O LEITOR ESCREVE
PT
Uma das figuras que marcaram a crônica da resistência brasileira nas últimas décadas a Velhinha de Taubaté, criada por um humorista nacional lembra um pouco a esperança de fiéis eleitores.
Enquanto a simpática Velhinha não conseguia motivos para deixar de acreditar nos governos militares, os remanescentes e fiéis petistas diante de ocorrências moralmente dúbias que vêm afetando a imagem do maior partido da oposição parecem buscar argumentos para compreender porque, tão pouco tempo depois da última eleição municipal, alguns dirigentes petistas parecem esquecer tudo.
Algumas hipóteses poderiam, se não explicar, ao menos, dar pistas para compreender essa guinada em busca do tempo perdido. É possível que a criação de mais cargos, nomeações de parentes, aumento de salário para prefeito, etc., não seja obra dos petistas da gema, como diriam alguns puristas: a articulação seria, quem sabe, de lideranças vindas de outras agremiações que, contaminadas pelo vício da governabilidade, conseguiram influenciar a ética pretensamente esquerdista.
É preciso ser profissional, principalmente na administração pública que cuida o interesse de toda a população. E sabem por que isso, até hoje, nunca funcionou? Porque tinha pessoas erradas nos lugares errados e faltava uma visão estratégica de governo. Seriam essas algumas razões porque uma outra Velhinha de Taubaté, guardadas as proporções, deve(ria) continuar acreditando que assumir um governo desse nível é fundamental.
Convencer por argumentos que aquilo que se faz ainda é melhor, ou menos pior, que a forma como os outros fizeram. Afinal, a gente é diferente ou será que os outros são tão iguais?, questiona uma conhecida e desatualizada canção que os membros da velha esquerda bem conhecem.
- SÉRGIO LUIZ GADINI, professor universitário, Curitiba
Imprensa
A nossa cidade é bastante estratégica. Temos comunicação direta com duas grandes capitais: São Paulo e Curitiba. A variedade de periódicos é muito grande, mas eu sou bairrista e continuo com a Folha.
O jornal deve ser imparcial, deve informar bem o seu leitor, sobretudo o que o leitor procura e não o que o jornal impõe.
O que seria do anunciante ou mesmo dos governos que desejam esconder suas falcatruas? Anunciar para quem ou esconder de quem? É evidente que diante de certas teimosias, faz-se como na televisão, com um simples apertar de botão muda-se de canal. Não há mais espaço para governos ditatoriais. A imprensa é livre e a censura não mais existe. O poder econômico manobra as opiniões, mas até que ponto? O compromisso do jornal deve ser com seu leitor. A verdade e a transparência devem prevalecer e a opinião do leitor respeitada.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Fora da lei
Não só por sermos o paraíso ou valhacouto das máfias, um novo Eldorado para os capitais apátridas, campeão de chacinas, insegurança, exclusão social, envolvimento de autoridades com o crime organizado, corrupção, sequestros, invasões da propriedade pública e privada e impunidade, que somos um país fora-da-lei.
Também somos fora-da-lei por estarmos submetidos a um sistema de normas que nem se atrevem a intitular-se leis ou sequerdecretos-lei, mas que se chamam medidas provisórias, sempre editadas a pretexto de atender a estados de emergência tão graves que faltam condições e tempo para agir-se sem quebra da normalidade institucional.
Devemos estar atravessando os piores anos de nossas vidas para que haja sido necessária a expedição de 5.629 medidas provisórias em 12 anos, com a particularidade de 86% delas haverem engessado o país durante os seis anos de Fernando Henrique.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília
Palavra aos pais
Num excelente artigo com o título Palavra aos pais, A.W.Pink apresenta princípios bíblicos para a educação dos filhos. Como ele mesmo afirma: A tarefa que Deus confiou aos pais não é fácil, em especial nestes dias excessivamente maus. As escrituras nos fornecem as regras pelas quais devemos viver, as promessas das quais temos de nos apropriar e, precisamos acrescentar, a terríveis advertências, para que não realizemos essa tarefa de maneira leviana.
Conforme Pink, são quatro os deveres confiados por Deus aos pais. O primeiro deles é instruir os filhos no conhecimento de sua palavra; o segundo, é ser um bom exemplo; o terceiro princípio a ser observado é não hesitar em disciplinar; e o quarto princípio é sempre orar pelos filhos sem a súplica constante diante de Deus em favor dos filhos, todos os demais esforços serão inúteis.
Uma atmosfera de oração deve permear o lar e ser respirada por todos. Que o pais de hoje pensem nos filhos que têm, e os filhos pensem nos filhos que terão amanhã.
- OSLEI NASCIMENTO, reverendo da Igreja Presbiteriana Central de Londrina
Empreitada
A escola, em especial a universidade, deve estar envolvida em projetos concretos de construção da civilização do amor e da cultura da paz e da solidariedade.
Essa preocupação com um mundo melhor para todos precisa tornar-se uma prioridade na formação de jovens que têm no futuro a sua âncora maior. Como educadores, devemos estar voltados para esses novos valores universais e para a construção da nova cidadania planetária. Precisamos abraçar com entusiasmo os valores da vida.
Os problemas do mundo continuam muitos e graves e, seguramente, não têm solução apenas com o esforço isolado de governantes ou de organismos internacionais. Exigem a contribuição de instituições, de pessoas e de cidadãos de boa vontade que, felizmente, habitam em todos os cantos do planeta. Para tão grande empreitada é preciso que haja a participação de muitos.
Esse sonho se tornará realidade somente com uma mudança de mentalidade das próximas gerações. Por isso, precisamos investir nos estudantes universitários e nos gestores da informação que, aliás, se mostram abertos a esses ideais. É tarefa da escola, da família, da Igreja e dos meios de comunicação social preparar o jovem cidadão do futuro para o convívio num mundo pacífico e sem fronteiras.
- CLEMENTE IVO JULIATTO, reitor da PUC-PR, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





