Poluição (1)
Como foi bom domingo, dia 11, ler Mazza, Pedro Washington, Pelegrini, etc., ou seja, os jornais em que escrevem, e não ter o fundo sonoro barulhento, violento da Indústria Big Frango.
Em dado momento, o silêncio e a paz eram tantos, ruas e bairros inteiros tranquilos, que julguei estar acometida pela surdez. Algo estranho para nós. Que alegria.
A bem da verdade devo dizer que no sábado à tarde já havia um relativo silêncio quando lia ‘‘Quero um vestido vermelho’’, de Maria Lúcia Barbosa.
Obrigada, Folha, por publicar nossas denúncias. Contamos com o vosso apoio e auxílio na publicação de nosso sofrimento. Venha de quem quer se seja.
- SUAMÍ DE SOUZA, professora aposentada, Arapongas
Poluição (2)
É uma luta que vara anos entre a Big Frango e a nossa comunidade. Agora levamos à imprensa. Lutamos com nossos próprios meios, solicitando fiscalização ao IAP, 0800 local, Vigilância Sanitária, reuniões com representantes da firma. Enfim, tudo.
Agora recorremos à imprensa para nosso auxílio, visto os desmandos da Big Frango anos a fio. Me parece que vereadores vão aparecer. Nunca se manifestaram. No entanto, agradecemos o auxílio.
Já dizia o meu pai: ‘‘os incomodados que se retirem’’. Talvez seja isso que quer a indústria, o êxodo de milhares de pessoas, colégios, igrejas, biblioteca, postos de saúde, etc.
Caminharemos firme como Moisés, porém firmes para a preservação de nossa saúde, tranquilidade. Pois as crianças que aqui residem merecem ter um futuro sem a poluição sonora, visual e ambiental, agregadas à fumaça e ao farelo que essa indústria produz.
- JORGE LEANDRO MOREIRA, técnico em TV, Arapongas
Poluição (3)
Sei e tenho sabido da poluição da Indústria Big Frango em minha cidade. Quero esclarecer o seguinte:
Boa lembrança tenho sobre a antiga Cargill, falada nas cartas da Folha. Trabalhava na antiga R.V.P.S.C. (Rede PR/SC) depois R.F.F.S/A. Bons tempos aqueles que a gerência da Cargill preocupava-se em proteger os produtos na hora de carregar os vagões. Posso afirmar que os vagões saíam limpos, protegidos por uma lona de borracha.
Hoje, nos meus 69 anos, me entristeço quando por ali transito. A Cargill era um prédio que se destacava, tão limpo, tão branco. Hoje enegrecido, já descaracterizado da sua originalidade, um amontoado de sucatas, como tivessem de mostrar o que ali produzem - um mau cheiro. Não moro mais nas casas da Rede.
Imagino como devem penar aqueles que moram próximo. Tudo em nome do desenvolvimento e do lucro. Esquecendo do direito das pessoas de viver num ambiente bonito e saudável.
Cumprimento esse jornal por abrir espaço para os que moram lá perto.
- RODOLFO DE OLIVEIRA, ferroviário aposentado, Arapongas
Mulheres
Passaram-se alguns dias da comemoração do Dia Internacional da Mulher, o mundo inteiro rendeu homenagens a esta que é considerada o pilar da família como mãe e como esposa. Pois bem, mas será que esta busca de reconhecimento, não está confundindo um pouco a todos os cidadãos, homens e mulheres?
A onda do momento são os bailes funks de todo o Brasil. E que me desculpem os adeptos, mas é uma bizarrice. O fato é que em todos esses aparatos mostrados pela mídia, a mulher ocupa o seu espaço quase nunca à altura da sua dignidade. Abismados e perplexos vimos a TV nos mostrar a fila indiana, onde as ‘‘popozudas’’ dançam sem calcinha e transformam o ato sensual, em uma pornográfica mostra de suas vulgaridades.
Ora, será que a mulher nos dias de hoje gosta de apanhar, ou o refrão ‘‘um tapinha não dói’’ não expressa isto!? Será que para tocar uma mulher é preciso ‘‘cerol na mão’’!? Sem contar as feiticeiras, as enfermeiras e as tiazinhas espalhadas por todo o Brasil. Será que a mulher se resume apenas a uma bunda e um par de seios cheios de silicone?
Sei que no Brasil temos mulheres de verdade, que lutam pelos seus legítimos direitos, e espero que não demore muito para que estas mulheres comecem a se revoltar e a tentar por um fim nessas barbáries que nos assolam.
- MIGUEL PEDRO ABUDI JÚNIOR, universitário, Campo Mourão
Reforma tributária
Já se gastou muita tinta e muito papel para se escrever sobre a Reforma Tributária. Já se gastou muita saliva e muito neurônio para falar e pensar em como resolver este problema que é um desafio para os governantes em todos os âmbitos do poder.
O problema do Brasil na área fiscal é que, como em outras áreas, prevalece a injustiça social. É uma questão que se resolveria com os rigores da lei, já que não há como convencer pelo despertar da consciência.
Mas também é necessário que sejam aplicados os rigores da lei aos administradores públicos, para que apliquem prioritariamente os recursos constituídos pelos tributos diretos e indiretos cobrados da população. O governo federal tem um projeto de lei de Reforma Tributária no Congresso Nacional há mais de quatro anos. Muitas das reformas
a serem aplicados nos estados e municípios dependem da aprovação.
Na verdade há pontos básicos: receber os bilhões em dívidas de grandes empresas sonegadoras; distribuir melhor o sistema de alíquotas por setor de produção e por faixas de renda (no caso do imposto de renda); manter a fiscalização capaz de punir os sonegadores.
Sabe-se que a corrupção em todos os âmbitos e poderes públicos tornou-se comum (obras e compras superfaturadas, notas calçadas, folha de pagamento II, licitações fraudulentas, salários exorbitantes, excessos de horas extras nunca trabalhadas, etc).
Se fosse possível corrigir a corrupção oficializada, o país teria muito mais recursos para investir em infra-estrutura, sem precisar dos famigerados pedágios nas estradas terceirizadas; em saúde e educação, sem as comuns calamidades que atingem grande parte da população. O país hoje produz 50% a menos que poderia produzir com a mesma estrutura e o mesmo investimento. Imagine o que aconteceria na sua vida se você em dois anos dobrasse o seu faturamento sem investir mais! É isso que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios deveriam fazer.
- WALTER DOMINGOS, escritor, Mandaguari
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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