O LEITOR ESCREVE
Privatização da Copel (1)
René Ruschel, em seu artigo Privatização da Copel, publicado na Folha no último domingo, enfoca que a decisão em vender a Copel é política e compete ao governador assumir esta tarefa.
Entretanto, tanto o senhor governador, quanto os deputados estaduais, foram eleitos pelo povo, e assim, para agirem em benefício dele e nada mais. Então, se o governador está para exercitar um poder, e delegado pela população de seu Estado, sempre, no regime democrático, deverá procurar alcançar o que é melhor para ele, o que ele quer, isto é, que o povo quer. No caso específico, ele é contrário a venda da Copel.
O governador carece de amparo para a venda da estatal Copel, porquanto, foi eleito por aqueles que discordam dessa venda, na qual o governo está empenhado como se não devesse respeito aos cidadãos.
Não vá, governador, tutelar uma coletividade que o elegeu e registrar que, essa mesma população, não tem conhecimento da matéria, e assim, impedida de decidir. Faça-se a vontade da população. Se errar, que sofra as consequências, visto que, em qualquer decisão, pressente um risco calculado e assumido, como foi eleger o governador, aquele que quer tutelá-la.
- AUGUSTO JONDRAL FILHO, Londrina
Privatizacao da Copel (2)
Uma piada muito grave nas consequências, a insistência do Governo do Paraná em privatizar a Copel. Da mesma forma como tentaram estatizar (no pior sentido) a inteligência dos paranaenses com engodos e promessas de eleição, vêem agora afirmar que é bom negócio privatizar uma das melhores e mais rentáveis companhias energéticas do País.
Reportando-nos à venda dos 45% da Sercomtel para a Copel, e o que se verificou com os R$ 186 milhões, o que poderá acontecer numa provável privatização da nossa Copel, proporcionalmente maior?
1. O Estado não receberá mais os dividendos de seus lucros. 2. Não haverá mais a possibilidade do paranaense fiscalizar a empresa como o faz. 3. Tendo em conta que a Copel hoje forma um holding com absorção de várias outras participações, como as fiscalizaremos, e para quem irão os dividendos? Para os paranaenses? Claro que não, tal como a Chrysler, suscetível às mudanças de mercado. 4. Caso existam irregularidades dentro da Copel, vão sumir do mapa; por exemplo na questão da negociação das ações do Sercomtel, se esvairão (as possíveis provas) no ralo das vaidades e nos possíveis acordos celebrados pré ou pós-leilão.
Portanto, tal qual a privatização do Banestado, que para ser saneado não necessitaria desta inferência absurda do Estado, encobrindo possíveis irregularidades denunciadas por políticos de expressão no Estado, a venda da Copel poderá sumir com provas importantes. Outra coisa, qual a necessidade de se gastar, só em dois dos maiores periódicos do País, dez páginas de publicidade sobre a saúde da Empresa? Seria um pré-edital de venda em leilão?
Senhor governador, nós, paranaenses, temos o desejo do melhor para nosso povo, não desejamos vender a Empresa, ou a máxima O Estado sou eu - marca do absolutismo - renasceu tal qual na época do Rei Sol? Copel significa Companhia Paranaense de Energia Elétrica, e até agora, não se tornou filial da Chrysler. Por enquanto, é nossa!
- LUIZ EDGARD BUENO, escritor, Londrina
Privatização da Copel (3)
Se o povo confiasse plenamente nos administradores públicos, acreditando que o dinheiro arrecadado, seja com impostos e taxas, seja com as tão comentadas privatizações, seria muito bem aplicado, será que não estaria de acordo, principalmente com a venda das empresas públicas? Taí um bom tema para uma enquete.
Particularmente no nosso Estado, a falta de confiança no uso do dinheiro das privatizações é que faz com que o povo seja contra a venda dessas empresas. Mas a pergunta é: onde está o dinheiro da venda do Banestado? Onde irá o dinheiro da venda da Copel? No caso de Londrina, a experiência foi péssima pelo uso privado do nosso dinheiro gerado com a negociata da venda das ações da Sercomtel.
Todo aquele dinheiro entregue a governantes honestos traria grandes benefícios para a população. A propósito, que o Ministério Público e, agora a Polícia Federal, investiguem a fundo porque em algum lugar está o nosso dinheiro. Se tivermos administradores sérios e responsáveis, certamente apoiaremos a venda das estatais que, mesmo sendo rentáveis, são cabides de emprego e objetos de barganhas políticas.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Antenas
Em relação à carta do senhor Tadeu Arilson Stulzer, publicada domingo na Folha, intitulada Antenas, exigem-se os seguintes esclarecimentos:
1. Foi a Global Telecom que tomou a iniciativa de recorrer de uma decisão administrativa da prefeitura, que, embora mantendo o alvará que permite àquela empresa a construção de novas antenas, embargou temporariamente as obras para: a) atender à necessidade de regulamentação de construção de novas antenas, independentemente da empresa interessada em sua instalação; b) atender à legítima preocupação de uma parcela da população que se julga prejudicada pelos possíveis efeitos dessas antenas, sejam elas de propriedade de que empresa for.
2. A Justiça acatou, em caráter liminar, o pedido da Global. Compete, pois, à prefeitura cumprir a determinação da Justiça, o que não a impede de recorrer a ela para, em nome do bem comum, tentar revogar essa determinação. Determinação, repetimos, feita em caráter liminar, ou seja, transitório e passível de modificação por iniciativa da própria Justiça.
3. Nenhuma antena da Sercomtel foi embargada simplesmente pelo fato de que esta empresa não estava - e não está - construindo nova antena.
4. A ação da prefeitura não visa demolir qualquer antena que a Global já tenha instalado. A empresa opera normalmente em nossa cidade.
5. A prefeitura abriu um amplo debate sobre o tema, com a participação de vários setores da sociedade, inclusive da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, e dessa discussão estão surgindo orientações sobre os locais mais apropriados para a instalação de antenas. O debate está aberto, e o missivista é nosso convidado para dele participar.
Reconhecemos por fim, que a Global é uma empresa séria como é a Sercomtel - e não como foi a Sercomtel até alguns anos atrás, como acusa injustamente o missivista.
- LUIZ CARLOS BRACARENSE, vice-prefeito e secretário de Obras, Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi publicado ontem na página 2 do caderno de esportes, o nome correto do ex-técnico interino do Paraná Clube é Saulo de Freitas.
- A Folha Economia corrige na coluna Indicadores, na página 4 do Caderno, duas alíquotas de recolhimento da Previdência Social. Em razão do aumento da CPMF, no dia 18, o trabalho assalariado passou a ser tributado em 7,65% (até o limite de R$ 398,48) e em 8,65% (para a faixa de R$ 398,49 a 453,00).
- O Centro de Ensino Supletivo (CES) de Maringá tem 3,3 mil alunos e não como foi publicado na matéria Estudantes fazem protesto e acampam na frente do Núcleo, na edição de ontem da Folha Cidades. Este número foi levantado pela APP-Sindicato. Segundo o Núcleo Regional de Educação, são 2,6 mil os estudantes do ensino médio no CES.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





