Antenas
Causa espanto a participação direta da Prefeitura Municipal no intuito de ‘‘revogar’’ a liminar concedida à Global, para a instalação de antenas. O espanto não só é pelo fato de ter ela reais interesses, como também a Sercomtel Celular ter colocado inúmeras antenas pela cidade, e ninguém se deu ao trabalho de protestar.
Não entendo ‘‘lhufas’’ de telefonia, irradiação e/ou propagação de ondas eletromagnéticas, bicarbonato de cálcio e sal de frutas. Tenho, porém, certeza de uma coisa: a irradiação da antena da Global Telecom é igual à da Sercomtel. Outra certeza que tenho é que o artigo 5º da Constituição Federal ainda está em vigor.
Isso cheira tão mal quanto aquela leizinha feita às pressas, para beneficiar o time de futebol local em detrimento da agremiação de Cambará, cidade também no setentrião paranista.
Então, peço a quem de direito que pare de usar essas pessoas apenas como ‘‘massa de manobras’’ pois o sol nasceu para todos, indistintamente. Acredito que a Global Telecom seja uma empresa séria como foi a Sercomtel até alguns anos atrás. A prefeitura deve preocupar-se com outras prioridades e não com sua concorrente na telefonia celular. Afinal de contas, mudou a administração ou continua a mesma?
- TADEU ARILSON STULZER, advogado, Londrina
PAI
Morte ao PAI! Assusta, claro, mas não uso o sentido literal da palavra pai, não refiro-me ao nosso progenitor, refiro-me ao Pronto Atendimento Infantil, o PAI famoso, uma obra faraônica, que custou milhões de reais e foi motivo de desvio de outros milhões.
Senhoras e senhores, o PAI é uma obra planejada, tão bem planejada que virou referência nacional ao atendimento infantil, mas agora, talvez para apagar definitivamente as lembranças da triste administração Belinati, querem transformar aquele prédio numa área administrativa da Secretaria da Saúde do Município de Londrina.
E parece que estão querendo convencer a comunidade de Londrina que essa é a melhor alternativa. Mas o problema é que a técnica de convencimento é a do ferro e fogo. Vejam só, recebi uma ligação de um amigo há alguns dias que comentava que não conseguiu atendimento no PAI, que fora argumentado que não tinha médico para atender-lhe depois de deixá-lo horas esperando.
É, parece que querem mostrar que a obra faraônica presta um serviço tão ruim que o povo cansa e clama por uma destino mais útil para o prédio.
Ora, por favor, já sofremos por demais, não merecemos uma artimanha tão desonesta. Espero estar enganado, espero que o PAI continue sendo uma referência em qualidade e respeito ao cidadão, ao trabalhador que não pode pagar um Plano de Saúde para a sua prole.
- LUDOVICO JOSÉ BONATO, funcionário público, Londrina
Privatização da Copel
Estou espantado com a quantidade de pessoas e principalmente políticos que se manifestam contra a privatização da Copel. Sinceramente tenho medo do que venha a acontecer no futuro. Sou contra a privatização da Copel, como também fui contra a privatização da Vale, das Teles, do Banestado, etc., porque considero que o que é estratégico para o desenvolvimento social no país, deve permanecer sob o controle do Estado.
Porém, o circo que estão armando sobre a privatização da Copel é simplesmente politicagem, porque muitos defendem a Copel simplesmente por serem ‘‘inimigos’’ políticos do governador Jaime Lerner ou porque sabem que ficar do lado do governador no momento atual é correr o risco de afundar junto com ele, e não porque são contra a política de privatização que predomina no País, para isto basta observar que a maioria deles pertencem aos partidos do PSDB, PMDB, PLF, etc., partidos aliados ao governo federal que sustentam a política de ‘‘entreguismo’’ do patrimônio público ao capital estrangeiro liderado por FHC, o que deixa muito claro que assim que retornarem ao Palácio do Iguaçu, como governo, (Deus queira que não cheguem), retomarão o processo de privatização.
Pesquisa feita na Internet pela RPC, mostrou que mais de 90% dos paranaenses são contra a privatização da estatal, e o momento de defendê-la é agora, portanto para não tirá-la das mãos dos lobos e entregá-la nas mãos dos urubus de plantão devemos também escolher muito bem nossos próximos políticos em 2002, porque quem realmente defende a Copel defende também a Petrobras, o BB, a Caixa Econômica Federal, enfim defende os bens públicos, os outros querem apenas nos enganar.
- WALMIR FERREIRA DE ALMEIDA, universitário, Cambé
A conta do FGTS
Estamos às voltas com um grande problema que é a correção do saldo do FGTS devida sobre os planos Collor e Verão. Deputados, senadores, ministros, presidente da República dizem que o Poder Executivo, ou seja, a Nação Brasileira não deve pagar.
O Brasil deve pagar. Senão vejamos: quem elegeu Fernando Collor de Mello presidente da República? Foi o povo brasileiro. O que significa eleger o presidente? Dar uma procuração em branco para tomar medidas e decisões sobre a Nação Brasil. Quem editou os planos econômicos que prejudicam os saldos do FGTS? Foi o brasileiro, representado pelo seu presidente da República, que emitiu um medida provisória, aprovada pelo Congresso Nacional. Então, toda a Nação deve pagar pelo erro de seus governantes eleitos por maioria dos votos. Ilógico querer repartir o prejuízo em apenas três categorias.
Estou com ação tramitando na Justiça desde 1994. Já estamos em fase de recursos superiores. Agora me vem um cidadão, com todo respeito que merece por ser presidente da República, chamado Fernando Henrique Cardoso, e diz às vésperas das eleições municipais de 2000: ‘‘Vamos pagar a correção para todos os trabalhadores’’, num claro estelionato eleitoral, para ludibriar grande parte do eleitorado brasileiro, e induzi-los a votar nos candidatos do governo. Passada a eleição, Francisco Dornelles, ministro do Trabalho, afirma: ‘‘O governo não vai pagar a conta do FGTS.’’
Senhores deputados, senhores senadores, acordo se faz antes de haver decisão judicial. A decisão judicial é para ser cumprida. O povo brasileiro tem que pagar sim, porque perdeu na Justiça. A alternativa é verificar as pessoas que tomaram empréstimos com dinheiro do FGTS nesse período e foram beneficiadas com a correção inferior à devida.
A solução é simples, repassar a conta para estes que foram beneficiados pela redução da correção em seus saldos devedores. Se isto não ocorreu, imputar toda a responsabilidade ao administrador do FGTS, ou seja a Caixa Econômica Federal, por simplesmente ter sido incompetente e não ter cobrado de quem levou o empréstimo o que era devido.
- JOÃO HORWATICH FILHO, agropecuarista, Arapongas
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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