Terceirização
O governo através de seus agentes fiscalizadores repudia a mão-de-obra terceirizada nas empresas privadas, mas admite dentro dos próprios órgãos públicos e nas estatais, como é o caso que acabamos de ver na Petrobras, mais 100 mil nessas condições.
Qual seria a restrição que o governo faz quanto a terceirização? A terceirização pode gerar instabilidade social, pela precariedade dessas contratações, que muitas vezes, são praticados por setores de recrutamento de mão-de-obra, jogando os preços lá em baixo, simplesmente para ganhar a concorrência, não respeitam os encargos sociais, deixando de recolher as contribuições previdenciárias e trabalhistas.
As empresas, no afã de enxugar, reduzir custos, fugir dos encargos sociais, esquecem-se que o ser humano é dotado de emoções, vida social e se sente orgulhoso por aquilo que faz, por isso não pode ser visto como uma máquina, um objeto, uma peça isolada do contexto social.
A terceirização está sendo o jeitinho brasileiro de fugir dos encargos sociais e o compromisso com a estabilidade de seus funcionários. Contudo vendo o outro lado da questão, uma mão-de-obra sem qualificação poderá trazer transtornos incalculáveis como acabamos de ver o caso da Petrobras, na Bacia de Campos.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Cultura
Numa definição sociológica, cultura não restrita a uma camada privilegiada, mas sim, um sistema de atitudes e modos de agir, costumes e instituições, valores espirituais e materiais de uma sociedade, abrangendo estado intelectual, artístico ou científico em que se revela, com um sentido humano, um esforço coletivo pela libertação do espírito.
Em nossa cidade o que temos de cultura? Teatro, dança, concertos, festival? Quem pode ir aos espetáculos com ingressos tão caros? Até o futebol que era o esporte das multidões está com os estádios vazios, ingressos caros também! Habitualmente íamos aos cinemas que tinham preços populares. As famílias, anualmente, frequentavam as tradicionais Exposições no Parque Ney Braga, hoje inacessíveis aos bolsos da maioria da população.
Tem que haver mobilização cultural para o povo para que renasça a alegria. Cultura não é somente teatro e música. Não só a elite a merece. Tem que sair deste pequeno universo eclético e ir ao povo, globalizante com promoções populares, como teatrinhos nas escolas da periferia, dança, literatura, artesanato, música, etc.
A magia cultural deixa o povo diferente, não se interessando somente por coisas corriqueiras de trabalho e família, anestesiando-os em filmes, novelas ou futebol ou bares.
É verdade. Londrina precisa de uma visão cultural ampla. Não se precisa buscar artistas em grandes centros. Basta visitar as casas noturnas, ouvi-los nas praças e nos rádios, nas associações de bairros, gente que canta bem, interpreta bem, escreve bem, manja de artesanato, pintura, etc.
Dê cultura para o povo. Sem dúvida, será menos violento, mais amoroso, sorrindo e percebendo que vale a pena viver!
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Iluminação
Sou um pessoa um tanto quanto exigente e gosto das coisas corretas e da forma mais transparente possível. Estou tentando aplicar essa fórmula também na hora de votar. O ano de 2000 foi um ano eleitoral, que escolhemos prefeitos e vereadores de nossas cidades. Aqui em Maringá, desde o primeiro turno fiz a opção em votar em um candidato do povo. Escolhi o PT. votei, apoiei e participei. Agora peço licença para cobrar.
Hoje o sistema de iluminação pública encontra-se em poder da prefeitura municipal, que um dia já foi responsabilidade da Companhia de Energia – em que pese ser cobrado na conta de luz também, além de constar no carne do IPTU. Ocorre que a luz que iluminava a frente de minha residência queimou ou foi quebrada por algum vândalo. Liguei solicitando a substituição há quase duas semanas e a maldita da luz continua queimada. Liguei novamente para a ouvidoria municipal e me disseram que o serviço está demorado mesmo e eu teria de aguardar. Liguei no Procon e lá me disseram que infelizmente esse serviço chega a demorar até três meses para ser realizado. Liguei na secretaria, responsável pela Iluminação Pública, e falei com o chefe do setor que ficou de me dar uma resposta que até agora não veio.
Eu estudo à noite, chego tarde da faculdade e a minha rua é totalmente coberta por árvores, o que facilita eu ser abordado por algum marginal. E se eu for assaltado, se perder minha vida, quem irá indenizar a mim ou a minha família? Aliás a vida é uma das poucas coisas que o dinheiro ainda não compra.
Diante de tudo isso gostaria de ser tratado com respeito e que o serviço que solicitei seja feito com a maior brevidade possível, pois já paguei meus impostos e agora eu quero a lâmpada do poste de minha casa substituída.
Respeito o trabalho que está sendo realizado na prefeitura de Maringá, só que ele deve atingir todos os setores e não apenas alguns.
- EDJAN BALDO DE CARVALHO, auxiliar administrativo, Maringá
Segurança pública
Quero fazer uma denúncia e também saber de quem é a responsabilidade pela segurança: Polícia Militar ou Polícia Civil? Resido no Jardim Castelo, imediações da Vila Casoni, Jardim Ideal, Vila Yara e outros. Na semana passada duas pessoas foram assaltadas a uma quadra de onde moro; e ontem ao descer da faculdade, aproximadamente às 23 horas, fui seguida por um homem de bicicleta. Porém corri e liguei pra casa e pedi a alguém da família que viesse me encontrar. O sujeito passou por nós em alta velocidade, sem nem olhar para trás.
Agora pergunto: e se eu não tivesse o privilégio de possuir um telefone celular, o que poderia ter acontecido? Fácil não imaginar a situação, quando não se trata de um amigo, parente ou nós mesmos. Qualquer um, homem, mulher sem distinção de raça ou idade pode vir a ser molestado na rua ao voltar da escola ou serviço.
Gostaria, realmente, de saber a quem compete uma ronda pelo local para inibir esse tipo de situação. Não sei, aliás ninguém sabe a quem recorrer.
- ROSELY MORAES BASTOS, funcionária pública, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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