Responsabilidade fiscal
Senhor diretor-superintendente, José Eduardo Vieira: tenho a satisfação de cumprimentar Vossa Senhoria pelo excelente e belíssimo suplemento especial sobra a Lei de Responsabilidade Fiscal, encartado na edição da Folha do dia 13. O trabalho, de elevado conteúdo informativo e técnico, proporciona valiosas orientações sobre os novos rumos da administração pública e, pela sua qualidade, constituirá leitura obrigatória daqueles que atuam na área governamental. De outro lado, revela a preocupação desse respeitado veículo de informação em discutir temas que possam contribuir para o aperfeiçoamento da gestão das finanças públicas.
- RAFAEL IATAURO, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná
Articulistas
Parabenizo a Folha por abrilhantar extraordinariamente o conteúdo de suas páginas com a excelente série de artigos escrita pelo eminente professor Freire-Maia. São artigos para se guardar, reler e consultar como fonte de saber e inspiração.
Sugiro que convidem o professor Freire-Maia para escrever com mais frequência, ou se possível, semanalmente. Seus artigos, com certeza, muito irão contribuir para iluminar nossos corações e mentes de maneira racional, científica e equilibrada, ao contrário de alguns outros articulistas que parecem dar voltas e voltas e sempre batem na mesma tecla – as ‘‘verdades’’ da classe dominante.
A este respeito, no dia 10, a articulista Maria Lúcia Vitor Barbosa soltou mais uma ‘‘pérola-chavão’’ de que não entende como pessoas da elite sociocultural possam apoiar idéias de esquerda. Nesse caso ela se contradiz, porque se lamentou em um artigo não ter dinheiro nem tempo – portanto não é da elite capitalista – para poder ir a Davos. Entretanto, mesmo não sendo rica, ela é uma porta-voz assumida da direita. Ela tem que entender que as opções ideológicas das pessoas dependem dos valores éticos dessas pessoas e não de suas posses. Se a pessoa tiver em sua escala de valores conceitos como humanismo, solidariedade humana, honestidade, senso de justiça, indignação com o sofrimento do próximo e for minimamente cristã, ela não concordará com o ideário de direita que prega o darwinismo social.
- CARLOS CÉSAR CUSMANICH, médico, Curitiba
Burocracia
Com relação à carta publicada na Folha do Paraná com o título ‘‘Burocracia’’, da leitora Dora Ryff Correia Lima, no dia 14, o INSS esclarece: a Previdência Social mantém em todo o País convênios com grandes empresas cujo objetivo é facilitar a vida dos segurados, que não precisam procurar uma agência para requerer um benefício. Nestes casos, a própria empresa dá entrada nos benefícios do INSS, e repassa aos seus funcionários.
A Petros (Fundação da Petrobras) é uma dessas empresas conveniadas ao INSS. Portanto, quando o marido da Sr. Dora Ryff Correia Lima faleceu, a Petros deu entrada no benefício em Curitiba e a segurada, não sabendo do procedimento da empresa, também deu entrada no seu benefício na Agência da Previdência em Londrina.
O sistema da Previdência não acusou os dois procedimentos e a segurada começou a receber em Londrina a metade do valor do benefício a que tinha direito. A outra metade foi depositada, mensalmente pelo INSS, à Petros, responsável por repassar à segurada.
A Previdência Social resolveu o caso da segurada tão logo detectou o problema e o valor total do benefício está sendo depositado mensalmente à Petros, conforme o convênio. A responsabilidade de repassar o benefício à segurada agora, é da Petros. A segurada Dora Ryff Correia Lima deve procurar a Petros para retirar seu benefício.
- CÉLIA MARIA SCHULTZ BRANDT, chefe da assessoria de comunicação do INSS no Paraná
Crítica teatral
A respeito da crítica ‘‘Imediatismo é contraproducente no palco’’, publicada na seção Ponto de Vista, na página 3 da Folha2 do dia 13: em primeiro lugar, fico muito triste por saber que um espaço que deveria ser usado para incentivar a cultura de Londrina seja usado para um ‘‘ponto de vista’’ destrutivo e equivocado, e no final fale para lutar contra mesquinhez cultural.
Como diretor, cabe à minha pessoa a concepção do espetáculo. Optei por um espetáculo dublado, o que não deixa de exigir uma interpretação, dublando ou não. Se Francelino França tivesse procurado a direção da escola de teatro saberia que temos quatro propostas de espetáculos diferentes, pois esta é a função de uma escola de teatro. Trabalhando com crianças há quinze anos, sei perfeitamente bem como iniciar e dirigir um curso para crianças. Creio que devo colocar ao alcance do ponto de vista de Francelino França, que a arte de interpretar vai além das palavras, pois Charles Chaplin não precisou delas para emocionar o mundo.
Lamento que seu ponto de vista destrutivo condene um espetáculo realizado por crianças de 8 anos devido a uma falha técnica e ainda venha a questionar o direcionamento da escola, pois só se pode cobrar de um aluno ao final de um curso e não no início. Se para um profissional já é difícil consertar uma falha técnica, imagine para uma criança de 8 anos, com alguns meses de curso, na sua estréia. Com quinze anos de experiência, posso assegurar que não conheço nenhuma que seu primeiro trabalho improvise e passe por cima de tal falha sem nenhum constrangimento.
Em qualquer profissão – e para um ator isso não é diferente – a experiência é fundamental. É errando que se aprende. Portanto, se houver falha que venha da máquina, vou pedir desculpas para a platéia e oferecer um novo ingresso para que retorne e assista ao espetáculo na íntegra; mas jamais vou condenar pessoas por tal falha. Também vou continuar apelando para Deus, com certeza, pois é graças a Ele que respiramos e temos saúde, pois é Nele que vivemos, movemo-nos, e existimos.
Se para Francelino França levar o conhecimento da Bíblia Sagrada é ‘‘imediatismo teatral’’, eu respondo que vou continuar levando mensagens e a palavra de Deus nos meus trabalhos e seguindo o padrão de escolas de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Fica aqui o convite para Francelino França visitar nossas aulas teóricas e práticas e melhorar o seu ‘‘ponto de vista’’, entendendo que criticar não é destruir algo que já está construído, mas buscar ver não apenas com os olhos, mas também com o coração o que está faltando, contribuindo de uma forma saída nesta construção.
Termino convidando a todos quantos ainda não assistiram à ‘‘Arca de No钒, para que vejam com os seus próprios olhos e julguem segundo o coração. Antes, porém, meditem na palavra de Deus, pois sem ela nos tornamos cegos e sem direção.
- BETTO MORBECK, diretor de teatro, Londrina
Correção - Por erro de digitação, na última linha do Editorial de ontem, na página 3, a palavra ‘‘musa’’ foi substituída pela palavra ‘‘música’’.
- Diferentemente do que foi publicado no Informe Folha de ontem, o advogado e ex-vereador Jaim Josepetti, de Maringá, morreu na quarta-feira, vítima de câncer.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup