Copel (1)
Ao diretor-superintendente da Folha, José Eduardo de Andrade Vieira: o editoral da Folha intitulado ‘‘Copel’’, que o senhor assina na edição de ontem da Folha, é um alerta para todos nós paranaenses, que somos contra a privatização da Companhia que propuz e gera energia para os nossos lares. Concordo que a privatização da Copel não traz vantagem alguma e ainda questiono sobre o destino do recurso financeiro obtido com a provável venda dessa patrimônio público.
Caso seja concretizada sua venda, temo pela qualidade do serviço a ser prestado a todos nós. Em se tratando de uma empresa pública, sustentada pelo pagamento de impostos e tarifas públicos, fica bem mais prático ao cliente exigir prestação qualificada de serviços. Em caso de privatização, no entanto, que garantias teremos do setor de telefonia, que serviu em boa parte para causar transtornos aos usuários?
Vale destacar que em minha luta diária em defesa dos interesses da sociedade paranaense e na condição de presidente do Partido Popular Socialista (PPS) do Paraná fui um dos primeiros a levantar este debate. Ressalto, ainda, que durante o 1º Congresso Estadual do PPS, realizado em abril do ano passado, o partido aprovou um moção defendendo a realização de um plebiscito para conhecer a opinião de cada paranaense sobre a venda da Copel.
Por tudo isso venho externar os meus cumprimentos pelo tão importante editorial publicado. Tenho a certeza de que cada palavra servirá para que o leitor possa melhor refletir sobre o patrimônio público de nosso Estado e, sem sombra de dúvida, terá melhor embasamento sobre o que deve ser feito com algo que contruímos ao longo de nossa história.
- RUBENS BUENO, deputado federal, Curitiba
Copel (2)
O Editorial da Folha publicado ontem, sob o título ‘‘Copel’’, que vem assinado pelo diretor deste jornal, José Eduardo Andrade Vieira, apresenta uma série de aspectos com os quais concordamos. Como representantes do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), passamos da perplexidade à indignação diante da medida do Governo Lerner de iniciar o processo de venda da Copel. E estamos em plena defesa dela como empresa pública.
Assim como o senhor José Eduardo, também acreditamos que nenhum dos propósitos anunciados pelo governo contemplam ou justificam essa tentativa extrema de solapar um dos maiores patrimônios do Paraná, construído ao longo de várias gerações com o imposto pago pelo povo, com a determinação de seus idealizadores e a força de trabalho dos milhares de empregados que a sustentam e fazem-na a empresa brasileira mais bem-conceituada no setor, conforme recente pesquisa realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Além disso, sabemos que a Copel é superavitária, com uma estrutura mais do que enxuta e, portanto, conforme afirma o autor do editorial, ‘‘a venda da Copel não estabelecerá maior competitidade no setor, não haverá redução do custo de produção que se traduza em benefício para os consumidores, pois o preço cobrado destes é estabelecido nos acordos com o FMI que asseguram maior faturamento aos compradores’’.
Desse modo, assim como o ex-senador e o Sindicato dos Engenheiros, é preciso que todas as pessoas e instituições interessadas em coibir atos político-administrativos do governo, que prejudiquem o Estado, expressem-se, e combatam vigorosamente todas as tentativas de destruição do patrimônio público dos paranaenses.
- CARLOS ROBERTO BITTENCOURT, engenheiro agrônomo, Curitiba
Conflitos
‘‘Eles mostram que somos uma sociedade de conflitos, e isso me deixa feliz. A passividade indicaria um governo de ditadura.’’ Foram as palavras do governador Lerner, na sua última estada em Londrina, a respeito dos manifestantes que desaprovam o seu governo. Quando passou ao lado dos manifestantes o governador disse: ‘‘isso não é um processo democrático’’.
Não é preciso ser muito perspicaz para notar que vivemos numa sociedade de conflitos. Conflitos que extravasam os limites da paciência de qualquer povo, atingem as fronteiras da loucura coletiva, manifestam-se de formas estranhas e violentas, mas também de forma tão singela e meiga, como o plantar de árvores e bananeiras em buracos de estradas abandonadas.
Numa sociedade como a nossa, com um fosso que se alarga e aprofunda-se, entre ricos, pobres e miseráveis, não poderia ser diferente, governador. Um estado democrático deve ser equânime, austero, comedido e levado a sério. Deve receber os impostos devidos, sobretudo dos que têm muito a pagar. Os poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) devem ser independentes, olhar para a frente e agir com justiça, para atenuar um pouco a vida das futuras gerações, incluindo os filhos de quem hoje detém o poder.
Um estado democrático realizaria sem os alardes da propaganda, esclareceria os seus cidadãos sobre o leasing do Banestado, a concessão de pedágios e as facilidades concedidas para as montadoras. Num estado democrático poderíamos compartilhar a felicidade com Sua Excelência, governador.
- UESLEI TEODORO, professor, Maringá
Terrenos
Diante das questões levantadas envolvendo a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a entidade faz os seguintes esclarecimentos: o terreno onde foi construída a Casa do Papai Noel não foi doado à Acil. A área foi alvo de uma permissão a título precário para que a associação construísse no local a casa, planejada para se transformar num pólo de atividades natalinas e num dos cartões-postais da cidade no período.
Esse objetivo fazia parte da campanha Londrinatal – criada em 1994 pela Acil e outras entidades, órgãos públicos e privados para resgatar o espírito natalino – e foi plenamente alcançado. Londrina se transformou numa referência nacional em festejos natalinos, e atraiu, no final do ano, turistas de todo o Estado e de outras regiões do País. Os atrativos eram a iluminação da cidade e a Casa do Papai Noel.
A Acil firmou o compromisso de construir a Casa do Papai Noel e destinar o imóvel exclusivamente para esse fim. Nos demais períodos do ano, a Casa foi mantida fechada, com segurança 24 horas, mantida pela associação.
No ano passado, a Acil formalizou a doação total da Casa do Papai Noel à Prefeitura de Londrina, que hoje dá ao imóvel uma destinação de seu interesse. Ou seja, o terreno que sempre pertenceu ao município abriga hoje um imóvel que pertence totalmente ao próprio município, apesar de construído pela entidade. A Acil tomou a iniciativa da doação à prefeitura por entender que este seria o melhor procedimento.
Com respeito ao convênio de repasse de recursos da Codel à campanha Londrinatal, a Acil esclarece que toda a documentação referente encontra-se disponível na entidade. A Acil reforça que a execução do convênio obedeceu a todos os preceitos legais.
- GEORGE HIRAIWA, presidente da Acil, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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