O LEITOR ESCREVE
Justiça
Declaro a quem possa interessar que a Diocese de Campo Mourão/PR, através de seu Bispo Diocesano, tem manifestado a toda imprensa que tem procurado informações sobre o envolvimento do prefeito de Mariluz, Padre Adelino Gonçalves, nos assassinatos, o seguinte:
1. Padre Adelino Gonçalves é padre incardinado nesta diocese e desde dezembro de 2000 está suspenso do pleno uso de ordens;
2. Que cabe às autoridades constituídas esclarecer os fatos e responsabilizar o verdadeiro culpado;
3. Qualquer julgamento fora do processo legal e à luz dos princípios do direito é precipitado;
4. Que no dia 7 de março, o bispo Diocesano declarou na imprensa: Padre Adelino é cidadão e responde perante a Justiça como qualquer outra pessoa;
5. Que Justiça se faz com Justiça, na forma da lei, sem pressões políticas ou comentários de pessoas boquirrotas.
Convido todos a rezarem para que a verdade prevaleça e ilumine as autoridades competentes para não cometerem qualquer injustiça a quem quer que seja.
- DOM MAURO APARECIDO DOS SANTOS, Bispo de Campo Mourão
Investimentos
Cumprimento o jornalista Luciano Augusto pela matéria de domingo, dia 25, sobre o risco de epidemia de dengue no Paraná. Faço apenas uma observação ao destaque dado à minha informação, a seu pedido, sobre os investimentos realizados pelos três níveis de governo para o combate à doença no município de Londrina. O governo federal, historicamente, através da antiga SUCAM sempre foi o responsável pelo combate ao vetor da doença e é portanto natural que ele continue a ser o maior financiador da ações. Não estava, portanto, reclamando dos investimentos estaduais na área de endemias no município, mas simplesmente respondendo à indagação.
Sobre os investimentos do SUS como um todo no Estado, aproveito para manifestar que a Emenda Constitucional 29, que passa a vigorar esse ano, vincula recursos mínimos da União, Estados e municípios para a saúde. Aqui no Paraná isso poderá representar maior aporte de recursos estaduais pois o mesmo tem-se mantido historicamente abaixo do preconizado pelo recente preceito constitucional.
Finalmente, sobre a possibilidade da descentralização estar prejudicando o combate à dengue, considero que é uma observação perspicaz do jornalista. Particularmente defendo a municipalização do combate às endemias mas reconheço que ela só terá sucesso se o apoio dado aos municípios for planejado e consistente. O que ocorrerá, por exemplo, quando os funcionários da Fundação se aposentarem? Não existe uma política de recursos humanos no SUS, e, a continuar assim, no futuro as coisas poderão se agravar ainda mais.
- SILVIO FERNANDES DA SILVA, secretário de Saúde do município de Londrina
Outono
Surpresos com a matéria publicada pela Folha, no dia 18, sob o título Dias mais curtos, noites mais longas: é a vez do outono, os alunos da 5ª série do Colégio Marista de Londrina, sob a orientação dos seus professores de geografia e ciências e pesquisando na Internet, montaram um texto mostrando as falhas da reportagem. O Colégio Marista de Londrina agradece à Folha a oportunidade de dar espaço aos seus alunos para mostrarem seus conhecimentos e que também lêem a Folha.
Primeiramente, a matéria culpa o movimento do Sol pelas diferentes estações do ano, como se fosse ele que se movesse. Na verdade, não é o Sol que se move, mas a Terra. A Terra apresenta dois movimentos: rotação - movimento que ela faz sobre o seu próprio eixo originando os dias e as noites; translação - seu movimento em torno do Sol. Essa volta completa dura cerca de 365 dias e 6 horas, essas seis horas restantes são ajustadas a cada quatro anos, chamados de anos bissextos.
O certo seria dizer movimento aparente do Sol, porque o movimento de rotação da Terra se dá de oeste para leste, fazendo a gente pensar que o Sol nasce a leste e desaparece a oeste. O movimento responsável pelas estações do ano é o movimento da Terra que se chama translação, aliado ao eixo inclinado da Terra. Nas estações outono e primavera, há um certo equilíbrio na distribuição de luz e calor porque a inclinação da Terra permite.
Outro erro está no fato da reportagem apresentar o termo equinócio como sinônimo de outono e primavera, e solstício como sendo sinônimo de verão e inverno. O equinócio e o solstício são fenômenos que ocorrem somente durante quatro dias do ano: equinócio de outono (por volta de 21/03) e de primavera (por volta de 23/09), no hemisfério sul. São dias em que ambos os hemisférios recebem quantidades iguais de luz e calor do Sol, portanto apresentam dias e noites com o mesmo período de duração. Já o solstício acontece nos dias em que há a máxima desigualdade na distribuição de luz e calor, ou seja, quando o dia tem um período maior do que a noite, no solstício de verão (por volta de 21/12) no hemisfério sul, e o solstício de inverno (por volta de 21/06) quando a noite tem um período maior do que o dia, no hemisfério sul. Nos solstícios, a diferença de duração entre os períodos noturno e diurno pode chegar a até quatro horas.
- MARIZE RUFINO, diretora educacional do Colégio Marista de Londrina
N.R.
A reportagem publicada no dia 18, sob o título Dias mais curtos, noites mais longas: é a vez do Outono não tinha como meta dissertar sobre os fenômenos físicos do outono - apesar de citá-los. Por esta razão, os alunos podem ter encontrado o que eles chamaram de erros ou falhas na redação. Porém não na informação. Em nenhum momento a matéria culpou o sol por qualquer fenômeno natural. Talvez tenha deixado de especificar - como sugerem os alunos - que o movimento do Sol é aparente. Os termos equinócio e solstício não foram usados como sinônimos para outono/primavera e verão/inverno. Os quadros da matéria já demonstravam que o chamado outono propriamente dito ocorria no primeiro dia dele, com a posição adequada no Sol no hemisfério sul. Lembre-se que a reportagem contava que alguns fenômenos podiam ser vistos apenas no outono e na primavera. Um deles seria o nascimento e o pôr-do-Sol exatamente nos pontos cardeais. O astrônomo que concedeu os dados e a entrevista explicava: Apenas no primeiro dia do outono e da primavera, o Sol nasce exatamente no ponto cardial Leste e se põe no Oeste. Além disto, a simplicação da simbologia entre equinócio e solstício foi sugerida pelo próprio astrônomo como forma de facilitar o entendimento e a leitura da matéria.
Repúdio
Quero registrar meus votos de repúdio ao governo do Estado do Paraná, em especial ao Procurador do Estado Joel Coimbra, pela violência cometida contra um professor do Estado, ocorrido durante entrevista a uma emissora de televisão.
Nós paranaenses estamos perplexos com tanta violência deste governo truculento e ditatorial.
- CÉLIO BORBA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





