O LEITOR ESCREVE
Norte pioneiro
Numa noite, retornando da Exposição Feira Agropecuária do Norte Pioneiro - EFAPI - pela rodovia BR-153, comecei a refletir sobre nossa Expo, seu potencial, suas virtudes e eventuais aspectos que poderiam ser melhorados.
Noite escura, os faróis vão indicando o que restou do asfalto - caótico, pra dizer pouco - o Norte Pioneiro não merece isto! Tentando associar a EFAPI com a região, imagino que os seus aspectos ligados à comercialização de produtos e animais, exposição industrial, diversão e lazer para a população, etc., são relevantes, porém uma conclusão óbvia demais. Além disso, como fazer reflexões, transitando por uma tão insegura e estressante via que é a BR-153? Aos poucos vou sendo levado a pensar sobre a falta de investimentos na região, crise nos negócios, tudo com fortes reflexos para a região do norte pioneiro.
É portanto, impossível resistir à tentação de se relacionar à importância da EFAPI a aspectos mais profundos e mais contundentes. O nosso tão querido norte pioneiro é resultado do que fizemos a vida toda: trabalhamos duro, somos exportadores de matéria-prima, não se agrega valor ao que se produz, que dizer do marketing? E como consequência não temos o retorno e a projeção que desejaríamos.
A EFAPI é, em parte, e tem um potencial maior ainda, para servir de palco para a grande mostra de quase tudo que se faz ou se produz no norte pioneiro.
Esse é o ponto, a EFAPI pode ser a grande referência. Há que se reunir em torno dela toda a capacidade regional, dotando-a de mecanismos que lhe permitam realizar sua vocação em toda sua plenitude.
O resultado de uma Expo deve servir a toda uma coletividade, por outro lado uma Expo forte é também mais uma das formas para se aproximar a região dos seus destinos. Se não foi possível atingir-se ainda todo o potencial que o norte pioneiro pode, via EFAPI, prefiro crer no futuro, pois é lá que iremos viver e será, no futuro, que poderemos ser mais unidos em torno de todas as nossas causas.
- MANOEL CARLOS FERREIRA, empresário e pecuarista, Joaquim Távora
Combate à dengue
O que houve (em relação à dengue) foi moleza, frouxidão de alguns prefeitos que, por causa da campanha eleitoral, largaram o trabalho preventivo. São as palavras do Ministro da Saúde, José Serra, no dia 19.
É muito fácil alegar à frouxidão dos prefeitos a questão mal revolvida da dengue no país. Eu diria que não se trata de frouxidão apenas, trata-se de absoluto descaso com a vida, porque a dengue não está só atrapalhando a vida e a saúde das pessoas, ela está ceifando vidas. Tudo indica que a tendência é o crescimento do número de mortes, pois parece que Ministério da Saúde perdeu o controle da situação. O senhor sabe que é muito forte a chance de aumentar o número de mortes pela dengue hemorrágica, pois dos 4 tipos de vírus existentes, 3 já estão circulando no País.
Delegar aos municípios o controle das endemias que envolvem insetos como hospedeiros invertebrados é loucura, ou total irresponsabilidade. Talvez nem os loucos sejam tão irresponsáveis. Nem todos os prefeitos são corruptos, mas a maioria com certeza é. E que dão destinos nebulosos aos recursos públicos, dão. Aliás, não são só os prefeitos. Dos três poderes, não sobra um como bom exemplo.
O ministro disse também que o País trava uma batalha contra a dengue. Eu diria que é preciso se preparar para uma guerra. Muitas serão as batalhas e os soldados têm que ser muito bem preparados. O processo de desmantelamento e descentralização da Fundação Nacional de Saúde, órgão responsável pelas endemias, vem se arrastando há pelo menos 20 anos e a maioria dos Estados e municípios sequer tem uma diretoria responsável pelo controle de vetores. Não estaria na hora dos adeptos do desmantelamento e da descentralização a qualquer custo mudarem suas atitudes? Como fica o Estado do Paraná com 260, dos 399 municípios, infestados pelo Aedes aegypti?
- UESLEI TEODORO, professor, Maringá
Poluição
Nesta seção no dia 16 de março foi citado, que a fábrica de Ração Big-Frango instalou-se na Vila Industrial e passados mais de 40 anos os domicílios urbanos ultrapassaram o bairro, sendo uma inverdade.
Na infância e juventude fui moradora da Vila Industrial, anos depois passei a residir no Jardim Aratimbó bem defronte a Big-Frango. Cheguei nesta cidade ainda bem pequena e nos tempos que na Rua Rouxinol passava boi e a boiada, o homem e os veículos e o transporte ferroviário era feito pela Maria Fumaça, e acompanhei o desenvolvimento das citadas áreas.
Quero esclarecer aos leitores e ao diretor Engenheiro da Indústria Big-Frango os seguintes fatos: o edifício dessa indústria era um silo de milho e foi construído pelo grupo Cargill Agri. Comercial S/A e funcionou de 1946 a 1966. De 1966 a 1980 continuou como silo de milho tendo sido adquirido por Comércio Indústria Neva S/A, inclusive com o logotipo NEVA no alto do edifício e sua atividade diária encerrava-se pontualmente as 21 horas, respeitando feriados e domingos e nenhum incômodo nos causava.
Após isso, o prédio ficou vários anos desativado, sendo então adquirido pela Guabi Alimentos Ltda., indústria então que iniciou a adaptação para instalar a sua fábrica de ração. Novamente foi adquirido e readaptado, e em 1989 a partir do segundo semestre a Indústria e Comércio de Ração Big-Frango instalou-se na região da Vila Industrial, trazendo aos habitantes dessa vila e do Jardim Aratimbó os problemas: poluição visual, sonora, fumaça e ração pra todos lados.
Ademais privando-nos do direito de dormir tranquilamente; tanto as crianças, jovens e idosos. Transtorno esse causado pela ineficiência de suas manutenções nas tubulações, onde o referido engenheiro alega apenas ruídos provocados pelos cereais. Portanto lá se vão 12 anos que convivemos com tais problemas, os quais, ultimamente vêm sendo difícil e insuportáveis de se aguentar.
- SUSANA DE SOUSA GALIAN, aposentada, Arapongas
Aranha marrom
Quero informar aos leitores que temos à mão um grande inimigo da aranha marrom e de outros animais peçonhentos que infestam nossas casas e terrenos: o gato.
Moro em pleno Batel, em uma área verde com muitos predadores, e tive muitos problemas com a proliferação em minha residência da famigerada aranha marrom, até que ganhei um gato de uma amiga. A partir daí, acabaram-se as aranhas. Hoje tenho cinco belos gatos que policiam minha casa e meu jardim, com muitas flores, grama e até árvores, e as aranhas marrons já eram. Meus vizinhos estão fazendo a mesma coisa, e as aranhas na minha região, acabando de vez.
Passo essa dica para quem gosta de dormir sossegado sem o medo de amanhecer picado por uma aranha.
- MARIA BERNADETE CANHEDO, médica, Curitiba
Correção
- Informamos que a palavra Foz do Iguaçu no título da manchete da página 6 da Folha Economia saiu com erro de digitação.
- A palavra unem foi equivocadamente acentuada no título de reportagem sobre manifestação de estudantes contra possibilidade de fechamento de biblioteca, publicada na página 3 do caderno Folha Cidades, edição de 22 de março de 2001.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





