Legado
Luis Pieralice nos deixou, pela vontade de Deus, mas dele Londrina e o Paraná herdam a maior riqueza que um administrador pode legar: o exemplo de retidão e eficiência no trato da coisa pública. Em sua longa passagem pela Prefeitura de Londrina e no governo do Paraná, esta mais breve, Pieralice fez de seu estilo – sério, cordial, pontual, ético e eficiente – uma escola que inspirou muitos administradores e servidores públicos. Escola que deveria pautar todos aqueles que administram ou servem os interesses de uma comunidade.
- NEDSON MICHELETI, prefeito de Londrina
Gasoduto
Gostaria de saber a posição oficial do nosso prefeito, Nedson Micheleti e da Câmara de Vereadores, com a maior urgência, sobre a questão da energia, uma vez que a audiência sobre o gasoduto e a termoelétrica que o viabilizará, ocorre nesta sexta-feira e que poderá definir um assunto de enorme importância para cada um dos habitantes de nossa cidade, e não somente para os peixes e vegetação aquática próximas a uma saída de água quente.
Acho descabido que uma autarquia (do Meio Ambiente) venha a público assumir uma posição frontalmente impeditiva de recebermos gás e uma usina de energia elétrica, ambas de baixíssimo custo industrial e comercial, da maneira imperial e peremptória que se percebe.
Além dos inegáveis benefícios sob todos os pontos de vista que se possa avaliar para Londrina e região, não cabe, por certo, à AMA, ou pelo menos ao seu presidente, decidir matéria de enorme interesse para o nosso futuro, impondo gasoduto sem usina, falando em milhões que vão muito além das travas que os ‘‘impactos’’ com que acena.
Uma usina não gera só energia, mas renda, via ICMS e impostos iguais aos milhões que a Itaipu entregam a cada ano aos municípios envolvidos. Certamente meio milhão de londrinenses que escolheram este excelente prefeito, e recusaram o atual presidente da AMA (Luiz Eduardo Cheida, ex-prefeito que concorreu à eleição em outubro), devem ouvir do eleito e administrador, sobre a gravíssima perda que Londrina teria se perdesse uma usina energética que nada nos custaria.
E esta autarquia não tem os recursos elevados que seriam necessários para substituir um gasoduto e uma hidrelétrica, se a cidade perdesse, de uma única tacada, o gás natural e a energia próxima, com os empregos, impostos e benefícios sociais.
A AMA desfigurou e continua desfigurando a cidade, trocando árvores de sombra amiga por raquíticas imitações floridas. Já destruiu uma barbaridade de árvores, deixou o povo na inclemência deste sol abrasador, para favorecer comerciantes e síndicos atrasados, e agora quer impedir Londrina de ir para frente? Que venha o gasoduto, que venha a usina, e que a AMA cuide do que jamais cuidou direito.
- LINCOLN BRASIL E SILVA, médico, Londrina
Honorários
Muito tem sido dito sobre a questão dos honorários recebidos pelos advogados da Prefeitura de Londrina, em razão de um acordo firmado em processo judicial, ainda na gestão de Antonio Belinati. Os entendimentos são os mais diversos, e em se tratando de sucumbência (honorários devidos pela parte que ocasionou a propositura de medida judicial, no caso a execução), os advogados têm sido mal interpretados, além de receber toda a carga negativa da própria situação das execuções.
Primeiramente, deve-se salientar que as referidas execuções não foram e não são determinadas pelos mencionados advogados, pois eles não têm esse condão. A determinação é superior. Eles recebem ordens de executar e o fazem, mesmo as que execuções tenham valores menores que o próprio valor das custas e despesas processuais. O que é legal, mas absurdo.
É preciso também analisar a própria natureza da sucumbência, pagamento pela parte vencida de honorários advocatícios ao advogado da outra parte. Ela não cabe às partes ou a uma delas, pois as partes (prefeitura e cidadão executado) não são advogados da causa.
A sucumbência tem seu instituto amparado pela Lei 8.904. A lei também especifica que ‘‘é nula qualquer disposição, cláusula, regulamento ou convenção individual ou coletiva que retire do advogado o direito ao recebimento dos honorários’’. Não há irregularidades ou ilegalidades na cobrança dos referidos honorários. Haveria se fossem para o município ou outro ente.
- OSWALDO AMÉRICO DE SOUZA JUNIOR, advogado, Londrina
Fundef
A Folha publicou, no dia 10, a reportagem de que o TCU fará auditoria para investigar fraudes no Fundef constatada em 359 municípios. Em alguns municípios compraram carros, custearam festas e pagaram salários de vereadores com o dinheiro. Em Jaguapitã, estiveram presentes mais de 100 pessoas, representando Astorga, Porecatu, Guaraci, Lupionópolis, Florestópolis, Prado Ferreira e outros para discutir a questão.
Com o apoio de seus novos prefeitos, profissionais da área da educação estão preocupados com o gerenciamento do bem público e da moralidade administrativa, e já começaram a mover-se participando de uma reunião, organizada pela APP-Núcleo de Arapongas, que tinha como objetivo esclarecer dúvidas sobre o funcionamento e a correta aplicação dos recursos do Fundef.
Entendemos que somente assim, com uma participação efetiva dos interessados diretos, os professores, é que se poderá haver uma fiscalização maior desses abusos e desvios dos recursos. Temos visto que a impunidade e a morosidade da justiça na apuraração dos fatos têm sido os aliados dos muitos políticos profissionais que usam e abusam do poder que têm.
Por isso é importante que as pessoas se envolvam mais em busca de esclarecimentos sobre a distribuição das verbas públicas e da boa aplicação dos recursos que retornam como investimentos na saúde, na educação e até em outros benefícios à população, pois só assim se evitará os desvios que estão enriquecendo alguns dos nossos governantes em detrimento de toda população.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, advogado, Ribeirão Claro
Palavras inadequadas
Oportuno e coerente o editorial da Folha do domingo, dia 11. ‘‘Palavras inadequadas’’. Parabéns. E acrescento: como é que este senhor, Rafael Greca de Macedo (secretário estadual da Comunicação), virá em tempos de campanha eleitoral para pedir votos àqueles a quem chamou de ‘‘mal-educados’’? Coloquemos as barbas de molho!
- OSVALDO FIDELIS DE CASTRO, bancário aposentado, Cruzeiro do Oeste
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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