquícios sucumbiram ao Taliban. Mas o que eu quero relevar aqui é um outro tipo de elemento cultural, um câncer socioeconômico que cresce no País: a impunidade, uma variação genética da corrupção, que pode, e sempre vem, acompanhada uma da outra.
Num determinado momento eu parei meu trabalho e fui analisar as fotos do afundamento da plataforma P-36, e, como se observasse uma foto familiar, eu me emocionei, fiquei alguns minutos parado no ar, dando a impressão de que o que afundava ali não era apenas uma plataforma, era algo mais, talvez um respeito próprio, talvez um orgulho patriótico.
Em Portugal, uma ponte desaba e o ministro cai, no Japão, a economia balança e o ‘‘primeiro-ministro’’ cai. E aqui no Brasil ? Nada. Se esses homens quisessem demonstrar que realmente têm algo com que se preocupar, não ficariam mais um minuto se quer em seus cargos. Portanto senhor Fernando Henrique Cardoso, como não votei no senhor, peço, encarecidamente, que deixe este cargo, e leve consigo todos que afundaram nossa plataforma, que afundam nossas esperanças e nos enchem de vergonha.
- EDERVAL ROCHA, universitário, Cambé
Pedágio
Com relação ao editorial do dia 18, sobre as rodovias pedagiadas, lembramos que todas as pesquisas de opinião realizadas no Paraná mostram uma ampla maioria de usuários satisfeitos com o trabalho desenvolvido pelas concessionárias de rodovias do Estado. Essa atuação das concessionárias, que vem envolvendo a recuperação, ampliação, modernização tecnológica e manutenção das rodovias, é responsável pela inclusão de vários trechos do Anel de Integração do Paraná entre as melhores ligações rodoviárias do País, segundo as pesquisas da CNT - Confederação Nacional dos Transportes.
- MOACYR SERVILHA DUARTE, diretor presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias - ABCR, Curitiba
Internet
A única empresa telefônica de Londrina fez grande alarde na imprensa sobre a oferta dos serviços de Internet rápida pelo sistema ADSL na cidade. No entanto, o serviço apenas está sendo oferecido para algumas empresas e alguns condomínios residenciais de algumas ruas. Não é justo para a maioria dos consumidores dos serviços telefônicos municipais que estão monopolizados. Sistema da livre concorrência e da livre oferta e procura, o capitalismo ainda não chegou ao interior do Paraná? No interior paulista a empresa privada que opera os serviços (Telefônica) oferece a Internet rápida já há quase um ano.
- LUIZ CARLOS FERNANDES, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Resposta
A Sercomtel lançou comercialmente o ADSL no dia 14 deste mês. Na ocasião, a empresa divulgou que o serviço estaria disponível inicialmente na região central de Londrina e, em seguida, nas regiões dos bairros Bancários e Ouro Branco. A previsão é chegar a todas as localidades até a metade do segundo semestre.
O tráfego de dados e voz em banda larga, através do ADSL, ainda é uma novidade no setor de telecomunicações no Brasil. A Sercomtel é uma das primeiras operadoras a oferecer o serviço e está investindo cerca de R$ 5 milhões para que seus assinantes tenham acesso em um prazo curto de tempo à nova tecnologia.
- ELOIZA PINHEIRO, assessora de Imprensa da Sercomtel, Londrina
Correção
- Os funcionários do Detran que estão presos em Ponta Grossa são do município de Boa Esperança (56 quilômetros ao Sul de Campo Mourão) e não de Boa Esperança do Iguaçu como a Folha divulgou na edição de ontem, no caderno Cidades, em matéria publicada na página 4.
- A previsão dos organizadores da 41ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que começa hoje, é de que a feira vai gerar negócios de R$ 70 milhões e não R$ 30 milhões, como foi publicado na Capa ontem. O nome correto do equipamento antiaftosa instalado na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina, em Foz do Iguaçu, é rodolúvio.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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