O LEITOR ESCREVE
Código de posturas
Não posso acreditar que numa época como a atual, haja o retrocesso do Código de Posturas do Município de Londrina, implantando um horário do tempo da idade da pedra. Aqui nos Estados Unidos, quando de um feriado como no dia 19 último, Dia dos Presidentes o comércio promove descontos especiais. Descontos de verdade. Como no Dia dos Namorados, dia 14, e outras datas. Não posso admitir tal notícia na minha cidade, aquela que adotei como minha. Leio a Folha, acompanho o LEC, mas não gostaria mais de ler tamanho retrocesso.
- JOÃO BOSCO TURETA, comentarista da TV PSN em Miami, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Boicote
Há mais de um século o Canadá vem lesando o Brasil. A Light & Power, empresa canadense, celebrou conosco um contrato draconiano, de lobo para cordeiro, para explorar o transporte urbano através do bonde elétrico, durante 99 anos. Expirado esse prazo, todo o patrimônio investido passaria a ser propriedade do Brasil, sem desembolsar um único centavo.
Desgraçadamente, aconteceu que na iminência de vencer esse contrato, o Brasil amargava um página negra da sua história a ditadura militar fascista. O momento político era propício a megafalcatruas. Então, Shigeaki Ueki, com a conivência do ditador Ernesto Geisel e do governo do Canadá, consumou esse negócio escuso: o Brasil comprou a Light & Power, às vésperas de vencer o prazo de 99 anos, quando passaria a ser propriedade do País.
A cláusula mais lesiva ao Brasil foi o monopólio do transporte em bondes elétricos durante um século, proibindo de construir o metrô durante a vigência desse malfadado contrato. Haja vista a Argentina, que inaugurou seu metrô em Buenos Aires, em 1911, quando a mão-de-obra era muito mais barata, propiciando a expansão do sistema. São Paulo só começou a construir seu metrô em dezembro de 68.
Cabe ao Brasil exigir junto à Organização Internacional do Comércio (OIC) uma indenização pelos prejuízos causados por esse bloqueio incivilizado, que não passa de uma mentira capciosa em relação à nossa carne bovina, forjados pelo Canadá, não autorizado pela OIC para exercer tal bloqueio.
O Canadá não suporta que o Brasil o ultrapasse em tecnologia, produzindo aviões regionais melhores, mais leves e mais baratos. Assim, foi vítima da própria vaidade, boicotando nossa carne bovina, sub-repticiamente, ao conceber a tresloucada hipótese da vaca louca. Portanto, o tiro saiu pela culatra tornou-se mais remota a possibilidade do Brasil ingressar na Alca plano ambicioso dos países ricos de submeter a sujeição econômica os países emergentes.
- ANTONIO D#NATZ RIBEIRO DA SILVA, Curitiba
Cultura
A propósito do editorial Trabalho em cooperação, publicado na Folha no dia 13, a Associação dos Amigos da Educação e Cultura Norte do Paraná (Ámen), agora mantenedora do Festival Internacional de Londrina, tem algumas considerações a fazer: o editorial dá grande visibilidade ao Projeto Oficina de Moda e, em especial à participação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), através do Curso de Estilismo em Moda. Mas omite uma informação fundamental. Este, assim como outros seis projetos socioculturais em andamento são o resultado e a continuidade dos Projetos de Maio, idealizados e realizados pelo Festival Internacional de Londrina (Filo) em 2000.
Com nenhum outro objetivo, senão o de assegurar cada vez mais a implementação e a continuidade de projetos como este que exaltam a dignidade profissional e resgatam o espírito de cidadania já estão obscurecidos pelo estigma da pobreza e da discriminação, o Filo exige a paternidade do projeto.
Apesar de todo o reconhecimento conseguido em sua trajetória de 34 anos, o Filo enfrenta anualmente dificuldades importantes na captação de recursos. O espaço privilegiado que a reportagem legitima teria sido um importante instrumento para sensibilizar e atrair apoiadores e financiadores, assim como, por absoluto merecimento, dar maior visibilidade ao evento.
- MARIA FERNANDA COELHO, presidente do Conselho Assessor da Ámen, Londrina
Rascunho
Parabenizo o portal Bonde pela iniciativa louvável de associação com o jornal literário Rascunho que vai permitir a um mais amplo universo de leitores fazer contato com as letras paranaenses. Isso dignifica o portal e apóia o trabalho cultural dos artistas e intelectuais do Paraná. Para mim, que sou do Estado de São Paulo, é um ótimo instrumento de contato com a produção de outras regiões do País. Desejo muito sucesso a todos.
- PAULO ROBERTO, através do site da Folha, no portal www.bonde. com.br
Custos
Sou agricultor e presidente do Sindicato Rural de Sertanópolis. Nossa região passou por uma ano sem chuvas na lavoura de verão e uma geada enorme, eliminando quase que totalmente a safrinha de inverno. Aliado a isto estamos numa posição incômoda no tocante aos efeitos da globalização. Quanto à safrinha de inverno, a planta predominante na nossa região é o milho, cujo mercado despencou. Vender milho a R$ 7 a saca é um absurdo.
Apelamos para os órgãos governamentais para que tomem de imediato uma providência no sentido de que se enxugue o mercado e volte o preço médio para que haja condições do agricultor continuar com sua atividade. No que se refere ao preço de semente de milho, é espantoso o aumento do preço do ano passado para este ano, que foi de 50% aproximadamente. As firmas produtoras de semente estão cometendo um abuso de poder no preço. Para o produtor, o milho baixou aproximadamente 50%. Como pode a semente ter tanta alta? Estes atos estão obrigando o produtor a usar semente de variedades de mais baixa tecnologia.
Fazemos esta denúncia porque já fizemos um manifesto pedindo que justificassem com uma planilha de custos a razão do aumento do preço da semente, porém, até o momento não tivemos resposta. A técnica e a pesquisa são uma necessidade para o avanço da agricultura, mas os custos não podem ser tão altos. Há necessidade de preços viáveis, senão o plantio se inviabiliza, também em razão dos riscos que correm os agricultores, com seca, geada etc.
Convocamos a todos os interessados para que nos irmanemos para que tenhamos um final feliz e possamos continuar alimentando o mundo, que é missão da agricultura.
- MARIO ZANETTA, presidente do Sindicato Rural de Sertanópolis
Correção
- A montadora Renault pretende aumentar em 50% as vendas de carros de passeio em 2001, e não em 6% como foi publicado ontem na página 2 da Folha Economia.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





