O LEITOR ESCREVE
Comércio
Com grande tristeza li hoje (ontem) a reportagem sobre o horário de funcionamento do comércio de Londrina e as declarações do secretário da Fazenda Paulo Bernardo sobre multas às lojas que funcionarem após as 18 horas.
O prefeito deveria resolver esse impasse, como prefeito do povo, do PT. Como se está impedindo pessoas de ter um ganho extra ou uma nova oferta emprego? Como querer que lojas e supermercados abram às 8 horas e fechem às 20 horas? Isto é um absurdo! O certo é fechar às 22 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
Cidades como Ribeirão Preto têm shoppings que funcionam até as 22 horas todos os dias (sábado, domingo, feriado) e existem supermercados funcionando até 24 horas por dia sem nenhum problema. Pelo contrário, são só benefícios para a comunidade. Por favor, deixem de hipocrisia de que estão protegendo os trabalhadores.
Trabalhador quer ganhar hora extra, novas vagas. O resto é coisa de petista de gabinete. Paulo Bernardo: ou mudamos esse Código de Posturas (da Idade da Pedra) ou quem vai se mudar daqui serão as grandes lojas e supermercados, isso sem contar com as lojas e supermercados que deixam de se instalar aqui por essa postura do Poder Público. Afinal, somos ou não somos a segunda cidade do Paraná?
- SILVANA FARIAS NAVARRO, Londrina
Pé-vermelho
Pra quem já ficou pé-vermelho de vergonha, acho que já passou da hora de ficarmos vermelhos de orgulho! Depois de tudo o que passamos: desvios, corrupção, roubo, escândalos. É evidente que esperamos que o prefeito consiga saldar o mais rápido possível o rombo na prefeitura e na imagem de nossa cidade.
Claro que é preciso equilibrar as contas municipais e parece que o prefeito está indo no caminho certo. Mas me parece inevitável que vamos pagar por isso. Os impostos devem subir, mas não para todos. Aumentar o imposto é jogar o peso da mudança em quem sempre pagou e nunca se beneficiou de nada: o pobre. Tem muita gente que tem condição de pagar IPTU mas não paga. Pobre não reclama, aceita, não fala trabalha.
Esses dias fiquei emocionado com uma notícia boa (o que está cada vez mais raro), em uma cidade do interior de São Paulo, todo o secretariado da prefeitura é voluntário. Lá eles viraram pobres! Aqui em Londrina, os nossos vereadores moralistas estão preocupados com seu salário, dizem que o censo errou (o salário dos vereadores é definido pelo número de habitantes). E só quando preocupou o bolso é que descobriram e se preocuparam com o erro. Acho que sei quem errou: o pobre. Ele acreditou.
Em São Paulo, foi feita uma pesquisa e descobriram que 66% da população faria trabalho voluntário (e gratuito) para ajudar São Paulo. Aqui com certeza o número seria maior, afinal somos pés-vermelho de amor por Londrina e temos muitos pobres. E como todos sabem: pobre trabalha. Que os doutores no assunto se manifestem. Eu apenas opino. E me disponho e continuar fazendo trabalho voluntário. Por nossa Londrina. Nossa Pequena e Grande Londrina.
- EDUARDO HENRIQUE MOURA SAMPAIO, através do site da Folha no portal www.bonde.com.br
Trânsito
Anteontem, pela segunda vez só neste mês, um grave acidente deixou um motociclista bastante ferido na esquina das ruas Belo Horizonte e Piauí, em Londrina. No ano passado, foram tantos, no local, que é difícil falar qual foi o pior. Quase todos aconteceram pelo mesmo motivo: os motoristas, mesmo diante de uma preferencial bem sinalizada, não param totalmente seus veículos antes de atravessar. Esquecem que seus veículos têm pontos cegos: as colunas laterais do pára-brisa e mesmo o ocupante do banco de passageiros, que escondem até mesmo um carro grande quando os dois veículos estão em movimento (algumas revistas especializadas em automóveis mostram estes pontos).
É claro que o abuso da velocidade, principalmente por parte dos motociclistas, que não sabem que não estão sendo vistos, contribui bastante para aumentar o perigo. Além disso, o uso de aparelhos celulares ao volante, e a falta de respeito pela vida, aliada à ignorância de regras básicas de prevenção de acidentes tornam nossas ruas tão perigosas quanto campos minados. Educação e conscientização no trânsito ajudam muito. Mas o ideal seria ver os responsáveis pelo policiamento de trânsito (Polícia Militar e Agentes da prefeitura) agindo de maneira tão eficaz e precisa quanto as impressionantes equipes do Siate.
- RUBEM DE OLIVEIRA CAUDURO, professor, Londrina
Faturas
Desde novembro de 2000 a Telepar vem cobrando pulsos exorbitantes na conta telefônica de minha mãe (Líege Maximiano Kszyvy), razão pela qual todo mês temos que ligar para a empresa e solicitar a revisão. De novembro a janeiro de 2000, as faturas foram substituídas, sob alegação de problemas na Telepar. Sucede que neste mês a Telepar não mandou outra fatura, e considerou improcedente os pedidos anteriores, cobrando valores altíssimos para uma pessoa que mora sozinha (aproximadamente R$ 180 mês).
Só neste mês já fiz três solicitações de serviço na Telepar (protocolo número 40.748) para que enviem outra fatura e em cada ligação eles prometem um contato dentro de 24 horas para solução do problemas, e até o momento não recebemos nenhuma ligação.
Com medo de perder espaço para a concorrente GVT, a Telepar vem entregando linhas para todos, mas esquece que para isso é preciso uma programação e suporte adequado para posteriormente poder suportar e solucionar os problemas que porventura venham a existir.
- LINDOMAR MAXIMIANO KSZYVY, através do site da Folha no portal www.bonde.com.br
- Resposta da Telepar
A forma de cobrança das ligações telefônicas entre localidades conurbadas é diferente da forma de cobrança de uma chamada local (entre telefones de uma mesma localidade). Nas ligações entre Pinhais e Curitiba (exemplo em que se aplica o degrau conurbado) é cobrado um pulso no completamento da chamada, um em até 89 segundos e depois, um pulso a cada 89 segundos. Nas ligações locais, é cobrado um pulso no completamento da chamada, um pulso em até 4 minutos e depois do segundo pulso, um a cada 4 minutos. o cliente já foi contactado e informado da diferença na forma de cobrança.
- LUIZ CARLOS HOLZKAMP, assessor de Comunicação da Telepar Brasil Telecom, Curitiba
Enduro
No último final de semana passou por meu sítio um grupo fazendo enduro de motos que, não satisfeito em correr pelo carreador, correu por cima da lavoura de soja. Achei muita falta de respeito, pois nem autorização nossa eles tinham!
- URBANO LONGHI, através do site da Folha no portal www.bonde.com.br
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