Poluição (1)
Respondendo a um leitor no dia 4, nesta seção, o diretor da Big Frango de Arapongas afirmou que as válvulas da indústria foram substituídas por outras de aço inox. Concordo com isso plenamente, mas esquece-se ele de um fato: os dutos ficam entupidos pela ração, e os funcionários, não se importando com o horário e na maioria das vezes entre as 22 horas às 2h30 da madrugada, em pequenos intervalos, usam para desobstruí-los barras de ferro e marretas. São essas batidas, além dos ruídos que a empresa produz, que nos incomodam. Usam então sacos plásticos de lixo amarrados com tiras de borracha preta e a consequência disso: ração na rua, na ciclovia, telhado da indústria e pela vila afora, em nossos quintais e dentro de nossas casas.
Deve ao meu ver, o senhor diretor, contar os dutos que estão desse modo reparados (cinco) e trocá-los, pois afinal esta é uma indústria de grande porte.
Outro fato: havia no pátio da empresa uma lagoa fétida, formada pela água da chuva, causada pela entrada e saída de caminhões da indústria, sendo essa a razão pelo qual foi feito o calçamento. Sugiro ao mesmo que dirija-se à Rua Rouxinol e observe a indústria, veja seu aspecto, a sujeira no telhado; veja o vapor da caldeira, aspire o ar carregado de fumaça e de produtos químicos, sinta o mau cheiro; veja as paredes enegrecidas, vidros quebrados da fábrica, silos carcomidos de ferrugem; ande pelo bairro e ouça o sibilo constante da caldeira.
Verifique então que a empresa situa-se a duas quadras e meia de escolas, além de postos de saúde, de nossa Biblioteca Pública, Teatro Municipal, de duas Igrejas Católicas, duas Evangélicas, e assim verás que ela está instalada numa área central da cidade. Além disso, acenda as luzes da parte superior da indústria, para facilitar o trabalho de seus operários, e luzes apagadas não escondem a poluição, a altura dos vapores, a fumaceira dos incêndios quando são noturnos.
- SUSANA DE SOUSA GALIAN, professora aposentada, Arapongas
Poluição (2)
É a pura verdade o que escreve o senhor Airton da Fonseca na Folha, dia 4, acerca da Big Frango, ‘‘Chernobyll’’ de Arapongas. Quero acrescentar que na véspera fui tomada de um espanto quando à meia-noite ouvi uma pancadaria num mutirão de construção de casas. Depois novamente, da 1 hora à 1h40. No momento até pensei, sobras da bagunça ou ainda comemorações carnavalescas. Pois acorda-se num susto. Só mais tarde atinei ser da Big Frango.
Nas verdades ditas pelo autor da carta faltou destacar a ‘‘chuva’’ de farelos de ração que recebemos pelo ar, e reclamamos. Prova cabal disso é o acúmulo no meio fio da ciclovia, calçadas e telhados. Das velhas cantilenas do senhor diretor da Big Frango, que tomaram providências, observa-se plásticos ou sacos de aniagem amarrados ao redor dos dutos, água da caldeira desviada para galeria pluvial, etc. Se são dutos de aço inox como respondeu, como estão enferrujados e corroídos? A saúde da população, dos funcionários não tem valor? O calçamento que fez foi em prol da firma, por reclamação dos motoristas e fiscalização. Havia declive no pátio e nos dias chuvosos, formava-se um ‘‘mingau’’ de água e farelo de ração, poeira, com mau cheiro percebido e espalhado pela região.
Onde está a Big Frango, na década de 40-50 era antigo Silo Cargil. Com o crescimento dos bairros, algumas máquinas de café, arroz, etc., foram desativando ou encerrando suas atividades.
Não é verdade que o barulho que os trens fazem, como diz o senhor diretor, é maior que o da sua indústria. Até porque o ‘‘som’’ dos trens é passageiro, não contínuo, como os chiados de sua indústria. Também mencionar a Santa Casa de Londrina, pela fumaça que produz, em defesa de sua firma, foi um comportamento antiético.
O que queremos é a saída da ‘‘Cherno Frango’’ de nossa comunidade, de nosso redor. Ela produz lucro ao proprietário. E descaso, desassossego, doença, poluição sonora, visual e do meio ambiente para nós e seus trabalhadores, pois trabalham no alto das torres, no telhado de sua indústria varrendo rações sem nenhuma proteção. É olhar e ver.
- SUAMÍ DE SOUSA, professora aposentada, Arapongas
Infra-estrutura
Caminhões estão formando filas de desembarque nas ‘‘estreitas’’ ruas de Apucarana, que são um caos para o tráfego do dia-a-dia.
Venho por intermédio deste espaço, dar uma sugestão aos nossos representantes municipais, empresários e diretores das empresas apucaranenses que atuam no recebimento de grãos e outros produtos de matéria-prima.
A exemplo de outras cidades, conforme foto da Folha de ontem, no caderno de Economia, Apucarana também deveria fazer suas filas de espera nas rodovias próximas que, sem dúvida, seriam mais confortáveis tanto para os caminhoneiros, como para os moradores e o trânsito apucaranenses.
Para isso seria necessário que cada empresa cedesse funcionários para fiscalizar e organizar as filas. Seria o mínimo de direito, como em outros centros de desembarque que possuem pátios de espera, senha de chamada, chuveiros e sanitários para os caminhoneiros. Diante a sugestão, agradeço a atenção dessas empresas que são orgulho de nossa cidade, que geram riquezas para a nossa gente.
- OSMAEL CHIAVELLI PUGA, Apucarana
Representatividade
Na Conferência da Ásia, as australianas alegam que embora representem metade do plantel, não têm voz nas definições editoriais e o enfoque jornalístico continua machista e discriminador.
O campo é vasto. A Conferência Mundial de Mulheres de Beijim abriu a porta para uma longa caminhada e deixou claro que as mulheres enquanto cidadãs, enquanto trabalhadoras, precisam, antes de tudo, se organizar. E este é outro ponto frágil. Na África, a média de mulheres jornalistas envolvidas em atividades sindicais, ou de outra forma de representação profissional, não chega a 20%. Mesmo em Brasília, cidade com alto nível de conscientização política, as mulheres se envolvem menos com suas entidades representativas. Apenas 34% dos homens não são associados do Sindicato dos Jornalistas do DF, enquanto entre as mulheres isto se amplia para 46%.
A Conferência Latino-Americana de Mulheres Jornalistas é um chamamento a todos os interessados - homens e mulheres, estudantes e profissionais, ONGs e governos - para uma reflexão sobre a temática. Uma oportunidade de edificar neste início de milênio, uma nova comunicação, construtiva, voltada para sociedade cidadã, que não discrimine nem quem está consumindo a informação, nem quem a está produzindo.
- CHICO SANT’ANNA, vice-presidente da Federação Internacional dos Jornalistas, Brasília
Correção - Por falha de edição, foi publicada uma informação incorreta na legenda de foto da página 4 da Folha Gente. O correto é: ‘‘O Barbeiro de Sevilha’’, de Gioacchino Rossini, é o presente que as mulheres ganham hoje no seu dia.
- A foto de Marília Pêra é de divulgação.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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