Copel
Concordo plenamente com a opinião do eminente, respeitado e competente professor Bautista Vidal, que em entrevista à Folha afirmou que a privatização da Copel é um crime contra o povo do Paraná. Por mais que o governador Jaime Lerner e seus secretários tentem justificar a privatização daquela que é considerada a melhor empresa de energia do País, com argumentos técnicos e de competitividade, eles não convencem ninguém.
É evidente que a premência na privatização da Copel se deve mais à necessidade que o governo tem de ‘‘fechar’’ suas contas, do que qualquer necessidade de o Estado adequar-se ao modelo neoliberal vigente. Este governo, em seus anos de mandato, não teve competência para equilibrar seu orçamento e se vale da venda do patrimônio público para tapar seus rombos. Neste ano será a Copel, no próximo provavelmente a Sanepar. E nos anos seguintes?
O povo do Paraná precisa se conscientizar de que é preciso eleger governantes que pensem, planejem e governem com visão de longo prazo. Chega de marqueteiros, que só pensam em projetos pessoais de curto prazo. Os prêmios internacionais que o governador tem recebido não contribuíram em nada para a melhoria da qualidade de vida dos paranaenses. Apenas servem para que certos setores da grande imprensa e do partido do qual ele é filiado fomentem o seu projeto presidencial.
- JOSÉ EDMUNDO MOURA, bancário aposentado, Ribeirão do Pinhal
Freire-Maia
Cumprimento e agradeço ao geneticista Newton Freire-Maia, professor titular emérito sênior da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por ter-me enviado cinco livros, editados em 1998, sobre os 45 anos de existência do Departamento de Genética da UFPR. E, também, pelos excelentes artigos sobre Ciências – verdadeiras aulas – publicadas por ele na Folha na semana passada. Sua competência, bondade e humildade servem de exemplo.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado, Campo Mourão
Governo
Assistindo à entrevista da secretária de Educação Alcyone Saliba, ao vivo, numa emissora de TV, fiquei impressionado com a arrogância, a falta de tato e a falta de educação dessa senhora, classificando de imoral o movimento de pressão dos prefeitos para o repasse das verbas que não está sendo feito. Como devemos classificar um governo que se apropria ilegalmente das verbas dos municípios?
- JOÃO BOTELHO, Curitiba
Mal-educados
Concordo com os leitores Dr. Lincoln e Joselito, de Londrina (cartas publicadas nesta seção na semana passada) sobre o descontentamento que os paranaenses sentem em relação ao governador-turista Lerner e seu fiel escudeiro Greca. Penso que os casos das 458 escolas fechadas, pedágio, Jogos Mundiais da Natureza, privatização do Banestado, dos escândalos da CPI do Narcotráfico poderiam mesmo ser abordados aqui com toda transparência possível, sem vir com essa de sigilos telefônico e bancário já abertos. Mas isso não interessa ao ex-ministro, que foi afastado de seu cargo por irregularidades como a dos bingos e até mesmo pela tragicômica história da nau Capitânia, que colocaram em descrédito sua competência. Cada vez que Greca se coloca como defensor de Lerner, pior fica seu conceito perante seus arrependidos eleitores paranaenses.
- ANDRÉ LUIS ARRUDA PLÁCIDO, Londrina
Dinheiro público
Assusta-me o espírito de rebanho dos vereadores de Cambé e a subserviência do dinheiro do cambeense aos interesses desses 15 ‘‘representantes do povo’’. Com todas as contas públicas declaradamente precisando se adequar à realidade de um país que começa a ter jeito de sério, essa Câmara tem a ousadia de criar 21 novos cargos comissionados e aumentar em quase 50% o seu orçamento mensal.
Já fui enganado muitas vezes com falsas promessas, com discursos de dedo levantado ao céu sobre independência, liberdade, democracia, trabalho, justiça e outros tantos substantivos bacanas, mas agora chega. Não é possível que eu ainda seja obrigado a tolerar uma ‘‘justificativa’’, dada por quem trabalha apenas uma vez por semana, de um aumento de cargos comissionados decorrente da redução de subsídios... ora, isso é uma ofensa.
Esses vereadores aproveitam-se do poder de legislar e legislam sim, até com amparo legal, mas com justiça nem sempre. Claro que sei que essa criação é legal, mas gostaria que fosse justa também. É preciso parar com esse teatrinho para futura campanha de reeleição. É preciso parar de alimentar a máquina dos interesses pessoais, é preciso parar de amoldar o dinheiro público aos caprichos de alguns.
Só espero que eles não se apeguem agora a expedientes sujos e covardes para justificar tamanho despotismo e assumam, com a mesma ênfase que assumem suas participações na construção de escolas, postos de saúde ou afins, seus atos com o dinheiro do cidadão de Cambé.
- CARLOS EDUARDO BONI, economista e empresário, Cambé
Praça do Aeroporto
É de real importância o texto de Ary Sudan, publicado no dia 7, nesta coluna, a respeito das praças de Londrina utilizadas pelo povo para caminhar, correr ou apreciar a natureza. No caso da Praça do Aeroporto, notamos uma total despreocupação por parte do projeto elaborado pelos antigos dirigentes dos órgãos públicos, para com os muitos frequentadores daquele excelente lugar para se cuidar da saúde. No mínimo, é um projeto de muito mau gosto. A praça foi cortada, recortada e diminuída, novas vias de acesso foram criadas e nada se fez e, ainda nada se faz, para melhorar a estada de seus frequentadores.
Nota-se que a maior preocupação é atender o aumento de fluxo/refluxo de veículos que será provocado pela reforma do prédio do Aeroporto. Mas, isto não implica em deixar a população desprovida de atenção. As duas necessidades devem e têm que ser feitas ao mesmo tempo.
Solicitamos, então, aos atuais dirigentes uma melhor atenção sobre o assunto, requerendo, se possível, uma revisão no projeto em andamento, colocando também como prioridade a satisfação do cidadão, introduzindo melhorias como aumento de largura da calçada, pista com pedriscos, banheiros, barras para longamento, prancha de cimento para abdominal, parquinho, frequentes limpezas e corte de grama, entre outras necessidades.
A Praça do Aeroporto é um belo cartão-postal de Londrina. Tem quer ser melhor atendida, para ser melhor vista e utilizada. Acreditamos na atual administração, mas precisamos saber o que está e o que será feito em nossa praça.
- SEBASTIÃO EUGENIO GAIÃO, aposentado, Londrina
Correção
O patrimônio líquido da Copel em 1998 era de R$ 4,5 bilhões e em 1999 de R$ 4,6 bilhões e não milhões, como foi publicado na Folha Economia de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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